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dez 29

SINFONIA Para: Humberto Gabbi Zanatta

Quem busca estar atento à cultura, certamente sabe do valor textual e poético do Humberto Gabbi Zanatta.

“Tropa de Osso” – sua canção – diz tudo:

“Tropa de Osso quem não teve quando piá

ou não foi piá ou não viveu como nós, outros…”.

 

Pois ele partiu na tarde do dia 28 de dezembro deste 2018 que levou tantos artistas e intelectuais de destaque.

 

Figura ilustre, meu amigo e contemporâneo na Estância da Poesia Crioula, Zanatta foi colega imortal com meu pai e minha irmã na Academia de Letras.

 

Por isso, uma prece em versos a ele:

SINFONIA

(Para: Humberto Gabbi Zanatta)

 

Muitos lembrarão alguns trechos dos seus versos.

Outros poderão sabê-los como “por decór”.

Mas cantá-los, tão intensamente,

somente o vento, livre, e pelo corredor.

 

Irá espalhá-los, com certeza,

esses versos teus, ainda mais.

 

Em cantigas, em poemas, em crônicas e poesias,

os teus versos serão a mais terna sinfonia

da lembrança de quem te conheceu e quer que tenhas paz.

 

Segue a tropa, Companheiro; que, em contrassenso,

vais em frente e ficas, ao mesmo tempo.

Iniciativa, a coragem do exemplo, a certeza da verdade

e a eternidade que, agora, tem mais o teu talento.

 

Enfim, Zanatta, foste uma pessoa prevenida:

passaste em vida, uma por uma, as sensações,

que, hoje, são a memória ressentida

tocando fundo nos nossos corações.

 

É como se o vento, ao passar pela avenida,

se encontrasse com a saudade e a pureza dos rincões.

 

A vida não é passagem definitiva,

porque a tua vida segue viva nas emoções.

 

(Dilmar Paixão – Da Estância da Poesia Crioula)

Atlântida, 28/12/2018

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