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jul 17

A História de Cabo Toco

Colaboração Cesar Tomazzini Liscano

Primeira mulher a integrar as fileiras da corporação da Brigada Militar, em 1923. Participou dos movimentos revolucionários de 1923, 1924 e 1926. Cabo Toco é a patrona da primeira turma de Policiais Militares Femininas do Estado do Rio Grande do Sul.

Olmira Leal de Oliveira nasceu em 18 de junho de 1902, na localidade de Camaquã, em Caçapava do Sul, filha de Francisco José de Oliveira e Auta Coelho Leal de Oliveira. Aos 21 anos de idade foi recrutada para integrar as fileiras da Brigada Militar, como enfermeira e combatente no 1º Regimento de Cavalaria, hoje 1º Regimento da Polícia Montada , com sede em Santa Maria. Graduada a cabo e devido a sua baixa estatura, atendia por “Cabo Toco.”

Foto: reprodução

Cabo Toco era uma apaixonada por queimar cartuchos, não se limitando apenas às atividades de apoio. Empunhando seu fuzil, lutava lado a lado com a mesma valentia dos demais soldados. Depois de passar por várias batalhas com destaque de bravura, deixou a corporação em 1932. Casou com Antonio Martins da Silva, em 1951. Ficou viúva em 1954, e passou a viver de pequena pensão deixada pelo marido. Mulher forte, guerreira, símbolo vivo da história do Rio Grande do Sul, sem descendentes, vivia em uma casa paupérrima na periferia de Cachoeira do Sul. Andava pelas ruas com sua velha carroça, cansada e sem rumo, carregando consigo a história que o povo não conhecia.

Mesmo sendo considerada uma heroína, Cabo Toco só ficou conhecida depois que, em 1987, Nilo Bairros de Brum e Heleno Gimenez venceram a 5ª Vigília do Canto Gaúcho de Cachoeira do Sul com uma canção contando a sua história, na voz de Fátima Gimenez. Para a composição da letra, os autores tiveram que conquistar a sua confiança, para saber um pouco da sua trajetória de vida junto aos movimentos revolucionários, pois ela não gostava de falar do passado, e também tinha muita desconfiança com estranhos. Cabo Toco esteve presente na entrega da premiação da música, e viveu momentos de pura emoção ao ver sua vida contada em uma linda canção, apresentada para um grande público, que na sua maioria nem sequer sabia da sua existência.

Cabo Toco, quando faleceu, recebia pensão vitalícia especial, correspondente ao cargo de 2º Sargento da Brigada Militar concedida havia poucos anos, por parte do Governo do Estado. Olmira Leal de Oliveira faleceu em 21 de outubro de 1989, em Cachoeira do Sul, e está sepultada no Cemitério Municipal de Caçapava do Sul.

Na sua terra natal, foi homenageada com a denominação de uma Rua localizada no Bairro Mercedes, quadra compreendida entre as ruas Esperanto e Cel. Baltazar de Bem, através de Lei Municipal nº 054, de 08 de dezembro de 1989. A Brigada Militar de Caçapava do Sul também homenageou Cabo Toco em 21 de abril de 2007, colocando uma placa em seu túmulo com uma frase que faz parte da letra da música: ”Entrei de frente na história e, acredite quem quiser, em vinte e três fui soldado sem deixar de ser mulher”.

Dia 30 de abril, a Guarda de Infantaria Farroupilha homenageou Olmira Leal de Oliveira – “Cabo Toco” – in memoriam, em frente ao “Reducto Farroupilha”, hoje Centro Municipal de Cultura Arnaldo Luiz Cassol.

Fonte: Gazeta de Caçapava – Fátima Jovane Nunes (Caçapava Memória)Primeira mulher a integrar as fileiras da corporação da Brigada Militar, em 1923. Participou dos movimentos revolucionários de 1923, 1924 e 1926. Cabo Toco é a patrona da primeira turma de Policiais Militares Femininas do Estado do Rio Grande do Sul.

Olmira Leal de Oliveira nasceu em 18 de junho de 1902, na localidade de Camaquã, em Caçapava do Sul, filha de Francisco José de Oliveira e Auta Coelho Leal de Oliveira. Aos 21 anos de idade foi recrutada para integrar as fileiras da Brigada Militar, como enfermeira e combatente no 1º Regimento de Cavalaria, hoje 1º Regimento da Polícia Montada , com sede em Santa Maria. Graduada a cabo e devido a sua baixa estatura, atendia por “Cabo Toco.”

Foto: reprodução

Cabo Toco era uma apaixonada por queimar cartuchos, não se limitando apenas às atividades de apoio. Empunhando seu fuzil, lutava lado a lado com a mesma valentia dos demais soldados. Depois de passar por várias batalhas com destaque de bravura, deixou a corporação em 1932. Casou com Antonio Martins da Silva, em 1951. Ficou viúva em 1954, e passou a viver de pequena pensão deixada pelo marido. Mulher forte, guerreira, símbolo vivo da história do Rio Grande do Sul, sem descendentes, vivia em uma casa paupérrima na periferia de Cachoeira do Sul. Andava pelas ruas com sua velha carroça, cansada e sem rumo, carregando consigo a história que o povo não conhecia.

Mesmo sendo considerada uma heroína, Cabo Toco só ficou conhecida depois que, em 1987, Nilo Bairros de Brum e Heleno Gimenez venceram a 5ª Vigília do Canto Gaúcho de Cachoeira do Sul com uma canção contando a sua história, na voz de Fátima Gimenez. Para a composição da letra, os autores tiveram que conquistar a sua confiança, para saber um pouco da sua trajetória de vida junto aos movimentos revolucionários, pois ela não gostava de falar do passado, e também tinha muita desconfiança com estranhos. Cabo Toco esteve presente na entrega da premiação da música, e viveu momentos de pura emoção ao ver sua vida contada em uma linda canção, apresentada para um grande público, que na sua maioria nem sequer sabia da sua existência.

Cabo Toco, quando faleceu, recebia pensão vitalícia especial, correspondente ao cargo de 2º Sargento da Brigada Militar concedida havia poucos anos, por parte do Governo do Estado. Olmira Leal de Oliveira faleceu em 21 de outubro de 1989, em Cachoeira do Sul, e está sepultada no Cemitério Municipal de Caçapava do Sul.

Na sua terra natal, foi homenageada com a denominação de uma Rua localizada no Bairro Mercedes, quadra compreendida entre as ruas Esperanto e Cel. Baltazar de Bem, através de Lei Municipal nº 054, de 08 de dezembro de 1989. A Brigada Militar de Caçapava do Sul também homenageou Cabo Toco em 21 de abril de 2007, colocando uma placa em seu túmulo com uma frase que faz parte da letra da música: ”Entrei de frente na história e, acredite quem quiser, em vinte e três fui soldado sem deixar de ser mulher”.

Dia 30 de abril, a Guarda de Infantaria Farroupilha homenageou Olmira Leal de Oliveira – “Cabo Toco” – in memoriam, em frente ao “Reducto Farroupilha”, hoje Centro Municipal de Cultura Arnaldo Luiz Cassol.

Fonte: Gazeta de Caçapava – Fátima Jovane Nunes (Caçapava Memória)

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