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		<title>MATÉRIAS - CHASQUE PAMPEANO</title>
		<link>http://www.chasquepampeano.com.br</link>
		<description>MATÉRIAS DO CHASQUE PAMPEANO</description>
		<language>pt-br</language>
		<item>
			<title>Gaspar  Silveira Martins</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=208</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_OoX5ojwFI-o/TEiNSf7EJTI/AAAAAAAAKUA/grbScKEvZo8/s1600/200px-Silveiramartins.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_OoX5ojwFI-o/TEiNSf7EJTI/AAAAAAAAKUA/grbScKEvZo8/s320/200px-Silveiramartins.jpg&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5496798694152086834&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;por Walter Spalding&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  Correio do Povo de 25 de julho de 1901 estampava, em destaque a seguinte  not&amp;iacute;cia: - &quot;Tivemos ontem, pelo tel&amp;eacute;grafo, a triste not&amp;iacute;cia do falecimento, em  Montevid&amp;eacute;u, do Dr. Gaspar Silveira Martins. O patr&amp;iacute;cio ilustre, cuja morte o Rio  Grande deplora, tem o seu nome vinculado de modo imperec&amp;iacute;vel &amp;agrave; hist&amp;oacute;ria do nosso  Estado, que ele muito amou e por cujo progresso moral e material, muito se  esfor&amp;ccedil;ou. O Rio Grande do Sul chora a morte de Silveira Martins que, com justa  raz&amp;atilde;o, figurar&amp;aacute; na galeria dos nossos var&amp;otilde;es ilustres como um grande patriota. A  not&amp;iacute;cia da sua morte, espalhou-se ontem rapidamente pela Capital e, desde logo,  os escrit&amp;oacute;rios dos jornais foram procurados por grande n&amp;uacute;mero de pessoas que,  pesarosas, pediam informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es a respeito. O Dr. Gaspar Silveira Martins devia  completar no dia 5 de agosto pr&amp;oacute;ximo, 66 anos de idade&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silveira Martins estava, ainda, no ex&amp;iacute;lio em  Montevid&amp;eacute;u, apesar da paz de 1895, assinada em Pelotas, pondo fim &amp;agrave; Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o  Federalista de que fora o chefe civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua morte, ocorrida a 23 de Julho, treze dias antes  de completar 66 anos de idade, em verdade muito abalou o mundo pol&amp;iacute;tico  brasileiro, principalmente o ligado ao federalismo, e sobremodo escandalizou a  sociedade em virtude da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que se dera o falecimento do grande  tribuno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S&amp;oacute;, longe do lar,  vivendo em hotel na capital uruguaia, homem fogoso, bastante dado a mulheres,  jamais se negou aos prazeres da carne de que ele usava e abusava e foi por isso  que sua morte, ao lado de uma dessas vivandeiras, &amp;agrave; meia tarde, escandalizou,  lamentando-se, por&amp;eacute;m, tenha sido esse o fim do tribuno que fazia temer o  advers&amp;aacute;rio desde a sua juventude, quando subiu pela primeira vez &amp;agrave; tribuna  parlamentar, ou quando, em 1869, proferiu aquela sua confer&amp;ecirc;ncia cl&amp;aacute;ssica sobre  o Radicalismo, abalando consci&amp;ecirc;ncias e arrastando multid&amp;otilde;es.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era, na realidade, um fim muito triste, esse do  ex-Ministro da Fazenda do Gabinete de 5 de janeiro de 1878, desse Ministro que  havia proposto o voto aos acat&amp;oacute;licos, exigindo reforma da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e que  por n&amp;atilde;o ser atendido, rompeu, n&amp;atilde;o apenas com o Presidente do Conselho Cansans&amp;atilde;o  de Sinimbu, mas com seu pr&amp;oacute;prio companheiro Ministro da Guerra, senador Marqu&amp;ecirc;s  do Erval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, esse  final melanc&amp;oacute;lico da grande vida em nada afetaria as suas id&amp;eacute;ias, as suas  atividades de patriota e progressista que jamais recuou e jamais vergou diante  de potentados. Foi um homem de pensamento, como poucos tem tido o Brasil nestes  seus quase quinhentos anos de Hist&amp;oacute;ria, no terreno pol&amp;iacute;tico principalmente. E  nem mesmo atingiu a integridade do homem que foi, durante sua vida, exemplo de  dignidade, de dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de honradez de homem p&amp;uacute;blico, l&amp;iacute;der inconteste do  liberalismo brasileiro a partir do dia em que se apresentou na vida pol&amp;iacute;tica da  Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Iniciando-se na pol&amp;iacute;tica, logo ap&amp;oacute;s sua formatura na Faculdade de Direito  de S&amp;atilde;o Paulo, em 1855, contando, pois, 21 anos de idade Gaspar Silveira Martins  foi subindo, &amp;agrave; custa de sua intelig&amp;ecirc;ncia, de seu talento, de sua cultura. Degrau  por degrau, chegou a Ministro, em 1878, com apenas 44 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1872, imperava na pol&amp;iacute;tica liberal  brasileira, arrastando ap&amp;oacute;s si os velhos liberais que vinham acompanhando o  partido desde sua funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em 1837, ou desde sua reformuia&amp;ccedil;&amp;atilde;o com ele presente,  em 1860, quando recebeu definitiva organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o definitivo  programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 34 anos, em 1868,  come&amp;ccedil;ou a sua grande ascens&amp;atilde;o. Diz-nos Joaquim Nabuco (Um Estadista do Imp&amp;eacute;rio,  p. 122 e segs.): &quot;J&amp;aacute; sob o minist&amp;eacute;rio Itabora&amp;iacute;, podia-se distinguir a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o  entre os liberais, a faixa radical. Um homem novo come&amp;ccedil;ava a aparecer na  pol&amp;iacute;tica, e revelava, desde seus primeiros atos, uma independ&amp;ecirc;ncia, uma ior&amp;ccedil;a,  uma aud&amp;aacute;cia, como de certo ainda n&amp;atilde;o se tinha visto, batendo as suas portas em  nome de um direito at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o desconhecido: o do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Silveira Martins. A figura do tribuno, como  depois a do parlamentar, era talhada em formas colorsais; n&amp;atilde;o havia nele nada de  gracioso, de modesto, de humilde, de pequeno; tudo era vasto, largo, soberbo,  dominador. Na cadeira de juiz, fazendo frente ao ministro da justi&amp;ccedil;a; nas  palestras liter&amp;aacute;rias, pronunciando-se sobre as velhas ra&amp;iacute;zes arianas; nas  confer&amp;ecirc;ncias p&amp;uacute;blicas, fazendo reboar pelas cavernas populares o eco  intermin&amp;aacute;vel de sua palavra; nos conselhos do partido democr&amp;aacute;tico, falando aos  chefes tradicionais, aos homens do passado, com a consci&amp;ecirc;ncia e a autoridade de  um conquistador b&amp;aacute;rbaro, ditando a lei &amp;agrave; civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o decr&amp;eacute;pita, indefesa em sua  tranquilidade imemorial; nas reda&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos jornais amigos, nas confeitarias da  Rua do Ouvidor, onde durante anos exerceu entre os mo&amp;ccedil;os e os exaltados a  ditadura da eloq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia e da coragem, como Gambetta, durante o Imp&amp;eacute;rio, nos caf&amp;eacute;s  do Quartier Latin; nas rodas de amigos pol&amp;iacute;ticos, como Martinho de Campos,  Otaviano, Te&amp;oacute;filo Ottoni; depois, na C&amp;acirc;mara dos deputados, onde sua entrada  (legislatura de 1872-1875) assinala uma &amp;eacute;poca e faz o efeito de um terremoto; no  minist&amp;eacute;rio, onde, incapaz de representar segundos pap&amp;eacute;is, mas sem prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o,  talvez, suficiente para tratar neg&amp;oacute;cios, s&amp;oacute; teve uma ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o: ganhar com a sa&amp;iacute;da  o que perdera com a entrada, e por isso ainda mais, como ministro demission&amp;aacute;rio  do que como membro do Gabinete; por &amp;uacute;ltimo no Senado, na independ&amp;ecirc;ncia, na  soberba, com que, operada a sua transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o conservadora, atrai para si todos  os rancores da democracia, que talvez tenha criado: em todas as posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, que se  abateram diante dele para que ele entrasse sem subir, em todos os pap&amp;eacute;is que  desempenhou, Silveira Martins foi sempre &amp;uacute;nico, dilerente de todos os mais;  possante e s&amp;oacute;lido, s&amp;uacute;bito e irresistivel, natural e insens&amp;iacute;vel, como uma tromba  ou um ciclone&quot;. (... ) &quot;&amp;Eacute; o Sans&amp;atilde;o do Imp&amp;eacute;rio. Desde logo &amp;eacute; preciso contar com  ele, que &amp;eacute;, nesse momento, o que em pol&amp;iacute;tica se chama povo, isto &amp;eacute;, as pequenas  parcelas de povo que se ocupam de politica&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais adiante (p. 124): &quot;... a passagem de  Silveira Martins na nossa hist&amp;oacute;ria contempor&amp;acirc;nea ficar&amp;aacute; sendo o impulso, o vigor  extraordin&amp;aacute;rio que a sua eloq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia inflamada, o seu sopro dantoniano, o seu  ascendente sobre as multid&amp;otilde;es, imprimiu ao esp&amp;iacute;rito da revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o no dec&amp;ecirc;nio de  1868 a 1878 e que ele em v&amp;atilde;o se ofereceu depois para  reprimir&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;iacute; est&amp;aacute; o retrato do  grande Gaspar Silveira Martins, o tribuno m&amp;aacute;ximo do Brasil Imp&amp;eacute;rio, que entraria  pela Rep&amp;uacute;blica, coerente com seus princ&amp;iacute;pios, combatendo oligarquias e  ditaduras, exigindo liberdades e direitos que se vinham conculcando, no Rio  Grande do Sul, atrav&amp;eacute;s de leis, de conchaves e de ordens subterr&amp;acirc;neas, num  desrespeito integral &amp;agrave; dignidade humana do advers&amp;aacute;rio. Nasceu dai a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o,  revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ele, Gaspar Martins, n&amp;atilde;o queria, mas teve que aceitar porque o  povo, aquele mesmo povo que ele conduziu e educou nos princ&amp;iacute;pios da liberdade e  do radicalismo que sempre pregou, o quis e o obrigou a presidir, como chefe  civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele, que jamais cedia,  mas procurava sempre harmonizar, desde que beneficiasse ao povo e &amp;agrave; P&amp;aacute;tria, foi  obrigado a assistir &amp;agrave; hecatombe terr&amp;iacute;vel que foi a violenta carnificina humana  daquela revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se fez contra sua vontade, a de 1893-95, e que,  finalmente, conseguiu paralisar ap&amp;oacute;s lutas e mais lutas diplom&amp;aacute;ticas, at&amp;eacute;  conseguir um mediador capaz de compreender a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, compreender o povo, e  firmar a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silveira Martins,  ali&amp;aacute;s, &quot;jamais fora partid&amp;aacute;rio da guerra civil&quot;. Quando, em meados de 1892, o  General Joca Tavares, &amp;agrave; frente de numerosas for&amp;ccedil;as patri&amp;oacute;ticas, se achava em  Bag&amp;eacute; disposto a dar combate &amp;agrave;s tropas federais, que, a mando do governo da  Uni&amp;atilde;o, haviam mudado a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica do Rio Grande do Sul, -.ele passava ao  venerando militar este telegrama, que se tornou c&amp;eacute;lebre e em quem se  descortinava facilmente. a alta capacidade do homem de Estado: - &quot;General Silva  Tavares Bag&amp;eacute; - Governo central ap&amp;oacute;ia com pra&amp;ccedil;as federais situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica por  ele criada no Estado. Por mais imensas sejam tropas que comandais, se n&amp;atilde;o  desarmadas, terr&amp;iacute;vel guerra civil, maior flagelo pode cair sobre um povo, ter&amp;aacute;  fatais conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias. Centro n&amp;atilde;o pensou que guerra neste Estado abalar&amp;aacute; toda  Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o ainda consolidada. Como, em 1835, guerra pode tornar-se  independ&amp;ecirc;ncia. Como, em 1835, intervindo Rep&amp;uacute;blicas vizinhas, pode tornat-se  externa. Nossa grande p&amp;aacute;tria, dilacerada por &amp;oacute;dios, enfraquecida pela  intoler&amp;acirc;ncia se dissolver&amp;aacute;! Que brasileiro hesitar&amp;aacute; fazer maximo sacrif&amp;iacute;cio para  evitar irrepar&amp;aacute;vel calamidade? Patriotismo manda suportar tudo. Proteste contra  precedente; ressalve direito Estado; mas entre acordo desarmar. N&amp;atilde;o ficar&amp;aacute;  menor, antes muito elevado. Haver&amp;aacute; descontentes, que. n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m sua  responsabilidade. Hist&amp;oacute;ra, porem, registrar&amp;aacute; feito mais Patri&amp;oacute;tico veterano  Geurra Paraguai. General Mitre, &amp;agrave; frente sete mil homens, dep&amp;ocirc;s armas em &#039;La  Verde&#039; para n&amp;atilde;o arruinar p&amp;aacute;tria pela guerra civil. Mitre ainda &amp;eacute;, o cidad&amp;atilde;o mais  respeitado de toda confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o comandastes em chefe ex&amp;eacute;rcito aliado; n&amp;atilde;o  fostes chefe de Estado, como Mitre; mas n&amp;atilde;o sois menos brasileiro do que o Mitre  argentino. Haveis de proceder como ele. Chefe do partido, aconselho,  cqrreligion&amp;aacute;rio, pe&amp;ccedil;o; riograndense, suplico. Guerra civil n&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio  isso para conquistar poder, conter governo federal; lutando contra dificuldades  de todo g&amp;ecirc;nero, erros naturais. Liberdade de imprensa, opini&amp;atilde;o, fazem o que  viol&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o consegue. S&amp;oacute; for&amp;ccedil;a maior tem.impedido achar-me a&amp;iacute; pedir  verbalmente a manifestar, todo transe necessidade evitar guerra civil. - Gaspar  Martins&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas n&amp;atilde;o foi poss&amp;iacute;vel  evitar a luta. As provoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es foram excessivas e Joca Tavates com Gumerdindo  Saraiva, invadiram o Rio Grande do Sul pensando calarem de imediato as diatribes  e arbitrariedades que campeavam pelo Estado, ordenadas, provdcadas, consentidas  pelo governo de Castilhos. E,Gaspar Martins n&amp;atilde;o teve outro rem&amp;eacute;dio: aceitar a  revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o queria, que jamais quis. Paulo Jos&amp;eacute; Pires Brand&amp;atilde;o, neto  materno e afilhado do Conselheiro Antonio FerreiraViana, conheceu Silveira  Martins em casa do av&amp;ocirc;. Em seu livro Vultos do MeuCaminho, assim descreve o  imortal conselheiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Alto,  corpulento, grandes &amp;oacute;culos, barba toda aberta e branca, pele muito vermelha. Voz  de trov&amp;atilde;o, gesto largo, n&amp;atilde;o sabia falar baixo, e mesmo quando palestrava era em  tom de discurso, e a sua voz clara, sonora e forte invadia a sala onde estava,  os corredores, o hall, a casa inteira, atravessando a rua. N&amp;atilde;o falava ao ouvido  de ningu&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o dizia segredos, nem os tinha, mesmo porque a sua voz n&amp;atilde;o dava  diapas&amp;atilde;o para sussurros, n&amp;atilde;o murmurava: tonitroava&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante diz que Lafaiete Rodrigues Pereira  costumava dizer que &quot;Silveira Martins &amp;eacute;, como Anibal, superior &amp;agrave;s for&amp;ccedil;as da  natureza&quot;. E conta estas passagens da vida infantil do tribuno: &quot;Desde muito  crian&amp;ccedil;a eu admirava e amava Silveira Martins, ouvindo-o, boquiaberto, contar  casos do Rio Grande, hist&amp;oacute;rias de cavalos, dos peti&amp;ccedil;os de pernas curtas, dum  c&amp;eacute;lebre baio de crinas douradas e estrela na testa, que ele possu&amp;iacute;a quando  menino...