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nov 09

Considerações técnicas para Danças Tradicionais – 2017

A equipe técnica da área de danças tradicionais do Enart divulgou algumas considerações acerca de Correção Coreográfica, Interpretação Artística e Harmonia de Conjunto, para orientar os dançarinos.

 
 
Correção Coreográfica – ENART 2017


ANÚ

– Posição inicial é em fila, podendo ser um tanto encurvada, desta forma, a formação inicial em meia lua, caracterizará erro coreográfico.
– Durante a 1ª parte do canto e sua repetição, sempre que possível, de acordo com o espaço físico, deverá ser realizado os passos para frente.
– Não será necessário posicionar-se para o reinício da dança, ao “som” da melodia introdutória e sim na melodia introdutória como descreve o início da dança, podendo assim, usar a pausa musical que faz parte da melodia.
– Na 8ª Figura, a premissa básica é que ambos precisam alcançar a sua mão, para tanto deverão respeitar o tempo correspondente para tal, não podendo o peão ou a prenda, concluir o movimento de extensão do braço antes deste tempo.

BALAIO

– 1ª Figura deve ser iniciada mais ou menos onde realizou o giro saudação.
– 2ª Figura – juntar complementar do pé – no 2º tempo do 16º compasso desde que não inicie o próximo sarandeio e sapateio no “Ba”.
– 2ª Figura – o 1º tempo do 16º compasso deve ser uma flexão acentuada dos joelhos pelas prendas.

CANA VERDE

– 1ª Figura deve ser iniciada mais ou menos onde realizou o giro saudação.

CARANGUEJO

– 1ª Figura – as mãos unidas as costas pelos peões e tomada da saia pelas prendas é somente para as três marcações, podendo soltá-las simultaneamente ao retorno do pé lado a lado.
– 2ª figura – a 1ª castanhola pode ser realizada até a conclusão do 1º passo de juntar lateral.

CHICO SAPATEADO

– Posição inicial – não poderá ser caracterizado dependência dos pares para formar a dança.
– 2ª figura – será considerado como perda da relativa simultaneidade caso o peão interrompa seu sapateio em giro, por mais de um compasso em relação aos 4 compassos do giro das prendas.

CHIMARRITA

– Não será cobrado a descaracterização das fileiras de peões e prendas, na 2ª figura, pelo fato de se posicionarem intercaladas as fileiras de um grupo e outro de pares, ao se cruzarem na evolução da dança, porém não poderão caracterizar fileiras mistas de peões e prendas quando estiverem realizando movimentos no mesmo lugar. Por exemplo: na posição inicial e no momento das marcações de passos de polca da 2ª figura.

CHIMARRITA BALÃO:

– Posição inicial – não poderá ser caracterizado dependência dos pares para formar a dança.
– 2ª figura – será cobrado conforme descrição, o tempo de início e finalização dos giros dos peões, além da ação contínua do giro deste sapateio.

CHOTE CARREIRINHO:

– Posição inicial – não poderá ser caracterizado dependência dos pares para formar a dança.

CHOTE DE 7 VOLTAS:
– Posição inicial – não poderá ser caracterizado dependência dos pares para formar a dança.

CHOTE DE DUAS DAMAS:

– Na página 130, imediatamente após o desenho de um exemplo de realização da “figura do oito” deve ser acrescido de uma Nota para a repetição da Figura Fundamental.
– As prendas tem até a conclusão do 2º passo de marcha da 1ª, 2ª, 3ª e 4ª figuras, para tomar da saia com a mão que está livre.

CHOTE DE QUATRO PASSI:

– Entre a 3ª e 4ª figura, se optar em realizar um passo, que o mesmo caracterize um afastamento dos pares, ou seja, diagonal ou para trás.
– 1ª Figura – passo de retorno do passo de polca, deve ser para frente, igual ao descritivo da ida.

CHOTE INGLÊS

– 1ª Figura – para reinício da mesma, poderá ser realizada a tomada de mãos simultâneo ao 1º movimento do 1º passo de juntar, no caso de não realizarem um afastamento mediante a 1 passo de juntar descrito na Nota 1, página 148. Porém os passos de juntar deverão ser realizados lateralmente, sendo que diagonal para trás, caracterizará erro coreográfico.
– Na primeira e terceira figuras as conclusões dos cumprimentos poderão ser realizados simultâneo ao movimento subsequente.

HAVANEIRA MARCADA

– Posição inicial – não poderá ser caracterizado dependência dos pares para formar a dança.

MEIA CANHA

– Os pares não poderão formar outras posições geométricas antes de formarem a roda do início da coreografia mais usual e quando formada a roda de mãos dadas conforme descrição, a roda deve girar.
– Nota 2 – as variantes, quando executadas, devem manter as características desta dança, além de manter a formação de rodas concêntricas.
– Após o verso da prenda, todos os pares da roda devem dar as mãos para fazer a roda girar e somente depois que girar, poderá ser aberto o espaço para o par do centro voltar para roda.
– Variantes: os pares dançam ao som da Polca, ou seja, não pode dançar sem música e não pode alguns pares estarem dançando e outros parados.

