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set 03

Viagem ao Rio Grande do Sul, de Auguste Saint Hilaire – Parte XVII

via Jeandro Garcia

Janeiro de 1821 – Auguste de Saint-Hilaire
Índios e a nova sociedade – hábitos alimentares

Os jesuítas sabiam que os índios não teriam gosto pela religião falando de futuro, então o melhor caminho foi cativa-los pelos sentidos, com grandes capelas ornamentadas, pomposas celebrações e o ensino da música. Ainda hoje muitos tocam com perfeição alguns instrumentos. Assim os índios acreditavam que os jesuítas foram enviados por Deus para salva-los.

Os índios lhe presentearam com uma serenata, deu a cada um uma moeda. Logo já estavam na taberna cantando um hino em homenagem a Artigas, algo que os comandantes portugueses não deram a mínima atenção.

Pouco tempo antes da sua chegada um índio embreagado matou o próprio filho. Quando voltou ao estado normal foi pedir perdão e não lhe deram nenhum castigo, sendo um costume dos portugueses para serem bem quistos na região, mas Saint Hilaire acha devam ser repreendidos, para que saibam que estão sob um governo regular.

Um major lhe deu cinco vacas, destinadas a alimentar seu pessoal, mas mesmo possuindo carne trataram logo de matar uma. Com certeza é o momento de maior felicidade da expedição, matar e esquartejar a vaca, e logo a seguir saciar sua fome. A bem da verdade é uma das paixões nesta capitania, carnear o gado.

Desde Castilhos encontram muitos ovos de avestruz, onde fazem deliciosos omeletes, em apenas um ninho haviam 21 ovos sendo chocados.

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