&quot;, e continua a transcrever evoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es para dizer depois: - &quot;Silveira  Martins n&amp;atilde;o contava essas hist&amp;oacute;rias s&amp;oacute; para mim, contava-as para a gente grande,  mas em tal linguagem, com tal poder descritivo, que n&amp;atilde;o eram s&amp;oacute; as crian&amp;ccedil;as, mas  at&amp;eacute; os criados que paravam o servi&amp;ccedil;o para ouvi-lo&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pouco mais adiante: - &quot;Mal sabendo as primeiras  letras, ao matricular-se no col&amp;eacute;gio, perguntou-lhe o mestre: &#039;Menino, quando  voc&amp;ecirc; terminar aqui os seus estudos, que &amp;eacute; que vai ser?, - &#039;Ministro de Estado!&#039;,  respondeu Gaspar. E foi Ministro de Estado, ocupando a pasta da Fazenda. E que  ministro! O mais popular de todos; e ainda hoje acham-se Gasparinhos aos  bilhetes de loteria, cuja venda ele autorizou&quot;. Foi imensamente criticado  elogiado e atacado. Angelo de Agostini com seu genial l&amp;aacute;pis n&amp;atilde;o o poupava,  denominando-o Tio Gaspar. Caricaturou-o de todas as formas e maneiras, na sua  popular&amp;iacute;ssima Revista Ilustrada. No Rio Grande do Sul, tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o foi poupado  pelo l&amp;aacute;pis do calunguista de O S&amp;eacute;culo, de Miguel de Werna, o ferin&amp;iacute;ssimo urso  que tinha pavor de liberais e republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica, estando Gaspar  Martins na Presid&amp;ecirc;ncia do Rio Grande do Sul, foi preso e  deportado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes do 15 de  novembro de 1889, fora Gaspar chamado &amp;agrave; Corte para formar novo Minist&amp;eacute;rio, com  inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es de evitar a queda fatal. Foi tarde, por&amp;eacute;m. Ao chegar no porto de  Desterro (depois Florian&amp;oacute;polis), j&amp;aacute; a Rep&amp;uacute;blica havia sido proclamada e Gaspar  Martins aprisionado. Seguiu para a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L&amp;aacute; o encontrou Pires Brand&amp;atilde;o, que viajava com o  av&amp;ocirc;, tamb&amp;eacute;m deportado. E conta que, ao atravessar o Canal da Mancha, encontra a  bordo o diplomata e jornalista franc&amp;ecirc;s Tachard, a quem foi apresentado. Diz  Pires Brand&amp;atilde;o: &quot;Falou Silveira Martins toda a travessia. Ao desembarcar na  Inglaterra, disse Tachard a meu av&amp;ocirc;: N&amp;atilde;o h&amp;aacute; no mundo governo e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que  possam resistir a um homem como este, que atravessa a Mancha discutindo Renan!  Um pa&amp;iacute;s que deporta um homem desses, ou &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s de s&amp;aacute;bios ou de  ignorantes&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &quot;Homem de ferro,  cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ouro, patriota not&amp;aacute;vel, adorado e odiado, Gaspar Silveira Martins  desdobrava, improvisamente passando fugaz, num fulgor instant&amp;acirc;neo e  desaparecendo - a sua estatura atl&amp;eacute;tica, de Danton&quot;, no dizer de Euclides da  Cunha, que assim o descreveu: &quot;. . . Ouviu-se dentro da C&amp;acirc;mara dos Deputados uma  palavra estranha com a tonalidade imponente dessas vozes prof&amp;eacute;ticas que anunciam  a ru&amp;iacute;na dos imp&amp;eacute;rios. N&amp;atilde;o era a dial&amp;eacute;tica vibr&amp;aacute;til de Zacarias, a argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o  fria, sulcada de s&amp;uacute;bitos lampejos de g&amp;ecirc;nio, de Nabuco, a flu&amp;ecirc;ncia cantante de  Jos&amp;eacute; Bonif&amp;aacute;cio, ou o per&amp;iacute;odo art&amp;iacute;stico e sonoro de Sales Torres Homem, a que se  havia afei&amp;ccedil;oado o nosso parlamento. Mas uma eloq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia quase selvagem na sua  espl&amp;ecirc;ndida rudeza, na energia nunca vista com que reivindicava os direitos  populares, e nas suas rebeldias da forma, e nas suas grandes temeridades de  conceitos...&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaspar Silveira  Martins nasceu em Cerro Largo, Rep&amp;uacute;blica Oriental do Uruguai, a 5 de agosto de  1834, na est&amp;acirc;ncia avoenga, sendo batizado a 5 de mar&amp;ccedil;o de  1835.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M&amp;aacute;rio Teixeira de  Carvalho, que estudou profundamente a quest&amp;atilde;o do nascimento de Gaspar Martins,  afirma, depois de apresentar o registro de que requerera certid&amp;atilde;o, da &quot;Paroquia  de Nuestra Seilora del Pillar y San Rafael de Cerro Largo&quot;: &quot;O grande Gasspar  nasceu em Assegu&amp;aacute;, na 5a sec&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Departamento de Cerro Largo, no Uruguai,  mesmo junto &amp;agrave; fronteira brasileira, na casa da Fazenda de Assegud, pertencente a  seu av&amp;ocirc; materno, o Grande-Dignit&amp;aacute;rio Jo&amp;atilde;o Ant&amp;ocirc;nio Martinsll. Foram pais de  Gaspar Silveira Martins, o estancieiro Carlos Silveira e sua esposa Dona Maria  Joaquina Martinez, na realidade Dona Maria Joaquina das Dores Martins, conforme  consta do invent&amp;aacute;rio arquivado no Arquivo P&amp;uacute;blico do Estado (lo Cart&amp;oacute;rio do  Clvel e Crime de Bag&amp;eacute;, Ano de 1890, no do feito: 158, ma&amp;ccedil;o -3, estante, 42). A  vida de Gaspar Silveira Martins est&amp;aacute; cheia de lances admir&amp;aacute;veis, desde a  inf&amp;acirc;ncia &amp;agrave; morte, e descrev&amp;ecirc;-la devidamente, seria ocupar algumas centenas de  p&amp;aacute;ginas, pois seu nome resplandeceu no Brasil inteiro, de 1868 a 1901, quando  melancolicamente, desaparecia dentre os vivos, em  Montevid&amp;eacute;u...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de  Walter Spalding&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais sobre Silveira Martins :&lt;br /&gt;http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u714.jhtm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Hilton Araldi&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-07-22 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Lauro Rodrigues: pioneiro do MTG  contemporâneo Parte 2</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=207</link>
			<description>&lt;p&gt;
&lt;table&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;
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&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&amp;nbsp;* Paulo  Monteiro&lt;br /&gt; Enquanto a  poesia gauchesca uruguaio-argentina &amp;eacute; uma transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da antiga poesia  payadoresca oral em obra liter&amp;aacute;ria escrita, de conte&amp;uacute;do militar e militante,  durante as guerras da independ&amp;ecirc;ncia daqueles pa&amp;iacute;ses, a gauchesca brasileira,  bastante posterior, &amp;eacute; uma cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do romantismo. Da&amp;iacute; a marca dos cl&amp;aacute;ssicos  rom&amp;acirc;nticos, que fazem parte do c&amp;acirc;none liter&amp;aacute;rio &quot;culto&quot; sobre os poetas  populares sul-rio-grandenses. &lt;br /&gt; Sobre o produtor e  apresentador de &quot;Campereadas&quot;, pesam outras duas influ&amp;ecirc;ncias. A primeira delas &amp;eacute;  dos gauchescos platinos. N&amp;atilde;o &amp;eacute; &amp;agrave; toa que ele se refere ao El Viejo Pancho,  pseud&amp;ocirc;nimo do espanhol Jos&amp;eacute; Alonso y Trelles (1857-1924), que residiu muitos  anos no Uruguai, tendo escrito um pequeno volume que foi lido avidamente por  uruguaios, brasileiros e argentinos; Paya Brava. A tapera, o umbu, o quero-quero  temas explorados pelo El Viejo Pancho, d&amp;atilde;o t&amp;iacute;tulo a poemas enfeixados em  Minuano. A segunda influ&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; dos poetas populares sertanejos e do Nordeste  brasileiro, m&amp;aacute;xime Catulo da Paix&amp;atilde;o Cearense.&lt;br /&gt; N&amp;atilde;o &amp;eacute; &amp;agrave; toa que o autor de O  Luar do Sert&amp;atilde;o oferece o seu &quot;cajado&quot; ao poeta de Santo Amaro. &quot;Mulata&quot; e  &quot;cabocla&quot;, dois termos para definir tipos femininos, produtos da miscigena&amp;ccedil;&amp;atilde;o  com o europeu, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o muito frequentes entre os gauchescos brasileiros. Para  &quot;cabocla&quot; as express&amp;otilde;es correspondentes s&amp;atilde;o &quot;china&quot;, &quot;chininha&quot; e &quot;chinoca&quot;,  procedentes do portugu&amp;ecirc;s &quot;chim&quot;, mais comum do que o atual &quot;chin&amp;ecirc;s&quot;. Todo aquele  indiv&amp;iacute;duo com olhos amendoados ou meio rasgados era um &quot;chim&quot;. &quot;China&quot;, como  hoje chamamos comumente &amp;agrave; mulher morena de &quot;negra&quot; e a mulher clara de &quot;gringa&quot;  ou &quot;alemoa&quot;, era a forma carinhosa com que o ga&amp;uacute;cho se referia &amp;agrave; sua &amp;iacute;ndia ou  cabocla. Cabocla &amp;eacute; o correspondente para os poetas de outros estados &amp;agrave; china dos  gauchescos.&lt;br /&gt; &quot;Filha do pago&quot;, que consta  entre as p&amp;aacute;ginas 42 e 46 de Minuano transpira a poesia sertaneja de Catulo, sem  o peso dos regionalismos nordestinos, que encontra correspond&amp;ecirc;ncia entre alguns  poetas rio-grandenses, lan&amp;ccedil;ando toneladas de express&amp;otilde;es regionais sobre seus  poemas. &quot;Cabocla&quot;, que faz parte de Invernada Vazia, &amp;eacute;, tamb&amp;eacute;m, outro poema com  id&amp;ecirc;ntica transpira&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt; O pr&amp;oacute;prio vocabul&amp;aacute;rio de Lauro  Rodrigues contribui para que ele seja diferente dos poetas gauchescos  posteriores. N&amp;atilde;o introduz &amp;agrave; for&amp;ccedil;a os regionalismos. Emprega sanfona e gaita em  lugar de cordeona. Essa modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o vocabular tamb&amp;eacute;m auxiliou na repercuss&amp;atilde;o dos  seus poemas. Os gauchismos, nele, s&amp;atilde;o espont&amp;acirc;neos e naturais, numa linguagem  confessional, como se abrisse sua alma (psique), sua vida aos  leitores.&lt;br /&gt; Outro tema presente na poesia  popular, al&amp;eacute;m fronteiras do Rio Grande do Sul, &amp;eacute; o da trag&amp;eacute;dia amorosa provocada  pela morte precoce da mulher amada, seja esposa, amante ou namorada.  Encontramo-lo nos poemas de Lauro Rodrigues. Dois deles ficaram muito  conhecidos: &quot;Sinh&amp;aacute; Maria&quot;, de &quot;Minuano&quot;, e &quot;Historieta&quot;, de Invernada Vazia. No  primeiro &amp;eacute; a jovem namorada que falece; no segundo, &amp;eacute; a jovem esposa.  &lt;br /&gt; Falei antes em &quot;El Viejo  Pancho&quot;. Lauro Rodrigues dedica-lhe todo um poema de Senzala Branca, onde se  refere ao Mart&amp;iacute;n Fierro, a grande obra do argentino Jos&amp;eacute;  Hern&amp;aacute;ndez.&lt;br /&gt; Em 1948, passada a Segunda  Guerra Mundial, os Estados Unidos impunham ao mundo seu d&amp;oacute;lar e sua cultura. A  rebeldia quixotesca dos jovens estudantes do Col&amp;eacute;gio J&amp;uacute;lio de Castilhos, de  Porto Alegre, que culminaria no atual MTG, era uma esp&amp;eacute;cie de contracultura. Em  1957, quando do lan&amp;ccedil;amento do quarto livro do poeta de Santo Amaro, as  orquestras americanas eram uma moda avassaladora e rock and roll come&amp;ccedil;ava a  aparecer. &quot;Um sil&amp;ecirc;ncio domina tudo&quot;, e nesse ambiente, &quot;Viejo Pancho, crioulo de  outras plagas&quot;, representa &quot;a voz da acordeona - alma campeira! - em  contra-ponto &amp;agrave; musica estrangeira&quot;. Foi um grito contra a desnacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da  cultura.&lt;br /&gt; Os nove anos do Movimento  Tradicionalista Ga&amp;uacute;cho preocupavam o vanguardeiro desse movimento. Os Centros de  Tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es Ga&amp;uacute;chas espalhavam-se Rio Grande afora. Invernadas campeiras,  conservando as pr&amp;aacute;ticas laborais dos homens do campo, e invernadas de dan&amp;ccedil;as,  difundindo as dan&amp;ccedil;as t&amp;iacute;picas do estado, faziam sucesso. Costureiras, modistas e  alfaiates fabricavam pilchas (roupas t&amp;iacute;picas) para homens e mulheres. Discos,  livros e cursos difundiam o tradicionalismo. Cursos de dan&amp;ccedil;as eram ministrados a  peso de dinheiro, &quot;novas dan&amp;ccedil;as&quot; eram incorporadas aos repert&amp;oacute;rios das  &quot;invernadas art&amp;iacute;sticas&quot; dos CTGs... &lt;br /&gt; Como Karl Marx costumava  repetir no s&amp;eacute;culo XIX, o capitalismo transforma tudo em mercadoria. O gauchismo  tamb&amp;eacute;m virou mercadoria. Contra essa &quot;ind&amp;uacute;stria cultural&quot; levantou-se Lauro  Rodrigues, velho leitor de Manuel Maria Barbosa du Bocage. O trocadilho sobre o  inc&amp;ecirc;ndio dos &quot;panos de trinta e cinco&quot; tanto pode se referir &amp;agrave; &quot;Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 35&quot;  quanto ao &quot;35 CTG&quot;... &lt;br /&gt; Quando verificamos que, dois  anos antes da primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Senzala Branca, Paix&amp;atilde;o C&amp;ocirc;rtes e Barbosa Lessa  publicaram Suplemento Musical do Manual de Dan&amp;ccedil;as Ga&amp;uacute;chas e um ano antes (1956),  davam a lume a primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pr&amp;oacute;prio Manual de dan&amp;ccedil;as ga&amp;uacute;chas, entendemos o  endere&amp;ccedil;o da s&amp;aacute;tira de Lauro Rodrigues.