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jan 03

Um MTG para todos

Sempre que inicia um ano novo é da natureza humana projetar melhorias, como se a mudança de ciclo trouxesse com ela uma nova brisa, um novo ânimo. A revisão de consciência que aconteceu em dezembro e avaliação de tudo que deu certo e de tudo que pode ser melhor é a matéria-prima para novos sonhos e planos.

Aqui no MTG não é diferente e quando me pego olhando para o nosso Calendário do Ano um pensamento é inevitável: tudo de novo, mais uma vez. Efetivamente, não temos, sempre, superlativas novidades. Fazemos algumas inovações aqui, outras ali, porque também não estamos parados no tempo. 
Mas, de fato, temos a virtude da Continuidade. Alguns de nossos eventos têm mais de 40 anos. Algumas práticas fazem parte do calendário do MTG desde seus primórdios.

Mas será mesmo tudo de novo mais uma vez, aquilo que chamamos de “mais do mesmo”? Mas é claro que não. Se assim o fosse, não aguardaríamos com ansiedade cada congresso, cada festa campeira, cada acampamento farroupilha, cada Enart, cada uma das nossas atividades. Se esses eventos vão se perpetuando em nosso calendário, nada mais é do que demonstração de que o que estamos fazendo, do jeito que estamos fazendo, agrada a muitos.

O que nos leva ao questionamento seguinte: e agrada a todos? Certamente, não. Alguns dizem inclusive que isso é impossível. Mas, como presidente do MTG, não posso me isentar do compromisso de trabalhar de forma a agradar o maior número de tradicionalistas, na maior parte das oportunidades, na maior parte do tempo.

Quanto mais pessoas estiverem felizes, satisfeitas e acolhidas embaixo desse grande manto que é o MTG, tanto melhor. Cada um com suas particularidades, gostos, maneiras de se dedicar, perspectivas, porque muito embora sejamos todos tradicionalistas, não somos todos iguais. E nesta diversidade crescemos. Se todos pensarem da mesma forma, de onde virão novas ideias, para aprimorar o que estamos fazendo?

Novas ideias, novos protagonistas, tudo isso é muito bom para cada atividade que o MTG desempenha. Pensar diferente não é problema, bastando que cultivemos as virtudes de saber ouvir e também de saber expor. Nesse interim, a propósito, saber escolher o fórum para troca de ideias e debates é inteligente, o que reforça a importância do Congresso e a Convenção Tradicionalistas.

Vamos em 2018 avançar mais um passo na construção de um MTG para todos?

Nairo Callegaro
Presidente do MTG

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