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ago 04

Alvoradense participa de cavalgadas na Mongólia  em 2014

 FONTE: SITIO DO GAÚCHO TAURA:http://sitiodogauchotaura.blogspot.com.br

Levando em suas bagagens, mensagens de paz e integração entre…

Levando em suas bagagens, mensagens de paz e integração entre os povos, e armados com violões, música, poesia e muito bem pilchados, uma tropa de gaúchos rompeu as fronteiras do Grande Império da Ásia Oriental e conheceu, no lombo de cavalos mongóis, mais uma das lendárias culturas da terra – o Império Mongol, considerado um dos mais significativos da história. Junto com eles estava um alvoradense.

Passados cerca de sete dias desde sua chegada da Mongólia, o alvoradense Vladimir Kuse, proprietário e diretor da empresa Automasafety, ainda tenta se recuperar do fuso horário de 12 horas do país situado no Continente Asiático. O motivo da viagem foi o mesmo de outros 13 gaúchos que fazem parte da Confraria “Cavaleiros da Paz”, levar a cultura gaúcha, paz e a união entre os povos á locais que já estiveram em guerra, no “lombo do cavalo”. Ao todo foram 13 dias de viagem, saindo no dia 06 e retornando na quinta-feira, 24 de julho.

Vladimir faz parte do grupo há três anos e além da Mongólia já teve a oportunidade de viajar com o grupo até a África do Sul em 2013, cavalgando nas savanas cercado de zebras e outros animais selvagens. Para chegar até o país asiático os participantes voaram de avião durante 24 horas, percorrendo o trajeto que saiu de Porto Alegre, passou por São Paulo e foi a Madrid, na Espanha, e de lá partiu até chegar à China.

Antes de chegar ao seu destino final, a Mongólia, o grupo pode conhecer um pouco daquele país e o local mais esperado por eles, a Muralha da China, construída em 220 a.C. Após isso, o grupo finalmente desembarcou em território Mongol. A escolha do lugar se deu pelo fato de que a Mongólia dá muito valor ao cavalo, o que ocorre com o gaúcho com seu “pingo” que o acompanha na lida diária.

Nesta viagem o grupo participou do evento mais importante da Mongólia, o Naadam que ocorre em dois dias. No primeiro houveram apresentações artísticas e competições de luta livre, tiro com arco e flecha e cerimônias diferentes da cultura local. Já no segundo, em uma visita ao Parque Nacional Hustai eles vivenciaram o amor ao cavalo por parte dos habitantes do local, quando em uma corrida com trajeto de 30km, o cavalo campeão é reverenciado antes do ginete.

Como o povo Mongol é em sua maioria nômade, eles moram nos chamados Yurt’s que é o lar de uma família cuja vida diária é pontuada pelo cuidado dos rebanhos: ordenha as fêmeas de éguas, ovelhas, cabras e dris (fêmea de iaques), etc. Este foi o local escolhido pelos viajantes para pernoitar durante a viagem.

Em uma ocasião à noite, os anfitriões prepararam uma especialidade tradicional, o Khorkhog, o “churrasco da Mongólia”, que é feito dentro de uma espécie de “tarro de leite”, onde é posto em camadas, carne de ovelha, pedras quentes que aquecem a carne e alguns legumes.

Para Vladimir a alimentação e o fuso horário foi o que lhe trouxe maior dificuldade para se ambientar. Uma das experiências contadas por ele é sobre a comida do local. Lá o leite é tirado das éguas, já que não existe vaca. Com isso os nativos fazem queijo e outros produtos, como a cachaça. “Experimentamos cachaça extraída do leite de égua. Não gostei, mas eles também não gostaram do nosso chimarrão”, brincou ele.

Além disso, como muitos dizem: “de tudo se tira uma lição”, para Vladimir não foi diferente. Durante o tempo que esteve no país pode perceber como a Mongólia é rica e pobre ao mesmo tempo, pois os habitantes são humildes, porém com uma riqueza de cultura imensa. Ele observou o seu modo de viver. “Nós temos uma vida muito favorável. Lá eles tem de passar a noite com -40º C e por mais que isso seja ruim, vivem bem”, disse ele.

Para a viagem Vladimir se preparou durante seis meses, para então realizar seu objetivo. Indagado o porque de estar frequentando a confraria, ele afirmou que gosta muito de cavalgar e que é uma oportunidade de conhecer novos lugares. “Já cavalguei em todos os recantos do Rio Grande do Sul e do Brasil. Agora quero conhecer com meus amigos o mundo em cima de um cavalo”, finalizou ele.

Foto 1: Em uma fotografia que simboliza a viagem, Vladimir Kuse montado em um camelo junto de um morador da Mongólia.

Foto 2: Grupo conheceu a muralha da China.

Fonte! Chasque publicado (com os retratos) na contra-capa do Jornal A Semana de Alvorada, edição do dia 01 de agosto de 2014.

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