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Pelegueando&lt;/b&gt; &lt;br /&gt; Bueno amigo,  acabou-se &lt;br /&gt; o pampa de  antigamente! &lt;br /&gt; E por me achar  descontente &lt;br /&gt; com o tranco que  a vida leva, &lt;br /&gt; aparto um verso  maleva &lt;br /&gt; como pi&amp;aacute; de  bodega &lt;br /&gt; e saio muito  xobrega &lt;br /&gt; a provocar  arrua&amp;ccedil;a, &lt;br /&gt; em meio dessa  chala&amp;ccedil;a &lt;br /&gt; que chamam de  tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o... &lt;br /&gt; Venho do fundo  do tempo &lt;br /&gt; das bocas que se  arrolharam, &lt;br /&gt; quando, sem  mais, incendiaram &lt;br /&gt; os panos de  &quot;trinta e cinco&quot;, &lt;br /&gt; por isso acho  engra&amp;ccedil;ado &lt;br /&gt; olhar os tauras  de agora &lt;br /&gt; vestindo  bombacha e espora &lt;br /&gt; como mocinha de  brinco... &lt;br /&gt; Mas n&amp;atilde;o lhes  tiro a valia &lt;br /&gt; pois sempre tem  serventia &lt;br /&gt; o rabo, a guampa  e o casco, &lt;br /&gt; com que se ati&amp;ccedil;a  o braseiro, &lt;br /&gt; traz &amp;aacute;gua para o  saleiro &lt;br /&gt; e se borrifa o  churrasco... &lt;br /&gt; Lamento que se  embicando &lt;br /&gt; p&#039;ra os rumos da  pacholice, &lt;br /&gt; por vaidade ou  gabolice, &lt;br /&gt; a tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o  degenere, &lt;br /&gt; pois, no fervor  da arrua&amp;ccedil;a, &lt;br /&gt; vai o pago de  ra&amp;ccedil;a &lt;br /&gt; vi&amp;ccedil;ando p&#039;ras  intemp&amp;eacute;ries... &lt;br /&gt; As cantigas do  passado &lt;br /&gt; t&amp;ecirc;m novos donos  que eu sei... &lt;br /&gt; E os &amp;iacute;ndios  enquadrilhados, &lt;br /&gt; num jeito  louvaminheiro, &lt;br /&gt; v&amp;atilde;o repontando  mentiras, &lt;br /&gt; como senhores da  grei... &lt;br /&gt; Mascates de  antigas gl&amp;oacute;rias, &lt;br /&gt; mercadejando as  hist&amp;oacute;rias &lt;br /&gt; que o pampa  guardou p&#039;ra si,&lt;br /&gt; v&amp;atilde;o, na gan&amp;acirc;ncia  do gesto, &lt;br /&gt; passando cincha  e cabresto &lt;br /&gt; na altiva  Piratini... &lt;br /&gt; S&amp;atilde;o frades sem  catecismo, &lt;br /&gt; profetas de um  neologismo &lt;br /&gt; na algaravia do  drama; &lt;br /&gt; bastardos de uma  epop&amp;eacute;ia &lt;br /&gt; lembram Sim&amp;atilde;o da  Jud&amp;eacute;ia &lt;br /&gt; s&amp;atilde;o divindades  de lama... &lt;br /&gt; Franciscanos da  cultura &lt;br /&gt; sobem do ch&amp;atilde;o  para a altura &lt;br /&gt; como os abutres  odientos &lt;br /&gt; que singrando as  amplid&amp;otilde;es &lt;br /&gt; v&amp;atilde;o digerir  podrid&amp;otilde;es &lt;br /&gt; nos torvos papos  nojentos... &lt;br /&gt; Velha estirpe  legend&amp;aacute;ria &lt;br /&gt; que a negra m&amp;atilde;o  mercen&amp;aacute;ria &lt;br /&gt; fantasiou na  ribalta, &lt;br /&gt; no garimpo dos  &quot;guichets&quot; &lt;br /&gt; e n&amp;atilde;o entendo os  &quot;por qu&amp;ecirc;s&quot; &lt;br /&gt; da exalta&amp;ccedil;&amp;atilde;o  dessa malta... &lt;br /&gt; E nessa  subserv&amp;ecirc;ncia &lt;br /&gt; vai rastejando a  quer&amp;ecirc;ncia &lt;br /&gt; de forma t&amp;atilde;o  deprimente &lt;br /&gt; que obriga o estro do vate  &lt;br /&gt; a provocar um combate  &lt;br /&gt; de protesto permanente...  &lt;br /&gt; Em meio aos dias sombrios,  &lt;br /&gt; enxovalhada nos brios,  &lt;br /&gt; por bailarinos plagi&amp;aacute;rios,  &lt;br /&gt; eu creio que a alma pampeana  &lt;br /&gt; h&amp;aacute; de se erguer soberana  &lt;br /&gt; ao som de rubras hosanas  &lt;br /&gt; p&#039;ra o teto de um relic&amp;aacute;rio!  &lt;br /&gt; Se a hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; cousa divina  &lt;br /&gt; n&amp;atilde;o pode a m&amp;atilde;o  assassina&lt;br /&gt; lhe mutilar a grandeza,  &lt;br /&gt; por isso eu entro na li&amp;ccedil;a  &lt;br /&gt; pedindo ao Tempo, justi&amp;ccedil;a;  &lt;br /&gt; ao J&amp;uacute;ri, o dom da  franqueza...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em Sensala branca a influ&amp;ecirc;ncia  de Castro Alves &amp;eacute; marcante, a come&amp;ccedil;ar pelo poema que abre o volume. As  refer&amp;ecirc;ncias b&amp;iacute;blicas, as ap&amp;oacute;strofes, todas as figuras de ret&amp;oacute;rica e linguagem  caracter&amp;iacute;sticas do grande condoreiro baiano. O pr&amp;oacute;prio t&amp;iacute;tulo &amp;eacute; uma refer&amp;ecirc;ncia  ao &quot;Poeta dos Escravos&quot;. Lauro Rodrigues pretende a si mesmo exorcizar em versos  a &quot;senzala branca&quot;, a escravid&amp;atilde;o do salariato. &lt;br /&gt; Esse estilo condoreiro  continuar&amp;aacute; em sua &amp;uacute;ltima obra editada A Can&amp;ccedil;&amp;atilde;o das &amp;aacute;guas prisioneiras, como no  poema &quot;A can&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo que n&amp;atilde;o vir&amp;aacute;&quot;. Cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o artificial, o tradicionalismo  ga&amp;uacute;cho, pouco a pouco foi sobrepondo o caricatural ao hist&amp;oacute;rico. E as coisas n&amp;atilde;o  poderiam transcorrer de maneira diferente. Cada vez mais a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o  sul-rio-grandense urbanizou-se. As bases rurais do gauchismo foram abandonadas.  O romantismo de ga&amp;uacute;chos como Lauro Rodrigues foi perdendo lugar para a pantomima  a que se prestam poemas que falam de tiros, facadas e mulheres raptadas, temas  esses que se prestam melhor &amp;agrave;s apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es circenses nos concursos de  declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; Os declamadores mambembes,  crescidos longe da realidade rural, n&amp;atilde;o encontram dramaticidade num poema, como  o intitulado &quot;Tupan&quot;, em que &amp;eacute; cantado o amor de um homem por seu cachorro  perdigueiro. &lt;br /&gt; *  Paulo Monteiro, ex-presidente da Academia Passo-Fundense de Letras e membro do  Instituto Hist&amp;oacute;rico de Passo  Fundo&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;/pre&gt;
&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o:Hilton Luiz Araldi&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;pre&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-07-19 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>9 de julho -  151 anos da morte de Domingos José de Almeida</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=206</link>
			<description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class=&quot;header3&quot;&gt;Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida - O Estadista da Rep&amp;uacute;blica  Riograndense&lt;/h4&gt;
&lt;h4 class=&quot;header3&quot;&gt;&lt;br /&gt;O mineiro seduzido pela  fronteira&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Poucas cidades no Estado devem seu surgimento aos farroupilhas quanto  Uruguaiana. Numa &amp;eacute;poca em que a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da regi&amp;atilde;o n&amp;atilde;o passava de algumas  fazendas espalhadas pelas grandes extens&amp;otilde;es de terra, coube ao farroupilha e  ministro da Fazenda do governo de Bento Gon&amp;ccedil;alves, Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida, a  id&amp;eacute;ia de fundar um povoado estrat&amp;eacute;gico na fronteira com a Argentina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao examinar o local para a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o do novo povoado, Domingos Jos&amp;eacute; de  Almeida escreveu, em 1841: &quot;Oferece uma excelente posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o militar que para o  futuro poder&amp;aacute; fazer grande peso na balan&amp;ccedil;a pol&amp;iacute;tica e comercial com nossos  vizinhos.&quot; Nascido em Diamantina, Minas Gerais, em 1797, Almeida migrou para o  Estado ainda jovem, com 22 anos de idade, para conduzir tropas de mula a serem  vendidas no centro do pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encantado com a terra e a gente do Sul, o mineiro resolveu se instalar na  cidade de Pelotas, onde logo abriu um escrit&amp;oacute;rio destinado &amp;agrave; venda de charque  para o centro do pa&amp;iacute;s e para o Exterior. Poucos anos depois, tornou-se  propriet&amp;aacute;rio de uma pequena charqueada &amp;agrave;s margens do rio S&amp;atilde;o Gon&amp;ccedil;alo, o que fez  dele um dos cidad&amp;atilde;os mais pr&amp;oacute;speros de Pelotas nessa atividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O professor Vanderlei Rodrigues comenta que um dos tra&amp;ccedil;os mais  caracter&amp;iacute;sticos de Almeida era sua convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o liberal. &quot;Almeida acompanhava todos  os movimentos de cunho liberalista que ocorriam no Brasil&quot;, explica o professor.  Em 1822, tirou dinheiro do pr&amp;oacute;prio bolso e custeou uma manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica em  Pelotas para comemorar a Independ&amp;ecirc;ncia do Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m de liberal, Almeida era homem preocupado com a escolaridade da  popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Enquanto deputado na Assembl&amp;eacute;ia Provincial, em Pelotas, lan&amp;ccedil;ou a  campanha de alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Prov&amp;iacute;ncia de S&amp;atilde;o Pedro do Rio Grande do Sul. O  ent&amp;atilde;o deputado inconformava-se com o fato de o Paraguai contar com 408 escolas  p&amp;uacute;blicas e a prov&amp;iacute;ncia local n&amp;atilde;o ter nenhuma.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Est&amp;aacute;tua para o homem das carretas&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Come&amp;ccedil;a a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha e Domingos de Almeida recebe uma tarefa dos  amigos: organizar, al&amp;eacute;m do parque b&amp;eacute;lico farrapo, na cidade de Pelotas, a  f&amp;aacute;brica de arreamento para a cavalaria. Os ex&amp;eacute;rcitos de deslocavam (Piratini,  Ca&amp;ccedil;apava, Alegrete), e ele movimentava os arquivos do governo e o seu arsenal  pela Campanha ga&amp;uacute;cha sempre em carretas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por isso a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o era chamada de Rep&amp;uacute;blica das Carretas&quot;, diz o professor  Vanderlei Rodrigues. Em 1840, diante do cerco das mil&amp;iacute;cias imperiais aos  farrapos, Almeida determina a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma planta para a nova povoa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que  viria a ser Uruguaiana. Como ministro da Fazenda da Rep&amp;uacute;blica Riograndense,  queria uma vila de apoio ao com&amp;eacute;rcio com Buenos Aires. As for&amp;ccedil;as imperiais  haviam conquistado as cidades de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre, cortando o  interc&amp;acirc;mbio comercial desses entrepostos com o interior da Prov&amp;iacute;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1846, Uruguaiana &amp;eacute; fundada. Almeida morreu aos 74 anos, em 1859, em  Pelotas. Uruguaiana retribuiu seus gestos com uma est&amp;aacute;tua em pra&amp;ccedil;a  p&amp;uacute;blica. &amp;nbsp; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte :&amp;nbsp;P&amp;aacute;gina do Ga&amp;uacute;cho&lt;/strong&gt; &lt;a href=&quot;http://www.paginadogaucho.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;www.paginadogaucho.com.br&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;EM URUGUAIANA&amp;nbsp;-&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Monumento a Domingos Jos&amp;eacute; de  Almeida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;a&gt;&lt;img src=&quot;http://www.vivaocharque.com.br/imagens/personagem_dj_almeida-ft3-p.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;129&quot; height=&quot;180&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp; Veja mais sobre Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida em :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.google.com.br/search?q=domingos+jose+de+almeida&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;prmd=imo&amp;amp;tbs=tl:1&amp;amp;tbo=u&amp;amp;ei=bgs2TO-3D8WAlAfmmbzVBw&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=timeline_result&amp;amp;ct=title&amp;amp;resnum=17&amp;amp;ved=0CFEQ5wIwEA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.google.com.br/search?q=domingos+jose+de+almeida&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;prmd=imo&amp;amp;tbs=tl:1&amp;amp;tbo=u&amp;amp;ei=bgs2TO-3D8WAlAfmmbzVBw&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=timeline_result&amp;amp;ct=title&amp;amp;resnum=17&amp;amp;ved=0CFEQ5wIwEA&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; e tambem em :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.vivaocharque.com.br/imagens/personagem_dj_almeida-ft3-p.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://www.vivaocharque.com.br/personagens/djdealmeida.htm&amp;amp;h=180&amp;amp;w=129&amp;amp;sz=9&amp;amp;tbnid=Sm3xtzBcVgrcjM:&amp;amp;tbnh=101&amp;amp;tbnw=72&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Ddomingos%2Bjose%2Bde%2Balmeida&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;usg=__5X_aRp_4PAdRMtkyXNjnwJc2L9I=&amp;amp;sa=X&amp;amp;ei=bgs2TO-3D8WAlAfmmbzVBw&amp;amp;ved=0CCgQ9QEwBA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.vivaocharque.com.br/imagens/personagem_dj_almeida-ft3-p.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://www.vivaocharque.com.br/personagens/djdealmeida.htm&amp;amp;h=180&amp;amp;w=129&amp;amp;sz=9&amp;amp;tbnid=Sm3xtzBcVgrcjM:&amp;amp;tbnh=101&amp;amp;tbnw=72&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Ddomingos%2Bjose%2Bde%2Balmeida&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;usg=__5X_aRp_4PAdRMtkyXNjnwJc2L9I=&amp;amp;sa=X&amp;amp;ei=bgs2TO-3D8WAlAfmmbzVBw&amp;amp;ved=0CCgQ9QEwBA&lt;/a&gt; &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O Instituto Mem&amp;oacute;ria publicou um livro sobre Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida para comprar clique em: &lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://ssl1061.websiteseguro.com/institutomemoria1/loja.asp&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://ssl1061.websiteseguro.com/institutomemoria1/loja.asp&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o : Hilton Araldi e-mail : &lt;a href=&quot;mailto:hiltonaraldi@gmail.com&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;hiltonaraldi@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-07-08 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>PEDRO CANGA O EMBUÇADO DO ERVAL</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=205</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;b&gt;Mito e Poesia de Pedro Canga &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;(do livro de Guilhermino C&amp;eacute;sar)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; quase um mito - Pedro Canga.