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jul 10

Conselho Tutelar sugere atividades com o MTG para o combate ao consumo de álcool entre adolescentes

  • via ecodatradição.com.br:

O portal GaúchaZH, no dia 18 de abril, publicou uma matéria sobre a iniciativa do Conselho Tutelar de Caxias do Sul de elaborar uma campanha de combate ao consumo de álcool por crianças e adolescentes na cidade. As primeiras discussões, segundo o portal, ocorreram em uma reunião envolvendo órgãos de diversos setores da sociedade na Câmara de Vereadores e a intenção agora seria desenvolver a campanha associada a outras ações educativas, além de reforçar a fiscalização para exigir o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entre as necessidades apontadas na reunião, dizia a matéria, estaria o desenvolvimento de programas envolvendo os jovens com o objetivo de proporcionar a ocupação do turno inverso ao da escola. E uma das possibilidades levantadas foi criar ações junto ao Movimento Escoteiro e ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG).

Paulo Matukait, conselheiro do MTG, vê com bons olhos a lembrança do Movimento Tradicionalista Gaúcho e as atividades tradicionalistas como uma opção de atividades saudáveis para crianças e adolescentes. Segundo ele, a iniciativa revela que o MTG está conseguindo transmitir a sua mensagem. “Isso é muito positivo, especialmente se levarmos em consideração que a entidade tem o forte compromisso, explícito em sua Carta de Princípios, de auxiliar o Estado na solução de seus problemas fundamentais”, afirma. Na avaliação do conselheiro, o problema do alcoolismo e é generalizado, estando presente também no meio tradicionalista, não como regra, e sim como exceção, e talvez seja o momento do próprio MTG elaborar uma ação objetiva, e específica, voltada para esta pauta.

Ver nosso Movimento citado como exemplo e alternativa de auxílio a tão importante campanha é, no mínimo, recompensador, afirma a conselheira Renata de Cássia Pletz. Segundo ela, isso significa que o trabalho há anos desenvolvido pelo Movimento não é em vão e que vale a pena lutar e trabalhar por princípios nos quais se acredita. “Nos diz Lessa que o tradicionalismo é um auxiliar às forças que pugnam pelo melhor funcionamento da engrenagem da sociedade e é esta uma das máximas do documento basilar que nos serve como norte”, afirma. Dentre outros, segundo Renata, o papel dos tradicionalistas, enquanto movimento organizado, é mantermo-nos firmes no propósito de auxiliar no fortalecimento da sociedade da qual fazemos parte. Em outras palavras: propiciar às crianças e aos jovens a possibilidade de conhecer e vivenciar as suas coisas para que não sintam necessidade de buscar subterfúgios a fim de suprir carências e lacunas talvez impostas por esta mesma sociedade. É um trabalho, segundo ela, de longo prazo, mas que gera boa e recompensadora colheita. “Sigamos plantando, pois!”, afirma.

Para o conselheiro Flavio Antonio Rodrigues, da 24ª Região Tradicionalista, a lembrança das atividades desenvolvidas pelo MTG como alternativas para o contraturno escolar não chega a surpreender. Segundo ele, sabe-se que o convívio nos galpões das entidades tradicionalistas é saudável e que, além de contribuir para a ampliação da cultura gaúcha, também é formador de caráter. Por outro lado, o conselheiro atenta para a importância das próprias entidades tradicionalistas fazerem uma espécie de “mea culpa”. Embora não seja a regra, também nos galpões por vezes se registra o consumo exagerado de bebida alcoólica, afirma o conselheiro. “É importante que questionemos a figura do gaúcho apreciador da canha, enaltecida inclusive em muitas músicas. Vivemos tempos em que não cabem mais essas associações”, afirma.

Como temos enfatizado muito e sempre nos últimos tempos, nosso movimento, além de cultural, é social, e isso faz com que sejamos lembrados como uma entidade pronta para auxiliar o estado na resolução de seus problemas fundamentais, exatamente como preconiza nossa Carta de Princípios, afirma a 1ª Prenda do Rio Grande do Sul Gestão 2016/2017 e Diretora de Concursos do MTG, Roberta Jacinto. Segundo ela, o consumo excessivo de álcool é realidade não só na sociedade gaúcha, mas também brasileira. “O fato do Movimento Tradicionalista Gaúcho ser lembrado como um dos meios de solução para este problema é um privilégio e também uma oportunidade. Privilégio por saber que somos reconhecidos por um trabalho que vem dando certo e gerando resultados positivos. Oportunidade, pois poderemos olhar para dentro do nosso movimento e trabalhar esta questão que também é nossa”, afirma. Talvez esteja na hora, segundo Roberta, de limparmos nossas vidraças, assim como fizemos em 2015 ao trabalharmos sobre a competição saudável. “Dessa forma, poderemos, mais uma vez, ser exemplo refletindo e auxiliando na sociedade”, afirma.

Texto: Sandra Veroneze

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