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jul 08

Parthenon literário Parte X Refundação

Refundação
Depois de 112 anos, a Sociedade Partenon Literário reiniciou as suas atividades em 10 de julho de 1997, a partir de um grupo de intelectuais interessados em prosseguir com os postulados dos próceres de 1868, contando com o incentivo de Serafim de Lima Filho, Cláudio Pinto de Sá e Frei Aquylles Chiapin. A luta por uma sede própria continua, e atualmente mantém um escritório administrativo na rua Plácido de Castro. As reuniões ocorrem mensalmente na Assembleia Legislativa. Juridicamente, no entanto, apesar de dizer-se que a sociedade reiniciou as suas atividades em 1997, o que houve, na verdade, foi uma refundação. Assim como os sócios antigos, os atuais não estão presos ou subordinados a qualquer tipo fechado de literatura ou expressão artística. Entre eles, incluem-se juristas, poetas, prosadores, artistas plásticos, jornalistas, músicos e atores. Em 2016 tinha 195 sócios. São programadas palestras, conversas informais, saraus, seminários e exposições, além de manter uma série de publicações. O novo Partenon mantém uma ligação forte com a antiga entidade, mas não é exclusivamente memorialista e estabeleceu um compromisso com o presente e o futuro. Segundo o presidente Benedito Saldanha, “a grande causa do Partenon de hoje é mesmo o incentivo à leitura e a formação de leitores”. A entidade já lançou várias coleções, além da tradicional Revista do Partenon Literário, agora em formato de livro. São elas:
• Coletânea do Partenon Literário, com edições comemorativas;
• Coleção Autores Reunidos, antologia para sócios e não-sócios, destinada a valorizar talentos emergentes;
• Coleção Prata da Casa, reunindo obras de grande envergadura de sócios;
• Coleção Nossas Letras, antologia destinada aos sócios;
• Coleção Letras Jurídicas;
• Coleção Palestras do Partenon;
• Coleção Arquivo e História, antologias institucionais para registro das ações e dos atos de cada gestão;
• Coleção Edição Especial, cobrindo produções criadas para efemérides.
Em 2005 o Partenon Literário foi declarado de utilidade pública pela Câmara Municipal de Porto Alegre, e em 2008 o Governo do Estado promulgou lei declarando-o Patrimônio Histórico e Cultural do Estado. Em 2010 a Câmara de Porto Alegre concedeu-lhe o Diploma Honra ao Mérito, homenageando seu papel como instituição pioneira da literatura gaúcha e marco da formação cultural do estado. Em 2016, por iniciativa do Círculo de Pesquisas Literárias e com o apoio da Coordenação da Memória Cultural da Prefeitura de Porto Alegre, foi instalada na Praça da Matriz uma réplica da placa comemorativa do centenário da fundação. Em 2018, nas comemorações do seus 150 anos de fundação, recebeu homenagem do Plenário do Senado Federal

— COLABORAÇÃO: CESAR TOMAZZINI LISCANO

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