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maio 29

Cavalaria Farrapa

Os Gaúchos imitaram o índio nas lides campeiras, mas, também o fizeram para arte da guerra; o que se tornou um trunfo, como por exemplo para os que antecederam os Farrapos, como Rafael Pinto Bandeira ( 1780); Patrício Correa da Câmara ( 1800) e José de Abreu (1820), tornando-os imbatíveis com a agilidade de sua Cavalaria gaúcha. Os Farroupilhas também fizeram dessa característica uma arma mortal no pampa. O fato é que o gaúcho-soldado, daquela época precisava de poucos apetrechos para se manter e combater e tudo ia no lombo do cavalo: cambona; cuia; bomba; erva-mate; boleadeiras; faca (punhal); poncho (cobertor) e arreios (cama). Assim como a sua alimentação, bastava Carnear um boi gordo “reculatado” na volta, um espeto de pau, fogo, e um mate “bueno” e estava pronto o acampamento e num upa desmontava tudo, encilhava e estava pronto para o combate. Em media cada um possuía 4 cavalos de muda, a erva-mate era fornecida pelo comando da tropa, trazida das estâncias dos próprios “Coronéis”; mapas não precisavam, pois como verdadeiros vaqueanos eram conhecedores da região como a palma da mão.
Na guerra de Guerrilhas, usavam estratégias tanto para inquietar ou para roubar a cavalhada. Um destes ardis utilizados era o “couro de arrasto”, que consistia num couro de boi seco, enrolado e atado em potro xucro, solto em disparada em direção ao acampamento para deixar a tropa inimiga de a pé, espalhando toda sua cavalhada. Técnica também utilizada depois na Guerra do Paraguai. Outra tática usada era “Guerra de Recursos”, onde consistia em retirar do trajeto do inimigo, bovinos, ovinos, cavalos e todo tipo de alimento, dificultando o seu reabastecimento e em consequência sua mobilidade. Uma outra eram os ataques noturnos com cobertura da escuridão, utilizando as adagas e lanças, sem estampidos de tiros.
O combatente farroupilha, tinha como a principal arma a lança, com dois metros e meio de comprimento, as pontas eram feitas por ferreiros, porém a maioria era de punhais atados nas pontas com tentos de couro; também usavam espada curvas. Como arma de fogo no geral, possuíam clavinas e mosquetões, mas eram escassas pois demoravam muito para recarregar.
Duque de Caxias ao começar a combater os farrapos, adaptou-se a tática do inimigo, para isso como primeira atitude, determinou ao Tenente-Coronel Manuel Luis Osorio a compra de 5 mil cavalos e transformou a infantaria em “Caçadores a Cavalo”, aliviou sua tropa da bagagem pesada e por último dividiu sua tropa dando o comando a dois guerrilheiros, Bento Manoel Ribeiro e Chico Pedro (moringue).
Fonte: Paulo Mena.

COLABORADOR: CESAR TOMAZZINI LISCANO

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