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ago 21

Folclore, Dia Internacional – 22/08 parte IV

OS SÍMBOLOS GAÚCHOS

O SIMBOLISMO REFORÇA O CULTO À TRADIÇÃO, E IDENTIFICA A CULTURA LOCAL

No imaginário social; Decorrência da história; Questão de tradição ou folclore; Símbolos oficializados ou reconhecidos
Ao longo de sua história de formação a comunidade gaúcha adotou símbolos da cultura local, a exemplo de outras que tiveram a sua estruturação cultural baseada em simbologia representativa de usos e costumes entre outros aspectos e que passaram a compor o folclore gaúcho por terem sido adotados pela cultura popuplar do povo gaúcho. Assim surgiram os símbolos como ícones da tradição gaúcha.

OS SÍMBOLOS OFICIAIS com legislação específica:
SÍMBOLOS “CÍVICOS” – A BANDEIRA

Adotada pelo Dec. de 12 de novembro de 1836.
A primeira bandeira atribuída a Bernardo Pires; outros, no entanto, dizem que o seu planejamento se deve a José Mariano de Mattos e o desenho a Bernardo Pires.
“A adoção da bandeira farroupilha, com o acréscimo do brasão de armas, que era, no decênio republicano, um escudo separado, pelo Estado do Rio Grande do Sul, data da Constituinte de 1891”.
BANDEIRA – DENOMINAÇÕES NAS CONSTITUIÇÕES
Foi “PAVILHÃO TRICOLOR DA MALOGRADA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE”, em 1891;
Foi “PAVILHÃO TRICOLOR DOS REVOLUCIONÁRIOS RIO-GRANDENSES DE 1835”, em 1892;
Foi “PAVILHÃO TRICOLOR DA REPÚBLICA DE PIRATINI” em 1947;
Foi “PAVILHÃO TRICOLOR DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE”, 1967;
Foi “PAVILHÃO DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE”, desde 1970.
Atualmente: “BANDEIRA RIO-GRANDENSE”, pela Constituição de 1989.
Oficializado pela Lei nº 5213, de 5 de janeiro de 1966, publicada no D.O.E., de 11/11/68 que dispõe sobre os símbolos do Estado.
Denominação atual pela constituição aprovada em 1989.
As cores:
O VERDE: vem da Bandeira Nacional;
O AMARELO: vem, também, da Bandeira Nacional;
O VERMELHO: Símbolo da República e da Federação.
(Valter Spalding)

ARMAS (BRASÃO DE ARMAS)
Os primeiros apareceram depois da criação da bandeira.
O lenço de Bernardo Pires e os painéis do padre Hildebrando e Chagas apareceram em 1842.
Na bandeira aparece em 1881.

ESCUDO OVAL em campo de Prata
um quadrilátero de Prata com um sabre de ouro, em pala, sustentando na ponta um Barrete Frígio, de Vermelho, entre dois ramos floridos de Fumo e erva-mate, de sua Cor, que cruzam sob o Punho do Sabre;
inscrito num Losango, de Verde, com duas Estrelas de cinco pontas, de Ouro, colocadas nos ângulos superior e inferior (antigamente eram dois amores perfeitos, simbolizando a “FIRMEZA E A DOÇURA DOS REPUBLICANOS”;
ladeados por duas Colunas Jônicas Compósitas com Capitel e Três Anéis no terço inferior, de fuste liso, de Ouro, encimadas por uma Bala de Canhão antigo, de Preto, assentadas sobre:
um Campo ondulado, de verde em ponta ;
Uma Bordadura de Azul, perfilada de Preto, carregada com a inscrição “REPÚBLICA RIO-GRANDENSE E A DATA DE 20 DE SETEMBRO DE 1835”, de Ouro, separadas por duas Estrelas de Cinco Pontas, também, de Ouro.
Quatro Bandeiras tricolores (verde, vermelho e amarelo) entrecruzadas duas a duas com hastes rematadas de Flor de Lis invertidas, de Ouro. As duas Bandeiras dos extremos estão decoradas com uma Fita Vermelha com bordas de Ouro, atada junto à ponta Flordelisada;
Uma Lança de Cavalaria, de Vermelho, rematada por uma Flor de Lis, de ouro; Quatro fuzis armados de Baionetas de Ouro.
Na base do conjunto:
Dois Tubos Canhão, de Negro, entrecruzados, semi-encobertos pelas Bandeiras;
Um Listel de Prata com a legenda “LIBERDADE, IGUALDADE E HUMANIDADE”, de Negro, completando o Brasão de Armas.
Simbologia de imagens:
Barrete Frígio: símbolo maçônico de alguns Ritos (emblema da Liberdade), pequeno boné de feltro, de forma cônica e com pequeno rebordo.
Sabre: símbolo da segurança, relacionado ao Cobridor Externo.
Estrela de cinco pontas: representa o homem.
Colunas Jônica Compósitas: sustentam uma das Colunas da Loja no Grau dois.
Flor de Lis: as três pontas simbolizam Família, Deus, Pátria.