&amp;nbsp; A tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que dele ficou, esgar&amp;ccedil;ada, nas cidades das campanhas, apresenta-o como soldado-poeta da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha. Afeito &amp;agrave; guerra, como &amp;agrave;s lides do campo; sabendo montar, pealar, improvisar &amp;agrave; viola. Sua vida real tem um recorte pouco preciso. Quase n&amp;atilde;o ficou documento escrito sobre sua atividade, que se desenrolou toda em munic&amp;iacute;pios da fronteira, a saber - Erval, Arroio Grande, Jaguar&amp;atilde;o, Bag&amp;eacute; e Alegrete.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o sabemos, assim, onde estudou, se &amp;eacute; que fez estudos regulares. Suas poesias dizem que sim; revelam uma intelig&amp;ecirc;ncia portadora de cultura incomum entre os habitantes daquela zona, nos primeiros dec&amp;ecirc;nios do s&amp;eacute;culo XIX. Mas a imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o rom&amp;acirc;ntica insiste em dizer que n&amp;atilde;o. Senta-lhe melhor, com efeito, a fama de &quot;poeta r&amp;uacute;stico&quot;, de &quot;improvisador inculto&quot;, que, &quot;apenas sabia assinar o nome&quot;.&amp;nbsp; Da sua destreza, em cima do cavalo, de lan&amp;ccedil;a na m&amp;atilde;o, ficou outra legenda que a hist&amp;oacute;ria, de um lado, e a tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o oral, de outro, perpetuam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mito cresceu, chegou a impressionar a fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o; a falta de documentos contribuiu para isso. Em vez de um homem, o Capit&amp;atilde;o (ou Major?) Pedro Muniz Fagundes, cognominado Pedro Canga, entrou de esporas pelo romance adentro - encarnando o &quot;monarca das coxilhas&quot; na sua express&amp;atilde;o mais pura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vejamos este lance em que ele &amp;eacute; personagem de fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Nessas visitas ao posto da invernada costumava ver pelas costas e no fog&amp;atilde;o do umbu, um Ga&amp;uacute;cho &amp;agrave;s direitas, de melenas ca&amp;iacute;das ao ombro, barba inteira, sempre de chirip&amp;aacute; e esporas nazarenas, &amp;agrave;s vezes chimarreando, outras, tocando viola e cantando versos alegres, que me pareciam tristes pelo tom dolente das notas. Era mais um choro do que canto a sua cantoria. N&amp;atilde;o raro o Capit&amp;atilde;o Mingote atirava-lhe uma quadra j&amp;aacute; estudada, em desafio, como quem fez um ch&amp;aacute;-ch&amp;aacute;! De pelego ao touro empacado; e o trovador se vinha, sem titubiar, respondendo aquela, com floreios de l&amp;iacute;ngua; e seguia e seguia cantando no mais, sobre o mesmo assunto, como parelheiro que n&amp;atilde;o para enquanto n&amp;atilde;o chega ao la&amp;ccedil;o da cancha. Pedro Canga era o nome desse cantor afamado corria mundo .&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou este outro:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Entre os presentes estava o poeta dos poetas do Rio Grande, sempre com seu ar estranho de quem anda com um p&amp;eacute; no sonho e outro na realidade. Vestido rigorosamente &amp;agrave; ga&amp;uacute;cha, desta vez de ceroulas de franja por cima das botas de potro, delicadamente lavradas, havia&amp;nbsp; cuidado bem da sua cabeleira abundante. Era um oficial de quem todos conheciam as proezas; era um campeiros &amp;agrave;s direitas, mas tamb&amp;eacute;m um vate, um trovador capaz de prender a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o na mais fina sociedade&quot; (Felix Contreiras Rodrigues - Pi&amp;aacute; do Sul - Farrapo - (mem&amp;oacute;rias de um cavalo) p&amp;aacute;g. 203).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Passaremos a transcrever umas rimas de um destes bardos r&amp;uacute;sticos, que fora soldado farrapo, o qual apenas sabia assinar o nome :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode do mundo a grandeza&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reduzir-se toda ao nada,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E ver-se toda mudada&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ordem da natureza;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa vasta redondeza&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Matizada de mil cores&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode o autor dos autores&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mud&amp;aacute;-la em c&amp;eacute;u de repente;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E desse modo igualmente&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode o sol produzir flores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jo&amp;atilde;o Cezimbra Jacques, em Ensaio sobre os Costumes do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Gundlach &amp;amp; Comp. 1882.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais grave, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; a assertiva de que se trata de um &quot;brado r&amp;uacute;stico&quot;, de um homem que &quot;apenas sabia assinar o nome&quot;. As poesias atribu&amp;iacute;das ao embu&amp;ccedil;ado do Erval s&amp;atilde;o bastantes para desfaz&amp;ecirc;-la.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que trovador inculto, que apenas soubesse assinar o nome, seria capaz de produzir pe&amp;ccedil;as po&amp;eacute;ticas t&amp;atilde;o adubadas com os ingredientes da poesia cl&amp;aacute;ssica, como esta que nos ficou de Pedro Canga?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ningu&amp;eacute;m pode fugir,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E se algu&amp;eacute;m raivoso o encara,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cupido o arco prepara&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para seu peito ferir,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Te que a seus p&amp;eacute;s vem cair&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Humilhado ao mundo seu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Plut&amp;atilde;o mesmo suspendeu&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seus mart&amp;iacute;rios e tormentos,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;T&amp;eacute; se abrandaram os ventos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia em que o amor nasceu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Biografia de Pedro Muniz Fagundes - segundo Manuel da Costa Medeiros&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Descendente do tronco dos Munizes, nasceu no Erval Pedro Muniz Fagundes, nos primeiros anos do s&amp;eacute;culo passado, ou talvez nos &amp;uacute;ltimos do entepassado. Aprendeu a ler e escrever com o professor Costa Vale, e tanto se distinguiu que, antes de um ano, nada mais teve que aprender com o benem&amp;eacute;rito mestre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Muniz quando entrou para a escola do mestre Vale j&amp;aacute; era mo&amp;ccedil;o, sendo levado&amp;nbsp; a aprender a ler e escrever pelo desejo de registrar as suas poesias, que produzia verdadeiramente inspiradas e de forma impec&amp;aacute;vel desde menino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1835 serviu com Silva Tavares, quando rebentou a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desavisando-se com o seu chefe abandonou-o e refugiou-se no Uruguai. Em 1824 reconciliou-se com Silva Tavares e voltou a pegar em armas.  Por esse tempo perdeu dois filhos, mortos em combate, fato que lhe inspirou uma de suas mais perfeitas e sentidas composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es po&amp;eacute;ticas, infelizmente perdida. Constava a sentimental e impres-sionante composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vinte e cinco quintilhas, correspondendo cada uma &amp;agrave; sucess&amp;atilde;o do alfabeto, do A ao Z.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eis a primeira:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Aacute;rvores que ouvis meu pranto,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na medonha habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o deve causar-lhe espanto&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ver-me assim em confus&amp;atilde;o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Coberto de negro manto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Violento, sat&amp;iacute;rico, feria os seus desafetos com mordaz veem&amp;ecirc;ncia. Silva Tavares n&amp;atilde;o escapou das suas terr&amp;iacute;veis s&amp;aacute;tiras. Contra ele dardejou uma d&amp;eacute;cima:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelos sinais que tu tens&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; se pode ver quem &amp;eacute;s:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cola fina, orelhas grandes,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Redondo dos quatro p&amp;eacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Muniz costumava registrar as suas poesias, o qual havia sido extraviado pelos ignorantes e negligentes filhos do poeta, perdendo-se assim a ocasi&amp;atilde;o de glorificar este dileto filho das musas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Fagundes, j&amp;aacute; depois de velho, fez um assassinato e foi processado, preso e condenado a desterro perp&amp;eacute;tuo para a Ilha de Fernando de Noronha. De l&amp;aacute; fugiu e, desembarcando em Pernambuco, fez a travessia at&amp;eacute; Rio Grande a p&amp;eacute;, ocultando-se pelos matos. J&amp;aacute; ent&amp;atilde;o sua fam&amp;iacute;lia residia no Arroio Grande, para onde se recolheu o desaventurado poeta, acabando seus dias em casa de um seu filho de nome S&amp;eacute;rgio. A princ&amp;iacute;pio vivia meio oculto e logo depois livremente, acobertado pela toler&amp;acirc;ncia que as autoridades lhe concederam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era Pedro violento e perigoso, e o assassinato que perpetrou foi cometido num momento de furioso &amp;iacute;mpeto. Dispunha de uma for&amp;ccedil;a herc&amp;uacute;lea que causava admira&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos centauros de seu tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Muniz Fagundes creio ter morrido pelos anos de 1860  a 1865.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obs - Todo o texto foi transcrito do Livro (editado 1968). Portanto, erros de datas, de acentua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, portugu&amp;ecirc;s ou concord&amp;acirc;ncia ficam por conta do autor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Significado de Embu&amp;ccedil;ado&lt;b&gt; - &lt;/b&gt;adj (part de embu&amp;ccedil;ar) 1 Que se embu&amp;ccedil;ou. 2 Disfar&amp;ccedil;ado, dissimulado. sm O que tem o rosto oculto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hilton Luiz Araldi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E-mail hiltonaraldi@gmail.com&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-07-07 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Lauro Rodrigues: pioneiro do MTG  contemporâneo Parte 1</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=204</link>
			<description>&lt;p&gt;
&lt;table&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&amp;nbsp;* Paulo  Monteiro&lt;br /&gt; Quando nos dedicamos a estudar  a poesia gauchesca de l&amp;iacute;ngua portuguesa, uma das primeiras constata&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; que a  maioria dos poetas n&amp;atilde;o tem biografia. Apesar da popularidade que gozam, a vida e  a obra dos poetas desse g&amp;ecirc;nero ou subg&amp;ecirc;nero s&amp;atilde;o praticamente desconhecidas. &amp;Eacute; o  caso de Lauro Pereira Rodrigues, nascido em Santo Amaro em 7 de janeiro de  1918.&lt;br /&gt; Lauro Rodrigues foi um dos  pioneiros do Movimento Tradicionalista Ga&amp;uacute;cho contempor&amp;acirc;neo. Apresentou o  primeiro programa gauchesco da hist&amp;oacute;ria, intitulado &quot;Campereadas&quot;, a partir de  1935, na R&amp;aacute;dio Ga&amp;uacute;cha, onde lan&amp;ccedil;ou Pedro Raymundo. Onze anos depois, um grupo de  jovens estudantes do Col&amp;eacute;gio J&amp;uacute;lio de Castilhos, de Porto Alegre, assentou as  bases do atual Movimento Tradicionalista Ga&amp;uacute;cho. Quase todos eles apresentaram  programas radiof&amp;ocirc;nicos, seguindo a linha lan&amp;ccedil;ada por Lauro Rodrigues. Em 1958  voltou ao r&amp;aacute;dio, na Farroupilha, apresentando o programa &quot;Roda de Chimarr&amp;atilde;o&quot;.  Al&amp;eacute;m do tradicionalismo, tratava de assuntos urbanos e rurais de Porto Alegre.  &lt;br /&gt; Pedro Villas-B&amp;ocirc;as, autor de  Notas de Bibliografia Sul-Rio-Grandense (A Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o-SEC, Porto Alegre, 1974),  informou-nos que era &quot;radialista, poeta, jornalista e pol&amp;iacute;tico&quot;. E que pertencia  &amp;agrave; Est&amp;acirc;ncia da Poesia Crioula. Em 1944 publicou Minuano, pela Livraria Globo,  livro de poemas gauchescos do qual sa&amp;iacute;ram mais duas tiragens naquele mesmo ano.  &lt;br /&gt; Bibli&amp;oacute;grafo atento, Pedro  Villas-B&amp;ocirc;as revelou que apenas listou os livros que realmente conferiu  pessoalmente. Quando escreve &quot;tiragens&quot; diz reimpress&amp;otilde;es. Tanto isso &amp;eacute; verdade  que tenho nas minhas m&amp;atilde;os a &quot;3&amp;ordf; Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o&quot;, que responde &amp;agrave;s caracter&amp;iacute;sticas  anotadas por Villas-B&amp;ocirc;as em seu livro. Dois anos depois, em 1946, pela mesma  editora, publicou A Ronda dos Sentimentos, um volume de 70 p&amp;aacute;ginas com sonetos e  poemas, do qual saiu uma &amp;uacute;nica edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt; Invernada Vazia, o terceiro  livro, com o subt&amp;iacute;tulo de &quot;versos regionais&quot;, foi lan&amp;ccedil;ado, em primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o no  ano de 1951, pela Editora Coruja, de Porto Alegre. Segundo o mesmo bibli&amp;oacute;grafo,  no mesmo ano, pela mesma editora, sai &quot;uma 2&amp;ordf; tiragem&quot;. Tenho em m&amp;atilde;os a &quot;2&amp;ordf;  edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o&quot;, dentro das caracter&amp;iacute;sticas expostas por Pedro Villas-B&amp;ocirc;as, inclusive  &quot;impresso no sistema multilite&quot;, onde n&amp;atilde;o consta o ano da impress&amp;atilde;o.  &lt;br /&gt; As orelhas de Invernada Vazia  trazem algumas refer&amp;ecirc;ncias interessantes a Minuano. A primeira delas, de Antonio  Barata, da Editora Globo, diz: &quot;Nenhum romance, biografia, livro de contos ou  reportagem, encontrou entre n&amp;oacute;s, nestes &amp;uacute;ltimos tempos, o recorde de vendas de  Minuano. Nunca na hist&amp;oacute;ria dos livros rio-grandenses uma obra vendeu tanto em  t&amp;atilde;o pouco tempo. A raz&amp;atilde;o do &amp;ecirc;xito, reside, indiscutivelmente, no pr&amp;oacute;prio valor  da obra. &amp;Eacute; um livro para o povo, feito com o sentimento do povo. Lendo-o,  sente-se a nostalgia da campestre, do rodeio, da roda de mate nos galp&amp;otilde;es, dos  l&amp;aacute;bios polpudos da chinoca, do amor sem conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es...&quot; &lt;br /&gt; A afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Antonio Barata  &amp;eacute; interessant&amp;iacute;ssima. Um dos autores ga&amp;uacute;chos editados pela Globo era nada mais  nada menos do que Erico Ver&amp;iacute;ssimo. Tr&amp;ecirc;s edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es num &amp;uacute;nico ano e, ainda, o livro  mais vendido nos &amp;uacute;ltimos anos provam a popularidade do  poeta.&lt;br /&gt; A segunda nota &amp;eacute; de &quot;Catulo da  Paix&amp;atilde;o Cearense&quot;. Ei-la: &quot;Nesta &amp;eacute;poca de guerra e de &amp;oacute;dios a sua poesia &amp;eacute; uma  bandeira de paz e de civismo al&amp;ccedil;ada no topo. Deixo a voc&amp;ecirc; o meu cajado de  gl&amp;oacute;rias...&quot; Ora, nada mais nada menos do que o mais popular dos poetas populares  brasileiros na primeira metade do s&amp;eacute;culo XX, que faleceu pouco tempo depois,  legando o seu &quot;cajado de glorias&quot; ao poeta de Santo Amaro.&lt;br /&gt; Em 1951 foi publicado Senzala  Branca, um livro de &quot;poemas revolucion&amp;aacute;rios&quot;, pela Editora Coruja. No ano  seguinte saiu a &quot;2&amp;ordf; Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o&quot;, pela Editora La Salle, de Canoas, com uma tiragem  de cinco mil exemplares. A pol&amp;iacute;tica acabou absorvendo o tempo do poeta. Somente  em 1978 publicou seu &amp;uacute;ltimo livro de poemas, A Can&amp;ccedil;&amp;atilde;o das &amp;aacute;guas prisioneiras  (Martins Livreiro-Editor, Porto Alegre). Pedro Villas-B&amp;ocirc;as deixou registrado que  o poeta possu&amp;iacute;a, in&amp;eacute;ditos, os livros Vozes do Parque, Bilhetes, Versos &amp;Iacute;ntimos e  Colet&amp;acirc;nea de Sonetos e, em preparo, Al&amp;ccedil;ados e Araganos.&lt;br /&gt; Militante do PTB - Partido  Trabalhista Brasileiro -, Lauro Rodrigues assumiu v&amp;aacute;rias vezes como deputado  estadual por aquele partido. Depois de 1967, com o bipartidarismo imposto pelo  regime de exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o, filiou-se ao MDB - Movimento Democr&amp;aacute;tico Brasileiro - pelo  qual exerceu dois mandatos de deputado federal. Pescador e ca&amp;ccedil;ador apaixonado,  faleceu afogado em sua terra natal, no dia 17 de dezembro de 1978, quando  naufragou o pequeno barco tripulado por ele, enquanto remava contra uma  tempestade de ver&amp;atilde;o. &lt;br /&gt; Um dos poemas mais conhecidos  de Lauro Rodrigues, que est&amp;aacute; nas p&amp;aacute;ginas 21 e 22 do seu primeiro livro, &amp;eacute; &quot;Meu  baio ruano&quot;, declamad&amp;iacute;ssimo em rodeios e concursos de  declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Interessante &amp;eacute; que o grande  amor do poeta foi uma mulata, tipo racial n&amp;atilde;o muito comum como musa dos  gauchescos. E veja voc&amp;ecirc;, leitor, que a presen&amp;ccedil;a do negro e do mulato na maioria  das cidades do Rio Grande imperial representava cerca de 25% da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O  intercurso sexual entre o homem branco, mais abastado, e a mulher de cor, das  camadas prolet&amp;aacute;rias, foi muito maior do que se imagina. &amp;Eacute; o que vemos retratado  em &quot;Mulata&quot;, p&amp;aacute;ginas 57 a 66 de Invernada Vazia.&lt;br /&gt; Interessante tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; o  esquema rim&amp;aacute;tico do poema: a redondilha maior, muito praticado por um &quot;rom&amp;acirc;ntico  arcaizante&quot; como Gon&amp;ccedil;alves Dias. Muito comum na poesia popular e bastante  encontrado no romanceiro medieval. Alguns versos mais longos que aparecem n&amp;atilde;o  passam de dois pentass&amp;iacute;labos formando um &amp;uacute;nico verso.&lt;br /&gt; Lauro Rodrigues confere  lirismo a uma realidade que foi muito comum no meio rural sul-rio-grandense. A  maioria dos atuais quilombos - como j&amp;aacute; escrevi - n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o quilombos no sentido  real do termo, mas sim &quot;posses de negros&quot;, descendentes de escravas ou libertas  (negras alforriadas) e antigos estancieiros.&lt;br /&gt; Continua na pr&amp;oacute;xima  edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; * Paulo Monteiro,  ex-presidente da Academia Passo-Fundense de Letras e membro do Instituto  Hist&amp;oacute;rico de Passo Fundo&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;
Enviado por Hilton Araldi&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-29 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title> HISTÓRIA  GAÚCHA - AS CHARQUEADAS</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=203</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TCXvBPjxX6I/AAAAAAAABFY/VKJC96W4tJg/s1600/solardabaronesa.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TCXvBPjxX6I/AAAAAAAABFY/VKJC96W4tJg/s400/solardabaronesa.jpg&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5487054525656293282&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Solar da Baronesa, na  cidade de Pelotas, o reduto das charqueadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Surgimento e  import&amp;acirc;ncia econ&amp;ocirc;mica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gado foi a base da economia ga&amp;uacute;cha durante  um longo per&amp;iacute;odo da hist&amp;oacute;ria do Rio Grande. Introduzido pelos jesu&amp;iacute;tas, atraiu  os tropeiros que vinham de S&amp;atilde;o Paulo e Minas para buscar gado e lev&amp;aacute;-lo para  aquelas prov&amp;iacute;ncias. Serviu, tamb&amp;eacute;m, de esteio para a fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de habitantes, na  medida em que permitiu uma atividade econ&amp;ocirc;mica para os estancieiros que aqui se  fixaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa base seria ainda mais consolidada com o surgimento das  charqueadas. Elas iriam produzir o charque, um produto que era a base da  alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escravos em todo o Brasil. E, com essa produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, trariam riqueza  &amp;agrave; regi&amp;atilde;o de Pelotas, que se tornou uma esp&amp;eacute;cie de &quot;capital cultural&quot; do  Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As charqueadas come&amp;ccedil;aram a surgir na regi&amp;atilde;o de Pelotas em torno  de 1780. Anteriormente, o charque j&amp;aacute; era produzido no sul do continente, mas de  maneira artesanal e em pequena escala. No entanto, uma s&amp;eacute;rie de secas sucessivas  no Nordeste, onde estava concentrada a maior produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de charque do pa&amp;iacute;s, criou  uma oportunidade para o produto ga&amp;uacute;cho. E o charque come&amp;ccedil;ou a ser produzido em  maior escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opul&amp;ecirc;ncia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  partir desse momento, a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de charque se tornou o centro da vida econ&amp;ocirc;mica  da regi&amp;atilde;o de Pelotas. As charqueadas estavam situadas ao longo de rios que  facilitavam o transporte para o porto de Rio Grande - de onde o charque seguia  para o Rio e outros portos brasileiros. Com o dinheiro gerado por elas, Pelotas  se transformou. Essa renda permitiu que surgisse um grupo de fam&amp;iacute;lias ricas e  que cultivavam h&amp;aacute;bitos sofisticados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1835, Wolfhang Harnish descrevia  a cidade de Pelotas como um local de opul&amp;ecirc;ncia extrema: &quot;... j&amp;aacute; funcionam 35  charqueadas nos arredores da cidade... A riqueza que trazem &amp;eacute; fant&amp;aacute;stica...  Esses milion&amp;aacute;rios pelotenses bem que poderiam ter vivido no Rio ou em Nice ou  ainda em Paris, poderiam ter concorrido com os fidalgos russos no luxo e na  dissipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Monte Carlo&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mis&amp;eacute;ria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contraparte dessa opul&amp;ecirc;ncia  eram as pr&amp;oacute;prias charqueadas, onde os enormes grupos de escravos eram submetidos  a um trabalho exaustivo. E, como estavam reunidos em grupos muito grandes, os  senhores adotavam a pol&amp;iacute;tica de extrema intimida&amp;ccedil;&amp;atilde;o para mant&amp;ecirc;-los obedientes.  As charqueadas eram verdadeiros &quot;estabelecimentos penitenci&amp;aacute;rios&quot;, como bem as  descreveu o franc&amp;ecirc;s Nicolau Dreyf, no livro &quot;Not&amp;iacute;cia Descritiva da Provincia de  S&amp;atilde;o Pedro do Rio Grande do Sul&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte desse tratamento brutal dado aos  escravos se devia ao interesse econ&amp;ocirc;mico: quanto mais produzissem, mais seus  donos lucravam. Outra parte, entretanto, vinha do medo: com uma enorme popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o  escrava, Pelotas era, potencialmente, um foco de rebeli&amp;otilde;es. Por isso, ao menor  sinal de revolta eram tomadas provid&amp;ecirc;ncias dr&amp;aacute;sticas. Para que se tenha uma  id&amp;eacute;ia do tamanho da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o escrava de Pelotas: existiam ali, em 1833, 5.169  escravos, 3.555 homens livres e 1.136 libertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o obstante a viol&amp;ecirc;ncia  e os m&amp;eacute;todos relativamente primitivos usados pelas charqueadas da regi&amp;atilde;o de  Pelotas, elas foram capazes de sobreviver e gerar lucros consider&amp;aacute;veis at&amp;eacute; o  final do escravismo. A partir de ent&amp;atilde;o, enfrentaram dificuldades cada vez  maiores e terminaram por se extinguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Charqueada Santa Rita no Caminho Farroupilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Agrave;s margens do Arroio  Pelotas e do Canal S&amp;atilde;o Gon&amp;ccedil;alo, Pelotas possui um dos mais ricos patrim&amp;ocirc;nios  arquitet&amp;ocirc;nicos dos primeiros anos do s&amp;eacute;culo XIX, resultado direto da riqueza que  a ind&amp;uacute;stria do charque trouxe para a regi&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente por esta riqueza  e desenvolvimento comercial, amea&amp;ccedil;ado pela pol&amp;iacute;tica do Imp&amp;eacute;rio brasileiro, que  aumentou os impostos sobre as charqueadas e outros produtos da economia rural, &amp;eacute;  que a cidade teve grande import&amp;acirc;ncia na Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Farroupilha. Os propriet&amp;aacute;rios  das charqueadas aliaram-se aos fazendeiros e lideraram o movimento  rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maiores batalhas em Pelotas aconteceu em 24 de fevereiro  de 1838, quando a tropa Farroupilha atacou os Imperiais no canal S&amp;atilde;o Gon&amp;ccedil;alo, na  tentativa de tomar a regi&amp;atilde;o de Pelotas e Rio Grande. A passagem do canal S&amp;atilde;o  Gon&amp;ccedil;alo era de fundamental import&amp;acirc;ncia, pela sua r&amp;aacute;pida liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mar.  