PEZINHO

– A flexão da 3ª figura, deve ser mais acentuada em relação a flexão da 1ª figura.

QUEROMANA

– Posição inicial é em fila, podendo ser um tanto encurvada, desta forma, a formação inicial em meia lua, caracterizará erro coreográfico.
– 1ª Figura e repetição da mesma, sempre que houver espaço físico, os passos devem ser realizados para frente.
– 2ª Figura – será cobrada a mudança de formação da figura, caso inicie em fila e mude para curva ou vice versa.
– 2ª Figura – a acentuação deve ser de todos os movimentos e de forma a demonstrar uma intensidade na figura do “bate pé”.

ROSEIRA
– 1ª Figura – só será aceito um passo de juntar no meio do passeio se for para realizar um cumprimento ou reverência à prenda em função da característica do ciclo desta figura.
– 2ª Figura – o tempo musical para início dos passos de polca do valsado é o 9º compasso.
– 3ª Figura – será cobrado os tempos de início e fim do giro das prendas.

SARRABALHO:

– Não será cobrado a descaracterização das fileiras de peões e prendas, nas 1ª e 3ª figuras, pelo fato de se posicionarem intercaladas as fileiras de um grupo e outro de pares, ao se cruzarem na evolução da dança, porém não poderão caracterizar fileiras mistas de peões e prendas quando estiverem realizando movimentos no mesmo lugar. Por exemplo: na posição da 2ª figura.
– A descrição contida na Primeira Figura (página 217, 5º § na 3ª linha e na Terceira Figura página 219, 5ª linha) referente aos cumprimentos descritos, onde se lê: “cumprimentando-se”,
leia-se “Iniciando o cumprimento. ”

TATU COM VOLTA NO MEIO:
– 1ª Figura – os peões iniciam o sapateio no mesmo tempo descrito para o sarandeio das prendas.
– Para finalizar as variantes enlaçadas, só poderá ser realizado um passo de juntar complementar após o último passo e/ou salto de polca, não podendo realizar um afastamento mediante a um passo de juntar (2 movimentos) ou um passo de marcha.
– 2ª figura – será cobrado os tempos de início e fim dos giros das prendas.

TIRANA DO LENÇO:

– Posição inicial – não poderá ser caracterizado dependência dos pares para formar a dança.
– 3ª Figura – tal qual a primeira figura, os sapateios e sarandeios interrompidos deverão ser realizados mais ou menos na mesma posição que início a figura.

 
Interpretação Artística – ENART 2017


A orientação dada pela equipe de interpretação artística, é que os grupos dancem de forma tradicional e simples, com cordialidade e respeito a mulher.


Ressaltamos que a interpretação aborda alguns sentidos primordiais do ser humano, e através de diferentes expressões faciais e corporais é possível perceber as emoções que estão sendo vividas e /ou transmitidas.


Sugerimos que os grupos mantenham a autenticidade e originalidade contidas nas danças, caso algum grupo opte por modificar ou estilizar algum movimento poderá ser penalizado.

Balaio
1ª figura – o deslocamento da roda no sentido anti-horário, as prendas devem iniciar o deslocamento pela sua esquerda para assim manter a tradicionalidade.
Assim como os passos de marcha desta mesma figura, devem ser realizados da forma mais simples, não podendo cruzar os pés ora pela frente ora por trás.
2ª figura – A flexão acentuada dos joelhos das prendas, ao final do sarandeio, deverá ser realizado para evidenciar o embolsar da saia. (PAG.75).

Meia canha

As quadrinhas, devem ser constituídas de 4 versos (linhas), cada uma constituída de 7 silabas poéticas), rimados normalmente o 2º com o 4º verso.

Pau de fitas

Atentar para o andamento musical, não descaracterize o ciclo coreográfico.

Pezinho

A flexão dos joelhos, na 3ª figura, deverá ser mais acentuada do que a da 1ª figura.

Quero mana

2ª figura – Tradicionalmente os passos de polca são realizados de maneira firme ao solo, caracterizando mais ou menos um “Bate Pé”

Levante

O levante deve contemplar o ciclo do fandango ou das danças hibridas.

Harmonia de Conjunto – ENART 2017


A Equipe Técnica de Avaliação do Enart 2017, entende que as propostas apresentadas pelos grupos, devem ser feitas da maneira clara e objetiva, primando sempre pelo conceito básico e clássico de harmonia o qual se relaciona a ideia de beleza, proporção, posição e ordem.

Entendemos ainda que dança pode ter ou pertencer a vários ciclos, mas o que induz e a representa, é o conjunto de movimentos acompanhados por uma música (melodia), sendo assim para a modalidade de danças tradicionais é o que fará tornar a dança bonita e agradável aos olhos de quem vê.

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