HINO RIO-GRANDENSE
Denominações históricas

Hino de 35,
Hino Farroupilha,
Hino Republicano Rio-grandense,
Hino da Nação,
Hino da ex-republica Rio-grandense e
Hino Rio-grandense, esta última oficializada pela Lei n° 5.212/1966

A história
A tomada da Vila de Rio Pardo na madrugada de 30 de abril de 1838;
A elite do exército de Bento Gonçalves estava presente: Teixeira Nunes e sua brigada de lanceiros, Davi Canabarro, João Antonio, Bento Manuel, Domingos Crescêncio e Antonio de Souza Netto.
O autor do Hino
Entre os inúmeros prisioneiros, uma banda de musica completa, que pertencia ao 2º Batalhão de Caçadores do Rio de Janeiro. Este se deslocara em 1837 para a Província de São Pedro, para reforçar os exércitos imperiais.
O mestre da banda era Joaquim José de Mendanha, um mineiro de Itabira do Campo, município de Ouro Preto da província de Minas Gerais.
Apesar de monarquista convicto, Mendanha, em poucos dias, a pedido dos líderes farrapos, criou o Hino Farroupilha que foi executado pela primeira vez, em 6/05/1838.

Primeira letra do Hino Serafim José de Alencastro, em 1838
No horizonte rio-grandense
se divisa a divindade,
extasiada em prazer,
dando viva à liberdade.
Da gostosa liberdade
brilha entre nós o clarão;
da constância e da
Coragem eis ai o galardão.
Avante, ó povo brioso,
nunca mais retrogradar,
porque atrás fica o abismo
que ameaça nos tragar.
Salve, ó vinte de setembro,
dia grato e soberano,
aos heróis continentistas
ao povo republicano.

Segunda letra – HINO
Autor desconhecido
Nobre povo rio-grandense,
povo de heróis, povo bravo!
conquistaste a independência
nunca mais serás escravo.
Da gostosa liberdade
brilha entre nós o clarão;
da constância e da coragem,
eis aqui o galardão.
Avante, ó povo brioso!
Nunca mais retrogradar
porque atrás fica o inferno
que vós há de sepultar
O majestoso progresso
é preceito divinal
não tem melhor garantia
na nossa ordem social
O mundo que nos contempla,
que pesa nas ações
bendirá nossos esforços
cantará nossos brasões.

Com a proclamação da república, em 15 de novembro de 1889, o Hino da ex-republica rio-grandense transformou-se no Hino do Estado do Rio Grande do Sul e passou a ser chamado de Hino Rio-grandense.

HINO RIO-GRANDENSE
letra de Francisco Pinto da Fontoura, mais conhecido como Chiquinho da Vovó ou o Poeta dos Farrapos.
Em 1933, quando começaram os preparativos para a comemoração do centenário da Revolução Farroupilha, coube ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul definir qual seria a versão oficial do Hino Rio-Grandense.
O IHGRGS optou em adotar o poema de Francisco Pinto da Fontoura como letra do Hino Rio-Grandense.

OS AJUSTES NECESSÁRIOS
Coube ao professor Antonio Tavares Corte Real, revisar a música escrita por Joaquim José de Mendanha, a fim de adaptá-la aos versos de Francisco Pinto da Fontoura, bem como realizar pequenos reparos de ordem rítmica, para lhe acentuar o caráter marcial, o que foi feito em 1934.

A letra original (1934 a 1966)
Como a aurora precursora,
Do farol da divindade,
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade.
Mostremos valor, constância,
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda a terra.
Entre nos reviva Atenas,
Para assombro dos tiranos
Sejamos gregos na glória
E na virtude romanos.
Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo.

