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set 20

DEZ MOTIVOS PARA COMEMORAR a Guerra dos Farrapos

Autoria de  Léo Ribeiro:

(no ano passado já postei esta matéria mas, a pedido de dois ou três amigos, compartilho-a novamente).

1° – Comemoro a insubmissão de uma província a uma monarquia, chamando a atenção da corte para um recanto esquecido e explorado nos confins da república.

2º – Comemoro a bravura de quem, com menos homens, armas e cavalos, mas sobrando valentia, enfrentou por dez anos o Império deixando marcos históricos como a Batalha do Seival, a Travessia dos Lanchões de Garibaldi e a Fuga de Bento Gonçalves de sua prisão na Bahia.

3º – Comemoro o surgimento nesta terra de nomes como o General Antônio de Souza Netto mas também os heróis esquecidos como Coronel Teixeira Nunes, Tobias da Silva e os integrantes da 1ª Brigada de Cavalaria, os Lanceiros Negros.

4º – Comemoro o fato de, apesar dos esparsos recursos probatórios, não nos acomodarmos com as definições e rebuscarmos a veracidade histórica de passagens como a Batalha dos Porongos.

5 – Comemoro porque a “guerra que perdemos” nos deu uma identidade própria, diferenciada, no Sul do Brasil.

6º – Comemoro poder cantar, como em nenhum outro Estado brasileiro, o hino da minha terra, e ver fulgurar em milhares de eventos o pavilhão tricolor surgido naquele decênio heroico.

7° – Comemoro porque essa epopeia foi um dos motivos para o surgimento de um movimento cultural que fez avivar nosso folclore através da musicalidade, das danças, dos cinemas, dos rodeios, expandindo-se para o resto do mundo, aonde houver um gaúcho.

8º – Comemoro o orgulho e o respeito que ainda nos resta, apesar da violência, da pobreza educacional, enfim, da falência monetária desta outrora pujante Província de São Pedro.

9 º – Comemoro porque, graças a “petulância” dos Farroupilhas, a cada mês de setembro eu posso rever meus amigos de causa e tradição e ver surgir nos acampamentos pessoas que nunca botaram uma bombacha mas que começam a entender o motivo de ali estarmos.

10° – Comemoro para saborear o desgosto de alguns escritores “rio-grandenses” (e seus asseclas) que se indignam com a minha comemoração.

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