Entretanto, as canhoneiras imperiais foram para o meio do canal, onde ficavam  fora do alcance dos tiros. Bem posicionados, abriram fogo. O bombardeio durou  quase 4 horas, do meio da tarde at&amp;eacute; o anoitecer. Com muitas perdas os Farrapos  recuaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade permaneceu fiel ao Imp&amp;eacute;rio, embora tenha sido invadida  pelos farroupilhas duas vezes. Mas de seu com&amp;eacute;rcio e de sua sociedade sa&amp;iacute;ram  homens e dinheiro para engrossar e sustentar as tropas do General Bento  Gon&amp;ccedil;alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida, charqueador, intelectual, e homem de  neg&amp;oacute;cios pelotense foi o principal ide&amp;oacute;logo do movimento revolucion&amp;aacute;rio. Ap&amp;oacute;s a  proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Rio-grandense foi seu ministro da Fazenda. Mineiro,  nascido em 1797, veio ao Rio grande do Sul em 1819 para reunir tropas de mulas e  lev&amp;aacute;-las at&amp;eacute; Sorocaba, mas acabou se estabelecendo em Pelotas. Empres&amp;aacute;rio bem  sucedido, al&amp;eacute;m de dono de uma companhia de navega&amp;ccedil;&amp;atilde;o com veleiros que  transportavam produtos para as prov&amp;iacute;ncias do norte, tornou-se o mais pr&amp;oacute;spero  entre os charqueadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua charqueada era considerada um modelo de  organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Culto, sua biblioteca era a mais completa do Rio Grande do Sul. Lia  livros originais em franc&amp;ecirc;s e ingl&amp;ecirc;s. Tamb&amp;eacute;m guerreiro de coragem, ascendeu de  major a coronel da Guarda Nacional. Quando a guerra estava sendo preparada, era  Deputado da primeira Assembl&amp;eacute;ia Provincial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, junto com Pedro  Botic&amp;aacute;rio, um dos mais intransigentes na deposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Fernandes Braga e na  tentativa de impedir a posse de Jos&amp;eacute; de Ara&amp;uacute;jo Ribeiro. Ainda, foi um dos que  convenceu Ant&amp;ocirc;nio de Souza Netto a proclamar a Rep&amp;uacute;blica, em 11 de setembro de  1836. Junto com Gomes Jardim, assinou um decreto que criou a bandeira oficial  Farroupilha. Em 1838 se empenha na compra de uma tipografia, colocando o  jornalista italiano, Luigi Rosseti, como editor de &quot;O Povo&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamb&amp;eacute;m da  riqueza de Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida e da sua senzala, onde moravam centenas de  escravos, nasceu um dos corpos de combatentes mais destacados da Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o  Farroupilha, os &quot;Lanceiros Negros&quot;, que foram liderados pelo coronel Teixeira  Nunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos Jos&amp;eacute; de Almeida era casado com Bernardina Barcellos de  Lima, filha de Bernardino Rodrigues Barcellos, que por sua vez era irm&amp;atilde;o de  In&amp;aacute;cio Rodrigues Barcellos (propriet&amp;aacute;rio da Charqueada Santa Rita), e de  Cipriano, Boaventura e Lu&amp;iacute;s Rodrigues Barcellos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fam&amp;iacute;lia Rodrigues  Barcellos foi propriet&amp;aacute;ria do maior n&amp;uacute;mero de charqueadas situadas &amp;agrave;s margens do  Arroio Pelotas. Farroupilhas convictos, em novembro de 1835, os irm&amp;atilde;os Barcellos  chegaram a oferecer um baile no solar de Boaventura, no centro de Pelotas, uma  semana ap&amp;oacute;s o desembarque de Jos&amp;eacute; de Ara&amp;uacute;jo Ribeiro (que estava para ser nomeado  presidente da Prov&amp;iacute;ncia Rio-grandense, nomeado pelo Padre Diogo Feij&amp;oacute;) com o  intuito de facilitar o entendimento inicial entre o l&amp;iacute;der dos Farrapos, General  Bento Gon&amp;ccedil;alves, e o novo presidente. Apesar da iniciativa dos irm&amp;atilde;os Barcellos,  os l&amp;iacute;deres n&amp;atilde;o se entenderam, e o resultado mostrou-se bastante  sangrento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao visitar as antigas charqueadas de Pelotas e caminhar  pelas ruas do centro da cidade, entre os pr&amp;eacute;dios da &amp;eacute;poca, n&amp;atilde;o &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil  imaginar que naqueles sobrados, naquelas salas, os pr&amp;oacute;speros homens do com&amp;eacute;rcio  e do campo se reuniam para conspirar nos primeiros anos da d&amp;eacute;cada de 1830. &lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1449828733549128101-4875465317290322713?l=blogdoleoribeiro.blogspot.com&quot; width=&quot;1&quot; height=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FONTE:BLOG DO LEO RIBEIRO&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-27 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>A ARTE DA  DECLAMAÇÃO</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=202</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TCHjasJgDmI/AAAAAAAABDM/UqwzM3bcC2E/s1600/liliana+e+romeu.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5485915868781088354&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TCHjasJgDmI/AAAAAAAABDM/UqwzM3bcC2E/s400/liliana+e+romeu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Liliana Cardoso e Romeu Weber, dois  grandes declamadores. Foto: LRS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma forma po&amp;eacute;tica poder&amp;iacute;amos  dizer que a declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a transpira&amp;ccedil;&amp;atilde;o da poesia. &amp;Eacute; um ato onde a pessoa que  declama externa os sentimentos retidos nos transcritos, levando os ouvintes a  vivenciarem o que o poeta quis dizer em seus versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo algumas  orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Movimento Tradicionalista Ga&amp;uacute;cho, o declamador deve ter uma  postura c&amp;ecirc;nica s&amp;oacute;bria e sem exageros, inclusive na indument&amp;aacute;ria. No palco,  segundo o poeta Colmar Duarte, o declamador deve portar-se &quot;como quem nada teme,  por&amp;eacute;m a ningu&amp;eacute;m afronta&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gestos devem ser os mais naturais poss&amp;iacute;veis,  como quem conta uma hist&amp;oacute;ria. A m&amp;iacute;mica &amp;eacute; um recurso auxiliar, n&amp;atilde;o podendo se  sobrepor a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o vocal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom de voz deve ser o tom natural do  declamador, pois ao impostar a voz de forma inadequada pode ocorrer como quem  canta fora do tom, ou seja, desafinar ou n&amp;atilde;o alcan&amp;ccedil;ar determinada  inflex&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dramaticidade &amp;eacute; diretamente proporcional ao texto, mas sem  &quot;encarnar&quot; o personagem como o ator de teatro. O declamador &amp;eacute; apenas o portador  da mensagem que o autor traz para os ouvintes. A mensagem deve ser transmitida  com a maior sinceridade e convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o poss&amp;iacute;veis, para que as emo&amp;ccedil;&amp;otilde;es sejam  sentidas por quem assiste. Para isso, n&amp;atilde;o &amp;eacute; preciso levar para o palco adagas,  borrach&amp;otilde;es, bandeiras, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferen&amp;ccedil;a entre interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o teatral e  declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;, portanto, esta: o ator finge ser um personagem, vestindo-se,  pensando e agindo como tal. O declamador &quot;conta&quot; a hist&amp;oacute;ria fazendo o poss&amp;iacute;vel  para convencer as pessoas de que acredita no que est&amp;aacute; dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto,  n&amp;atilde;o &amp;eacute; aconselh&amp;aacute;vel chorar, gritar, exagerar nos gestos ou adere&amp;ccedil;os que n&amp;atilde;o fa&amp;ccedil;am  parte da indument&amp;aacute;ria. Segundo Jos&amp;eacute; Severo Marques, em declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o todo excesso &amp;eacute;  pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os julgadores de declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o observam muito os seguintes quesitos:  a) Fundamentos da voz (dic&amp;ccedil;&amp;atilde;o, imposta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e inflex&amp;atilde;o). b) Express&amp;atilde;o (facial e  gestual). c) Fidelidade ao texto d) Transmiss&amp;atilde;o da mensagem po&amp;eacute;tica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; uma arte quase que obrigat&amp;oacute;ria nos diversos eventos art&amp;iacute;sticos do  Rio Grande. Em nenhum outro Estado nota-se tamanha dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela declama&amp;ccedil;&amp;atilde;o.  Existem milhares, isto mesmo, milhares de declamadores espalhados aos sete  ventos desta velha prov&amp;iacute;ncia de S&amp;atilde;o Pedro. &amp;Eacute; de prache, nos Centros de Tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es  Ga&amp;uacute;chas, nos galp&amp;otilde;es de fazendas, as pessoas receberem seus convidados com belos  retrechos de poemas. As prendinhas, os piazitos, desde cedo, v&amp;atilde;o se embrenhando  nestes meandros e, cada qual com seu estilo, retratam hist&amp;oacute;rias, aventuras,  fic&amp;ccedil;&amp;otilde;es, bravuras do povo riograndense, arrancando as mais entusi&amp;aacute;sticas  admira&amp;ccedil;&amp;otilde;es por serem transmissores do pensamento po&amp;eacute;tico. Em suma, o declamador  &amp;eacute; a garganta do vate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os grandes declamadores do Rio Grande  poder&amp;iacute;amos citar alguns como Darcy Fagundes, Dorval Dias, Liliana Cardoso, Jos&amp;eacute;  Machado Leal, Egizelda Char&amp;atilde;o, Ad&amp;atilde;o Bueno, Rodrigo Canani Medeiros, Maria Elena  da Costa Porto, Cristiano Silveira, Ruty Telles, Odilon Ramos, Emerson Xavier  Pereira, Fabr&amp;iacute;cio Marques, Suelen Amaral, Jo&amp;atilde;o Lori de Abreu, Wilson Ara&amp;uacute;jo,  T&amp;ocirc;nia Mariza, Alvandir Oliveira, Francisco Azambuja, Milene Amaral, Joel  Capeletti, Sebasti&amp;atilde;o Fonseca, Cesar Nunes, Valdemar Camargo, Duane Rodrigues,  Patroc&amp;iacute;nio Vaz &amp;Aacute;vila, Romeu Weber, M&amp;aacute;rcia Graciola, Lenoar Farias, Jacy Farias,  Severo, Juarez Machado de Farias, Pedro Darci de Oliveira, Jurema Chaves, Esther  Christina, Etevaldo Moreira, Samuel Jobim, Zanildo Barbosa do Nascimento, Marco  Ant&amp;ocirc;nio Dutra, Cid Mariano, &amp;Iacute;talo Dorneles, Rosana Pereira, Leandro Ara&amp;uacute;jo, Luiz  Afonso Torres, Maria Alice, Guilherme Piant&amp;aacute;, Fernando Ara&amp;uacute;jo, Paulo Ricardo dos  Santos, Pedro J&amp;uacute;nior da Fontoura, Xiru Antunes, Jos&amp;eacute; Henrique Azambuja, Delci  Oliveira, Adriana Braun, Luciano Salermo, Guilherme Colares, Paulo Ara&amp;uacute;jo,  Lorensoni Barbosa, Marco Aur&amp;eacute;lio Campos, o Boca (considerado por muitos como o  maior declamador de todos os tempos no Rio Grande do Sul) al&amp;eacute;m de muitos outros,  os quais estamos preparando uma nova lista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FONTE: BLOG DO L&amp;Eacute;O RIBEIRO&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-23 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>O chimarrão por Nico Fagundes</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=201</link>
			<description>&lt;h2&gt;&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;b&gt;As ervas: h&amp;aacute; diferentes variedades? O gosto varia? Como escolher?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Sim, das mais finas e procuradas at&amp;eacute; as mais grosseiras e amarguentas. Tamb&amp;eacute;m influi no gosto da erva a qualidade do solo. A escolha depende de gosto pessoal. Hoje em dia, tem erva que j&amp;aacute; &amp;eacute; vendida misturada com ch&amp;aacute; ou a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, por exemplo. Os dois mais famosos munic&amp;iacute;pios produtores de erva no Estado s&amp;atilde;o Ven&amp;acirc;ncio Aires e Palmeira das Miss&amp;otilde;es. Os ervais sempre foram naturais, mas j&amp;aacute; existem ervais cultivados. Colhe-se a erva no m&amp;ecirc;s de agosto, cortando os galhos de baixo para cima. Os galhos t&amp;ecirc;m de secar um pouco no sol e depois passam pelo carijo - uma arma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de madeira com dois metros de altura com fogo embaixo. No carijo, a erva fica pelo menos 24 horas, sempre com fogo aceso, para sapecar bem. Depois, vai para o forno e, enfim, para a moagem. Eu j&amp;aacute; fiz no meu rancho, onde tenho v&amp;aacute;rios p&amp;eacute;s de erva mate do tipo amarguenta. &amp;Eacute; assim: cortados os galhos de baixo para cima, antes da primavera, &amp;eacute; preparado o &quot;macaco&quot;, um feixe de galhos finos atados pelo meio com cip&amp;oacute; ou mbira. A&amp;iacute; o &quot;macaco&quot; &amp;eacute; pendurado em cima do fog&amp;atilde;o e fica ali se balan&amp;ccedil;ando por uma semana ou duas, sem qualquer cuidado. Quando as folhas est&amp;atilde;o bem secas, &amp;eacute; s&amp;oacute; quebrar os galhinhos com as m&amp;atilde;os, botar tudo no pil&amp;atilde;o e socar bem. D&amp;aacute; um mate bueno barbaridade, mas forte como sapato de padre!...&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;*&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Receita: &amp;eacute; uma s&amp;oacute; ou cada um faz de um jeito? O que deve ter um bom chimarr&amp;atilde;o?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Cada mateador tem o seu jeito. H&amp;aacute; o preconceito de que mulher n&amp;atilde;o sabe cevar o chimarr&amp;atilde;o... Uma boa cuia, uma bomba de prata com bocal de ouro para que n&amp;atilde;o queime os bei&amp;ccedil;os - e com &quot;pitanga&quot; no meio para amenizar o soco da &amp;aacute;gua quente na boca -, uma boa erva que n&amp;atilde;o seja amarga demais e &amp;aacute;gua entre 85 graus e 92 graus, nunca &amp;aacute;gua que j&amp;aacute; ferveu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Etiqueta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quem prepara o chimarr&amp;atilde;o sempre toma o primeiro e depois serve a roda no sentido contr&amp;aacute;rio ao dos ponteiros do rel&amp;oacute;gio. Quem toma o chimarr&amp;atilde;o a cada vez tem que fazer a cuia roncar, para mostrar que a &amp;aacute;gua acabou. S&amp;oacute; se toca na cuia (o mateador e o tomador) com a m&amp;atilde;o direita. Quem quiser parar s&amp;oacute; precisa dizer para o mateador: &quot;Obrigado&quot; ou &quot;Gracias&quot;. S&amp;oacute; se dizem essas palavras na hora de parar. Se algu&amp;eacute;m disser quando recebe o primeiro mate, a cuia n&amp;atilde;o vai mais chegar para ele...&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&amp;middot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;b&gt;Utens&amp;iacute;lios&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A melhor chaleira para o chimarr&amp;atilde;o &amp;eacute; a de ferro. A melhor cuia &amp;eacute; a de flor de porongo. Tem muitas maneiras de preparar a cuia para o chimarr&amp;atilde;o, de &quot;curar a cuia&quot;. Eu curo a cuia nova com a erva usada de outras cuias. Ponho a erva que j&amp;aacute; serviu na cuia nova, um pouquinho de &amp;aacute;gua se est&amp;aacute; muito seca e numa semana &amp;eacute; s&amp;oacute; botar essa erva fora, lavar a cuia nova com &amp;aacute;gua e matear a vontade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; At&amp;eacute; bem pouco as senhoras estancieiras, filhas e amigas faziam dentro de casa a sua &quot;rodinha de chimarr&amp;atilde;o&quot;, s&amp;oacute; que era mate doce, ou mate de leite, e as cuias eram sempre de porcelana, hoje caras pe&amp;ccedil;as de museu. Tamb&amp;eacute;m existe, como no Paraguai, cuia de guampa. E aqui no RS tamb&amp;eacute;m j&amp;aacute; vi, mas raramente, cuia de &quot;taquaru&amp;ccedil;u&quot; e cuia de madeira, al&amp;eacute;m de muita cuia de pl&amp;aacute;stico, o que me pare&amp;ccedil;e um horror.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b&gt;Um pequeno hist&amp;oacute;rico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quando o jesu&amp;iacute;ta chegou aqui, em 1626, j&amp;aacute; encontrou o tape guaranizado tomando mate, com cuias como as nossas, com a bomba &quot;taquap&amp;iacute;&quot; e chaleira de barro. O ga&amp;uacute;cho nasce na Am&amp;eacute;rica tomando chimarr&amp;atilde;o. N&amp;oacute;s, ga&amp;uacute;chos brasileiros, nunca tivemos o h&amp;aacute;bito do terer&amp;ecirc;, que &amp;eacute; um mate frio, muito usado pelos mato-grossenses.&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;u&gt;Curiosidades&lt;/u&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b&gt;Existe algum bar ou restaurante que serve chimarr&amp;atilde;o?&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Muitos hot&amp;eacute;is do interior do Rio Grande do Sul t&amp;ecirc;m chimarr&amp;atilde;o &amp;agrave; disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos h&amp;oacute;spedes. Agora tem at&amp;eacute; faculdade do chimarr&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b&gt;Chimarr&amp;atilde;o, p&amp;oacute;s-churrasco, pode ajudar na digest&amp;atilde;o?&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt; O chimarr&amp;atilde;o &amp;eacute; digestivo. A erva mate tem muitas qualidades organol&amp;eacute;pticas. &amp;Eacute; bom para tudo. E quanto namoro come&amp;ccedil;ou com uma graciosa prenda alcan&amp;ccedil;ando a cuia de mate para o gaud&amp;eacute;rio visitante!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;b&gt;Outros pa&amp;iacute;ses tomam chimarr&amp;atilde;o? O ritual &amp;eacute; igual?&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Sim e sim. A Argentina, o Uruguai e o Paraguai, principalmente. No Brasil, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran&amp;aacute; e os dois Mato Grosso. Mas o mate existe em todos os Estados onde o ga&amp;uacute;cho se estabeleceu. E at&amp;eacute; fora do Brasil. Disse o poeta:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &quot;Assim &amp;eacute; o mate&lt;br /&gt; Foi deus&lt;br /&gt; quem inventou o chimarr&amp;atilde;o.&lt;br /&gt; O &amp;iacute;ndio, nessa ocasi&amp;atilde;o,&lt;br /&gt; quando a saudade se expande,&lt;br /&gt; tem o mapa do Rio Grande&lt;br /&gt; na palma da pr&amp;oacute;pria m&amp;atilde;o&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ENVIADO POR ANGELICA FRAGA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-21 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>ALGUNS EXEMPLOS DO MODO GAÚCHO DE FALAR</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=200</link>