NOME DO NOSSO HINO
Conhecido e reconhecido como HINO RIO-GRANDENSE, pela maioria da população e assim designado nos protocolos oficiais, tem outro nome oficial:
“HINO FARROUPILHA” é o nome oficial segundo artigo 6° da Constituição Estadual de 1989.

O HINO ATUAL
Lei n° 5.212/1966
Deputado Estadual Getúlio
Marcantônio.
Como a aurora precursora,
Do farol da divindade,
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade.
Mostremos valor, constância,
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda a terra.
Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo.

Símbolos “ecológicos”
São o resultado da iniciativa de representantes no parlamento, com a concordância do executivo;
Nem sempre contam com a unanimidade social.
ERVA-MATE.
Árvore símbolo definida pela Lei 7.439/80;
Predomina nas missões, encostas do nordeste e serra, mas pode ser encontrada em todo Estado;
É árvore nativa.

QUERO-QUERO.
Ave símbolo definida pela Lei 7.418/80;
Ave chamada de “sentinela das coxilhas”;
Encontrada em todo o Estado, com predominância nos campos.
Brinco-de-princesa
A flor brinco-de-princesa foi definida como símbolo pelo Decreto 38.400/98;
Flor nativa, pouco conhecida;
Predomina nas áreas de vegetação mais alta, mas pode ser cultivada em todas as regiões do Estado.

CAVALO CRIOULO
O Cavalo crioulo foi definido como animal símbolo (junto com o quero-quero) pela Lei 11.826/02;
O cavalo faz parte da historia do gaúcho. Sem ele o gaúcho não seria o mesmo;
Introduzido na pampa a partir de 1580, por Buenos Aires (cavalo Andaluz);
SELEÇÃO NATURAL
O Crioulo é a raça mais ajustada a lida de campo e ao clima.
FREIO DE OURO
Competição estadual que entrou para o calendário cultural.
A pelagem do cavalo crioulo tem sido tema de poesias e festivais de musicas nativistas

MARCELA OU MACELA
Planta medicinal definida pela Lei 11.858/02;
É nativa do Estado e floresce nos meses de março e abril;
É um ato folclórico a colheita da flor na sexta-feira Santa, antes do nascer do sol.

Chimarrão
A bebida típica e mais simbólica do gaúcho foi definida pela Lei 11.929/03;
Uma herança dos indígenas
O gaúcho sul-rio-grandense sorve o mate (chimarrão) quente e preferentemente com companhia: “a cuia que passa de mão em mão”
Churrasco
O prato típico, assim como o chimarrão foi definido pela Lei 11.929/03;
Carne assada ao fogo ou no calor das brasas;
Prato predominante, quase único, dos =[75823+3m ou gaúchos na fase da “courama” (1634 – 1750);
O churrasco típico é feito com carne de gado vacum.
SÍMBOLOS DO IMAGINÁRIO COLETIVO
A CHAMA CRIOULA
Criada em 1947, com a retirada de uma centelha da Pira da Pátria no dia 7 de setembro.
A primeira “ronda gaúcha”, depois “ronda crioula” e, mais tarde, “semana farroupilha”, ocorreu no Colégio Julio de Castilhos de 7 a 20 de setembro de 1947.
Os três “guardiões” da primeira chama: João Carlos Paixão Cortes, Cyro Dutra Ferreira e João Machado Vieira.

A MISSA CRIOULA
Celebrada com o mesmos ritos, porém caracterizados por apresentação de símbolos gaúchos como, lenços nas cores tradicionais, chapéu, cruz em madeira bruta, arreios, etc …

O GALPÃO DE ESTÂNCIA
Local de encontro da peonada;
Acolhe o fogo de chão;
Serve de proteção para as tralhas da lida campeira, inclusive dos arreios;
Local de convivência para as horas de folga ou nos dias de chuva.
Geralmente representado no CTG
SÍMBOLOS LOCAIS
Adotados por comunidades municipais que identificam:
Local, monumento, acidente geográfico, obra, que identifica o município.Objetivo; resgatar os símbolos municipais e valorizar a historia local. Exemplo: em Porto Alegre: A estátua do Laçador.

Por Cesar Tomazzini.
BIBLIOGRAFIA
Nossos símbolos, nosso orgulho – IGTF 2008
Fagundes, Antonio – Curso de Tradicionalismo Gaúcho 2002
Lei 5213 de 5 janeiro 1966

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