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jul 03

Editorial MTG O exemplo que vem dos jovens

 

O mês de junho foi emblemático para nós, tradicionalistas, que amamos este Movimento. Se por um lado houve tentativa de desconstrução de um trabalho feito a muitas mãos e dedicado a todos que querem fazer “o bem sem saber a quem”, por outro lado outros assumiram como compromisso desenvolver ações que remetem e dão valor real ao lema que estampa a bandeira do nosso Rio Grande do Sul e a própria Carta de Princípios do MTG: liberdade, igualdade e humanidade.

Pois tenho acompanhado e incentivados os jovens ao longo desta caminhada à frente da direção de nossa instituição. Um exemplo são estes que assumiram a gestão estadual de prendas e peões e que traduzem, com o lema de trabalho, o MTG que eu quero e que faz eco nas mentes e corações de todos que se guiam pelas próprias consciências, sem cabrestos, dispostos a construir, a somar, livres de vaidades e jogos de poder… Outros tantos têm feito um trabalho admirável na construção de nosso movimento, num processo de continuidade, que não podemos confundir com continuísmo. É um processo que faz com este movimento atravesse décadas alicerçados nos valores estabelecidos em nossos documentos basilares.

Eles mostram que melhores exemplos podem vir dos jovens. Foram vários os momentos, nos últimos anos, protagonizados por jovens que sabem tomar decisões e posicionamento, até mesmo contrário, ensinando os pais e dirigentes na tomada de decisões em vários concursos, quando a existência de disputas e dúvidas. Tivemos vários exemplos em festas campeiras (Rolante e Esmeralda), Acampamento Farroupilha de Porto Alegre, Ciranda de Prendas em nível regional, rodeios… Enfim, em vários momentos estes jovens exercem o entendimento e a verdade, sem malícias e sem disputas que prejudiquem as referências de convivência em sociedade.

Vejo que o Movimento desde o início de sua caminhada começou pelos jovens. Estes sempre foram os protagonistas, sempre estiveram à frente, pensando, discutindo, trabalhando e estabelecendo referenciais importantes e consolidadas em nosso meio. Trabalhamos para que estes movimentos sejam restabelecidos de forma mais coletiva, oportunizando e demonstrando que podemos fazer desta forma, onde todos sejam capazes de serem ouvidos, entendidos, onde suas vontades sejam vontades coletivas.

As manifestações individuais devem ser respeitadas e devem ser propositivas às construções de novas relações de respeito entre pessoas e um convívio social saudável. Os exemplos destas crianças, adolescentes e jovens adultos nos elevam a um patamar acima daqueles que pensam ser absolutamente proprietários de vontades e desejos, em ditar o que é certo e errado, o que pode e não pode. Já passamos por esta fase e as crianças e jovens estão demonstrando que é possível termos um movimento leve, livre, como foi estabelecido pelos homens e mulheres iniciadores deste movimento. Estes sim são nossos inspiradores e pensadores.

A essência ficou e os jovens a receberam e conseguem apoderar-se para darem continuidade a este trabalho. Por isso este mês de junho é muito importante para o MTG, é um mês inspirador, onde a juventude tradicionalista vai em busca do conhecimento e da livre liberdade de expressão e manifestação nos concursos regionais, incentivando a descoberta de novas lideranças. Assim ocorre a renovação e cabe a todos oportunizar a estes jovens as rédeas do movimento, mesclando a força da juventude com a experiência de vida dos que aqui estão. Isso no remete ao nosso tema anual: Unindo Gerações para Construir um Amanhã. Vamos seguir firmes, acreditando em nossas convicções e seguindo os exemplos de um de nossos inspiradores que nos diz: “Mais cedo ou mais tarde sempre chegará o dia em que teremos a certeza de que não foi em vão termos feito, sempre que possível um pouquinho além daquilo que era nosso estrito dever” (Cyro Dutra Ferreira). Vamos continuar buscando em homens deste quilate os exemplos do verdadeiro tradicionalismo.

Nairo Callegaro
Presidente do MTG

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