			<description>&lt;p&gt;NORTE DO&amp;nbsp;Rio Grande, SERRA CATARINENSE, Cultura?..... do Sul.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sotaque mais xucro, grosso e assustador de&amp;nbsp;todo o universo conhecido........(e do desconhecido tamb&amp;eacute;m) &amp;eacute; o nosso, oriundo do ga&amp;uacute;cho bravio, meio italianado.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Esse dicion&amp;aacute;rio &amp;eacute; quase perfeito, especialmente para quem n&amp;atilde;o &amp;eacute; &#039;nativo&#039; deste ch&amp;atilde;o!!! &lt;br /&gt; E pra quem n&amp;atilde;o sabe falar com a gente ent&amp;atilde;o manda&amp;nbsp; o dicion&amp;aacute;rio abaixo:&lt;/p&gt;
&lt;b&gt;Alemoa&lt;/b&gt;: loura&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Ator&amp;aacute;&lt;/b&gt;: cortar &lt;b&gt;Atucanado:&lt;/b&gt; ocupado, atarefado&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Baita&lt;/b&gt;: grande &lt;b&gt;Bem Capaz&lt;/b&gt;: jamais, nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o enfatizada&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Cagar a pau&lt;/b&gt;: bater&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Camassada de pau&lt;/b&gt;: apanhar&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Campi&amp;aacute;&lt;/b&gt;: procurar &lt;b&gt;Capaz&lt;/b&gt;: verdade?&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Chuma&amp;ccedil;o&lt;/b&gt;: conjunto de alguma coisa&lt;br /&gt; &lt;b&gt;C&amp;oacute;&amp;ccedil;a de la&amp;ccedil;o&lt;/b&gt; : apanhar&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Cr&amp;ecirc;endios pai&lt;/b&gt;: exclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando algo d&amp;aacute; errado
&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;De revesgueio&lt;/b&gt;: de um tal jeito&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Finc&amp;aacute;&lt;/b&gt;: cravar&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Garr&amp;atilde;o&lt;/b&gt;: calcanhar&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Incebando&lt;/b&gt;: enrolando, fazendo cera&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Ingrupi&lt;/b&gt;: enganar&lt;br /&gt; &lt;b&gt;&amp;Iacute;n&amp;ocirc;z&amp;aacute;&lt;/b&gt;: amarrar (j&amp;aacute; viu palavra com todas as s&amp;iacute;labas com acento?) &lt;br /&gt; &lt;b&gt;Intert&amp;ecirc;&lt;/b&gt;: fazer passar o tempo com algo&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Intic&amp;aacute;&lt;/b&gt;: provocar&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Invaretado&lt;/b&gt;: nervoso&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Japona&lt;/b&gt;: jaqueta de l&amp;atilde; ou de nylon&lt;br /&gt; &lt;b&gt;J&amp;oacute;ssa&lt;/b&gt;: coisa&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Judi&amp;aacute;&lt;/b&gt;: mal tratar&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Kakedo&lt;/b&gt;: pessoas que n&amp;atilde;o valem nada&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Malinducado&lt;/b&gt;: mal educado&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Pai&amp;ecirc;ro&lt;/b&gt;: fumo de palha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;P&amp;acirc;nca&lt;/b&gt;: modo de se portar, por exemplo: panca de motoqueiro(jeito de motoqueiro)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Pare, home do c&amp;eacute;u&lt;/b&gt;: parar, o mesmo que &#039;se par de bobo&#039; e&#039;deusolivre home&#039;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Pardal&lt;/b&gt;: radar fixo&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Pestiado&lt;/b&gt;: com alguma doen&amp;ccedil;a&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Pexada&lt;/b&gt;: acidente&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Pod&amp;aacute;&lt;/b&gt;: ultrapassar, ou cortar, o mesmo que pod&amp;aacute;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Poz&amp;aacute;&lt;/b&gt;: dormir em algum lugar&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Rancho&lt;/b&gt;: compra do m&amp;ecirc;s&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Relampejando&lt;/b&gt;: trovejando&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Resbal&amp;atilde;o&lt;/b&gt;: escorregar&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Sinal&amp;ecirc;ra&lt;/b&gt;: sem&amp;aacute;foro&lt;br /&gt; &lt;b&gt;T&amp;aacute;io&lt;/b&gt;: corte&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Tchuco&lt;/b&gt;: b&amp;ecirc;bado&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Trupic&amp;aacute;&lt;/b&gt;: trope&amp;ccedil;ar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Tri atucanado&lt;/b&gt;: muito ocupado&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Tunda de la&amp;ccedil;o &lt;/b&gt;: apanhar&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Vortiada&lt;/b&gt;: passeio&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Ximia&lt;/b&gt;: doce de passar no p&amp;atilde;o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-16 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Considerações sobre o Maçanico</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=199</link>
			<description>&lt;p&gt;O colunista do Jornal Eco da Tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, publicado pelo MTG, aborda em sua  edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de junho a dan&amp;ccedil;a do Ma&amp;ccedil;anico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Ma&amp;ccedil;anico&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por Toni Pereira&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diretor do Subdepartamento de Dan&amp;ccedil;as Tradicionais do MTG&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; uma de nossas dan&amp;ccedil;as mais animadas. O nome &quot;Ma&amp;ccedil;anico&quot; constitui uma  corruptela de &quot;Ma&amp;ccedil;arico&quot;, ave do Sul do Brasil. Essa dan&amp;ccedil;a por suas  caracter&amp;iacute;sticas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;coreogr&amp;aacute;ficas parece ser apesar de a m&amp;uacute;sica adquirir, quando executada por  violinistas aut&amp;ecirc;nticos do Rio Grande do Sul, um estilo sincopado, alheia a  m&amp;uacute;sica portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o nome de &quot;Ma&amp;ccedil;anico&quot; surgiu no Estado de Santa Catarina e da&amp;iacute; passou ao  Nordeste do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Seu desenvolvimento  coreogr&amp;aacute;fico&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;parece ser de f&amp;aacute;cil aprendizagem, sendo aconselh&amp;aacute;vel aos alunos  iniciantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Caracter&amp;iacute;sticas interpretativas:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Ma&amp;ccedil;anico &amp;eacute; uma dan&amp;ccedil;a com caracter&amp;iacute;sticas do ciclo das Contradan&amp;ccedil;as (3&amp;ordf;  Gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Coreogr&amp;aacute;fica), principalmente pela vivacidade na sua execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o: com ou sem m&amp;uacute;sica&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial: frente a frente, em fileiras opostas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;uacute;mero de figuras: duas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Passos utilizados: passos de marcha e/ou marca&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;uacute;mero de repeti&amp;ccedil;&amp;otilde;es: executa-se toda a dan&amp;ccedil;a no m&amp;iacute;nimo duas vezes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Poss&amp;iacute;veis altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a 3&amp;ordf; edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da melodia introdut&amp;oacute;ria:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Na melodia introdut&amp;oacute;ria (das tr&amp;ecirc;s colcheias do 8&amp;ordm; compasso at&amp;eacute; o 1&amp;ordm; tempo do  16&amp;ordm; compasso) que pode ser repetido a bel prazer. Se os pares j&amp;aacute; n&amp;atilde;o estiverem  postados, ...&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1&amp;ordf; Figura (Avan&amp;ccedil;o e Retorno):&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esclarecimento da altura das m&amp;atilde;os: &quot;... tomados ou tomando-se pelas m&amp;atilde;os, at&amp;eacute; a  conclus&amp;atilde;o do primeiro passo de macha (direita do pe&amp;atilde;o e esquerda da prenda, mais  ou menos a altura dos ombros), avan&amp;ccedil;am em colunas...&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2&amp;ordf; Figura (Giro):&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esclarecimento do momento de soltar das m&amp;atilde;os e que todos os giros s&amp;atilde;o  realizados mais ou menos no mesmo lugar: &quot;Os pares inteiramente soltos ou  soltando-se das m&amp;atilde;os executam quatro passos de marcha e/ou marca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de passos  de marcha (totalizando quatro movimentos) podendo soltar-se das m&amp;atilde;os at&amp;eacute; a  conclus&amp;atilde;o do primeiro passo de marcha, ...&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3&amp;ordm; par&amp;aacute;grafo: &quot;Os pares realizam novamente, um giro mais ou menos no mesmo  lugar mediante mais quatro passos de marcha e/ou marca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de passos de  marcha...&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-13 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>PÊLOS  DE CAVALOS - ZAINO</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=198</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TA_rmYTR-mI/AAAAAAAAA7U/FW7xxCwccRE/s1600/pelagens+-+zainocavalo+crioulo.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/TA_rmYTR-mI/AAAAAAAAA7U/FW7xxCwccRE/s400/pelagens+-+zainocavalo+crioulo.jpg&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5480858316124060258&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;ZAINO&lt;/b&gt;:  marrom escuro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ZAINO CRUZADO&lt;/b&gt;: marrom escuro e duas patas  brancas desencontradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ZAINO NEGRO&lt;/b&gt;: quase  preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ZAINO PINH&amp;Atilde;O&lt;/b&gt;: puxado &amp;agrave; cor de pinh&amp;atilde;o maduro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ZAINO TAPADO&lt;/b&gt;: o que n&amp;atilde;o tem qualquer pinta branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: BLOG DO L&amp;Eacute;O RIBEIRO&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1449828733549128101-8254953287490285868?l=blogdoleoribeiro.blogspot.com&quot; width=&quot;1&quot; height=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-06-10 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title> PURA CÊPA CRIOULA-OS IRMÃOS PATO</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=197</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/S_5kJ0QQCCI/AAAAAAAAAzE/C8dNTDKSjU8/s1600/Irm%C3%A3os+Pato.