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dez 05

Texto muito bom de Jeandro Garcia. Vale a pena conferir.

via blog Rogerio Bastos:

Conclusões de fim de ano 2017:

Parte 1 – Eventos
           Por mais um ano tivemos a honra de nos envolver com diversos eventos – não cabem nos dedos de duas mãos – e dá para concluir que a crise abalou a quase todos que observamos pelo estado, os mais preparados, os menos preparados e especialmente os “sempre fizemos assim”.

            Pelo visto esta fase ferrenha onde muitos estão sem dinheiro e quem tem não quer gastar, vai se arrastar pelo próximo ano.

Então penso para 2018:

– Não faça qualquer evento sem no mínimo 2 meses de planejamento e preparação, menos que isso vai dar zebra. Todos aqueles que avisei que dariam errado pela falta de “antecipação” deram errado e feio em 2017. Eu não acredito em eventos (médio/grandes) com menos que 2 meses isso de preparação e divulgação com pelo menos 30 dias de antecedência.

– Convencer a atração (grupo de baile, show ou qualquer contratado) a cooperar com a divulgação. A má vontade é gritante, na hora de cobrar o cachê todos querem, mas na hora de um simples post na sua fanpage, lhe enviar um vídeo promocional ou algo assim, é uma luta, poucos são bons nisso… “o produtor que se vire”… mas se tu fazes um baile onde a atração é “Os Gaúchos” faça eles te ajudarem a promover ou pense em outra atração. Insista sempre, é teu direito, antes do contrato prometem muito, mas depois os materiais chegam com atraso ou nunca vem.

– Não dá mais para cobrar 30,00 o galeto e salada de repolho, os tempos das vacas gordas se foram, cobre menos e coloque mais gente no evento. Ganhe assim mais no estacionamento, na copa ou outra fonte que gere lucro pelo volume de pessoas. Não explore o público, mas o potencial de público.
BLOG: Eu acrescentaria “Não cobre R$ 4,00/5,00 por uma água mineral no evento. Ele tem que dar lucro, mas é o mesmo que dizer que o governo cobra R$ 4,30 a gasolina e o custo dela é menos de R$ 0,80 centavos“. (Rogério)

– Nunca, nunca mesmo! Diga “Bah! Isso aí vai lotar certo!” … não, não vai, certo nesta vida é só a morte.

– Para se ganhar dinheiro, tem que investir dinheiro. Invista! O tempo da “faixa na frente do CTG” acabou, faça a faixa, impulsione no Facebook, faça postagens, faça mídias diferenciadas. Mensure e se pergunte: “Se eu gastar R$ 100,00 nisto tenho que vender 5 ingressos de R$ 20,00, consigo? Se a resposta for “sim, isso vende certo 5 ingressos” não pense duas vezes, faça! Se o empate tá garantido, jogue pra ganhar.

– A crise chegou primeiro em quem produz os eventos e depois nos artistas, fornecedores, prestadores de serviços. Afinal o evento é um só, passou, não dá mais para correr atrás. Se falta trabalho para quem presta serviço é porque os produtores já se ferraram muito antes e desistiram de fazer novos eventos… Então em 2018 não esqueça de quem foi bom contigo quando tu estava precisando de bons valores e cooperação na divulgação, pois possivelmente os dois lados agora estarão em dificuldades, e claro, vale em 2018 ser amigo de quem foi amigo já em 2017.

– Evento cheio não é sinal de bolso cheio. Quando no fim do evento tu entrega todo o lucro para os contratados, pode ter sido tudo em vão. A entidade que produz deve ter lucro, ela merece mais que todos, afinal é o único que matou no peito os riscos, se não lucra, fez só para fazer graça para os outros. Não faça por fazer ou sem se preocupar se a entidade terá prejuízo, faça para dar certo! Dê lucro quando visa lucro. Salvo atividades festivas, palestras, confraternizações…

– O sucesso e a qualidade do evento de hoje é o primeiro e grande passo para o sucesso do próximo evento e vice-versa. Não deixe faltar bom atendimento, comida e bebidas… isso é vergonhoso. É o sinal de quem nem tu estava acreditando que seria um bom evento. É muito ruim arrumar a família, chegar no local e não ter mais comida ou ser mal atendido.

– Tudo que está escrito aqui pode ter exceções, mas não se espelhe em exceções, se espelhe em trabalho suado e o que dá certo sem contar com a sorte.

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