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/S_5kJ0QQCCI/AAAAAAAAAzE/C8dNTDKSjU8/s400/Irm%C3%A3os+Pato.jpg&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5475924316737505314&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Os Irm&amp;atilde;os Pato&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu pedido, Glaucio Vieira, fez um  trabalho de pesquisa sobre estes gaiteiros, legendas de nosso  pago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pedro Augusto de Carvalho Vieira nasceu em 29 de junho de 1921  no distrito de Clemente Argolo na cidade de Lagoa Vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio Pedrinho  como &amp;eacute; conhecido, foi casado com Celeste Feij&amp;oacute; Vieira com quem teve 06 filhos,  Guaraci, Jussara, Jacira, Maria Arajuiara, Ja&amp;iacute;ra e Caubi. Foi oficial de justi&amp;ccedil;a  da comarca de Lagoa Vermelha. Demonstrou seus dotes art&amp;iacute;sticos pela primeira vez  em um cavaquinho com 07 anos de idade que havia ganho de seu irm&amp;atilde;o Tio G&amp;oacute;es  (Jo&amp;atilde;o Alexandre de G&amp;oacute;es Vieira) e, logo com 10 anos, j&amp;aacute; se apresentava tocando  gaita de 08 baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio G&amp;oacute;es e Tio Pedrinho formaram a dupla &quot;Irm&amp;atilde;os  Pato&quot; e animaram muitos bailes na regi&amp;atilde;o dos campos de cima da serra e demais  regi&amp;otilde;es do Estado. Gravaram diversos discos, entre estes, um com Fioravante  Bertussi a pedido de Adelar Bertussi. Foram eles, tamb&amp;eacute;m, que tocaram o baile  principal da segunda edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Calif&amp;oacute;rnia da Can&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Uruguaiana junto com o  grupo &quot; Os Fandanguistas&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre Paix&amp;atilde;o Cortes conheceu Tio Pedrinho  em uma visita a Lagoa Vermelha que fazia parte de seus estudos sobre a hist&amp;oacute;ria  e os costumes do ga&amp;uacute;cho, onde nessa ocasi&amp;atilde;o Tio Pedrinho lhe apresentou a  &quot;Vaneira Marcada&quot; que tempos depois o cantor e compositor Leonardo viria a  compor a letra e gravar a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o em disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pedrinho foi homenageado  v&amp;aacute;rias vezes, entre elas est&amp;aacute; a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o &quot;Bugio do Tio Pedro&quot; composta por  Leonardo e gravada em disco pelo conjunto Os 3 Xirus. Leonardo tamb&amp;eacute;m homenageou  Tio Pedrinho e Tio G&amp;oacute;es com a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o &quot;Meus velhos Queridos&quot; onde cita tamb&amp;eacute;m Tio  Bilia, Virg&amp;iacute;lio Pinheiro , Tio Mederico, entre outros tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Irm&amp;atilde;os  Pato tocavam bailes com as gaitas de 08 baixos Todeschini (Foto) que foram  fabricadas com afina&amp;ccedil;&amp;atilde;o exclusiva para a dupla. Tempos depois, passaram a  dedicar-se aos estudos do bandoneon e assim segue Tio Pedrinho at&amp;eacute;  hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio Pedrinho completa este ano 89 anos, est&amp;aacute; bem de sa&amp;uacute;de e reside  em Passo Fundo e segue tocando seu bandoneon. Uma de suas maiores alegrias &amp;eacute; se  unir aos jovens Jauro Ghelen (gaiteiro e amigo) e Glenio Vieira (que &amp;eacute; neto e  toca viol&amp;atilde;o) para juntos relembrarem antigos temas e matarem as saudades dos  bailes com os Irm&amp;atilde;os Pato. &lt;/i&gt; &lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1449828733549128101-7429537631979448625?l=blogdoleoribeiro.blogspot.com&quot; width=&quot;1&quot; height=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FONTE: BLOG DO L&amp;Eacute;O RIBEIRO&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-05-27 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title> PELAGENS  DE CAVALOS - BAIO</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=196</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/S-qZez7p5TI/AAAAAAAAAqc/F-vA5nZw0Zo/s1600/Cavalo+Baio.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/S-qZez7p5TI/AAAAAAAAAqc/F-vA5nZw0Zo/s400/Cavalo+Baio.jpg&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5470353452010431794&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Baio Ruano &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baio Branco ou  Claro: &amp;eacute; uma tonalidade de creme desmaiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Branco Mosqueado: o que leva  pelo corpo, em forma irregular, pontos pretos do tamanho de uma  mosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Branco Porcelana: o que tem manchas pretas, as quais, por  transpar&amp;ecirc;ncia, por meio dos p&amp;ecirc;los brancos, produzem reflexos azuis da  porcelana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baio Achamalotado ou apatacado: quando apresenta manchas  redondas e mais claras do que o resto do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baio Amarelo: &amp;eacute; como uma  gema de ovo, quando estendida numa porcelana branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baio Encerado:  quando tem a cor mais escura, parecendo-se com a cera virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baio Cabos  Negros: quando tem as extremidades dos membros, da cauda e a crina  escuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baio Cebruno: tamb&amp;eacute;m escura, levando no corpo manchas mais  escuras do que o baio encerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baio Dourado: quando tem reflexos do  ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baio Ovo de Pato: quando tem uma cor amarelado creme. Sua crina,  cauda e cascos tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o cremes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baio Ruano: &amp;eacute; um baio com a cauda e  crina claras.  &lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1449828733549128101-4945036499446257121?l=blogdoleoribeiro.blogspot.com&quot; width=&quot;1&quot; height=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FONTE: BLOG LEO RIBEIRO&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-05-12 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>O  BUGIO</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=195</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_d_6GODWrgwo/S-dBxC3Q6fI/AAAAAAAADp0/lii6Of4FzA4/s1600/IMG_5399.JPG&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_d_6GODWrgwo/S-dBxC3Q6fI/AAAAAAAADp0/lii6Of4FzA4/s320/IMG_5399.JPG&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt; foto: JK MARINHO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O bugio (tamb&amp;eacute;m conhecido por guariba, barbado ou macaco-uivador) est&amp;aacute;  entre os maiores primatas neotropicais, com comprimento de 30 a 75 cent&amp;iacute;metros.  Sua pelagem varia de tons ruivos, ruivo acastanhados, castanho e castanho  escuro. No caso da subesp&amp;eacute;cie Alouatta guariba clamitans, os machos s&amp;atilde;o  vermelho-alaranjados e as f&amp;ecirc;meas e jovens s&amp;atilde;o castanho escuros. Ele &amp;eacute; famoso por  seu grito, que pode ser ouvido em toda a mata, e pela presen&amp;ccedil;a de p&amp;ecirc;los mais  compridos nos lados da face formando uma esp&amp;eacute;cie de barba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alouatta  guariba &amp;eacute; a esp&amp;eacute;cie de bugio que habita a Mata Atl&amp;acirc;ntica, desde o sul da Bahia  (subesp&amp;eacute;cie Alouatta guariba guariba) at&amp;eacute; o Rio Grande do Sul, chegando ao norte  da Argentina, na regi&amp;atilde;o de Misiones (Subesp&amp;eacute;cie Alouatta guariba clamitans). As  duas subesp&amp;eacute;cies constam na lista do Ibama como criticamente em perigo e  vulner&amp;aacute;vel, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desmatamento amea&amp;ccedil;a a sobreviv&amp;ecirc;ncia dos  bugios de diferentes maneiras. A mais evidente &amp;eacute; a retirada da vegeta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que  restringe seus ambientes a pequenos fragmentos isolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasce em todas  as esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es do ano, depois um per&amp;iacute;odo de gesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aproximadamente 140 dias.  &lt;br /&gt;Filho fica agarrado &amp;agrave;s costas da m&amp;atilde;e durante os primeiros meses de vida.  &lt;br /&gt;Maturidade &amp;eacute; atingida entre um ano e meio e dois anos. &lt;br /&gt;Alimenta-se  predominantemente de folhas, flores, brotos, frutos e caules de trepadeiras.  &lt;br /&gt;Pouco ativo, se locomove vagarosamente com a aux&amp;iacute;lio de sua cauda pre&amp;ecirc;nsil,  que pode atingir 80 cm. &lt;br /&gt;Pode atingir at&amp;eacute; 9 kg de peso. &lt;br /&gt;A Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o  Brasileira para a Conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Natureza (FBCN) mant&amp;eacute;m laborat&amp;oacute;rios e  alojamentos para pesquisadores denominado Esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Biol&amp;oacute;gica de Caratinga (EBC),  que &amp;eacute; uma fazenda particular com um fragmento de Mata Atl&amp;acirc;ntica e cerca de 800  hectares, onde ocorre a subesp&amp;eacute;cie Alouatta guariba clamitans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito do  bugio&lt;br /&gt;Quando amanhece em algum lugar de uma floresta tropical da Am&amp;eacute;rica do  Sul ouvem-se rugidos crescentes. Primeiro um, em seguida outro e depois outro,  cada qual mais forte e penetrante. S&amp;atilde;o os bandos de bugios comunicando a sua  localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o uns para os outros, como se cada indiv&amp;iacute;duo estivesse dizendo: &quot;Estou  no peda&amp;ccedil;o.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito &amp;eacute; a sua caracter&amp;iacute;stica mais importante (um ronco  forte). &amp;Eacute; interrompido e recome&amp;ccedil;ado v&amp;aacute;rias vezes durante minutos e at&amp;eacute; horas.  Costuma ser emitido tamb&amp;eacute;m quando s&amp;atilde;o observados outros grupos se aproximando ou  com a invas&amp;atilde;o do territ&amp;oacute;rio por outro indiv&amp;iacute;duo. Esses gritos s&amp;atilde;o assustadores e  na regi&amp;atilde;o do Norte de Predefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o:Tocantins deram origem a v&amp;aacute;rias lendas de  entes fant&amp;aacute;sticos que vivem na mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ouve o ronco assustador do  bugio nem imagina que por tr&amp;aacute;s dequele estrondo e da barba espessa, esconde-se  um macaco t&amp;iacute;mido, que vive em pequenos grupos, de tr&amp;ecirc;s a doze indiv&amp;iacute;duos, de  ambos os sexos e v&amp;aacute;rias idades, chefiados por um macho adulto. Quanto ao seu  tempo de vida, pouco se sabe, pois trata-se de um animal que n&amp;atilde;o se adapta bem  ao cativeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pot&amp;ecirc;ncia desses sons &amp;eacute; obtida gra&amp;ccedil;as ao  hi&amp;oacute;ide, pequeno osso situado entre a laringe e a base da l&amp;iacute;ngua. Na presen&amp;ccedil;a de  um predador, ou de outros grupos de bugios o hi&amp;oacute;ide funciona como uma caixa de  resson&amp;acirc;ncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carne nobre para os &amp;iacute;ndios&lt;br /&gt;Os bugios (ou guaribas) foram  muito ca&amp;ccedil;ados pelos &amp;iacute;ndios, que apreciavam a sua carne acima de todas as outras.  A lentid&amp;atilde;o para fugir das flechas tamb&amp;eacute;m contribuiu para a sua prefer&amp;ecirc;ncia entre  os &amp;iacute;ndios. A ca&amp;ccedil;a ao primata &amp;eacute; descrita por Darcy Ribeiro no livro Di&amp;aacute;rios  &amp;Iacute;ndios (Cia. das Letras, 1996).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Durante a ca&amp;ccedil;ada aos guaribas, os &amp;iacute;ndios  entusiasmaram-se a valer, gritavam imitando os urros dos macacos e os  perseguiram por quil&amp;ocirc;metros, seguindo sua corrida nas &amp;aacute;rvores, saltando troncos,  numa disparada infernal no meio da mata fechada.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;A ca&amp;ccedil;ada aos guaribas  &amp;eacute; extremamente dif&amp;iacute;cil. Eles se escondem na fronde das &amp;aacute;rvores mais altas, entre  as touceiras de cip&amp;oacute;s, e ficam l&amp;aacute; por horas, sem se mostrarem. Quando atingidos  por flechas, que devem romper toda aquela coura&amp;ccedil;a de lianas, os guaribas gritam  de modo assustador, arrancam as flechas do corpo e as quebram com gestos muito  humanos.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bugios em Embu das Artes&lt;br /&gt;Recentemente foi registada a  presen&amp;ccedil;a destes animais na regi&amp;atilde;o de Embu das Artes. Foram gravadas imagens e o  som caracter&amp;iacute;stico dos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: Wikip&amp;eacute;dia&lt;br /&gt;FONTE MUNDO GA&amp;Uacute;CHO&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-05-09 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>ENSINANDO O ABC</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=194</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;Prezado Hilton:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt; A&amp;iacute; vai mais uma descoberta, gra&amp;ccedil;as ao teu faro de perdigueiro da cultura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trata-se da primeira resposta ao poema Antonio Chimango. O autor, Assis Brasil, escreveu o Ensinando&amp;nbsp;o ABC, durante a campanha &amp;agrave; presid&amp;ecirc;ncia do Estado, nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es que antecederam a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 23.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trata-se de um poema gauchesco que vamos tirar do esquecimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro grande, fraterno e agradecido abra&amp;ccedil;o do&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo Monteiro&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; COLABORA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DE HILTON ARALDI&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Ensinado o ABC&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Paulo Monteiro&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Aacute;lvaro Soares da Silva, mais conhecido como Alvinho Duro, era homem de poucas letras. Carreteiro, na adolesc&amp;ecirc;ncia, j&amp;aacute; adulto empunhou armas em 1923 e, pouco tempo depois, acompanhou a Coluna Prestes, quando participou do Combate da Ramada e outros entreveros menores. Testemunhou a morte do tenente Portela. Possu&amp;iacute;a uma mem&amp;oacute;ria prodigiosa que lhe permitia repetir um sem n&amp;uacute;mero de versos aprendidos nas pousadas de carreteiros e nos acampamentos de combatente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recordo-me costumava repetir um poema intitulado Ensinando o ABC. O eco daqueles versos, esquecidos com o tempo, como peda&amp;ccedil;os de uma vidra&amp;ccedil;a quebrada continuaram, ao longo dos anos, em minha mem&amp;oacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; algumas semanas Hilton Araldi, incans&amp;aacute;vel descobridor de coisas crioulas, enviou-me uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos fundadores da Est&amp;acirc;ncia da Poesia Crioula e a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que faziam parte dos &lt;i&gt;ANAIS DO 1.&amp;ordm; CONGRESSO DE POETAS CRIOULOS DO R.G.S.&lt;/i&gt;, editados em 1958, nas Oficinas Gr&amp;aacute;ficas da Imprensa Oficial (Hoje CORAG), em Porto   Alegre. S&amp;oacute; descansei quanto encontrei a obra num sebo porto-alegrense. E l&amp;aacute;, deixei os livreiros em polvorosa, enquanto n&amp;atilde;o encontramos aquele raro volume no meio de algumas dezenas de milharas de outras tantas obras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma leitura din&amp;acirc;mica, ainda em Porto  Alegre, reencontrou-me com os velhos versos recitados por meu av&amp;ocirc;. Preservou-os o pol&amp;iacute;grafo Walter Spalding (1901-1976). N&amp;atilde;o resisto e transcrevo o trabalho do historiador que consta entre as p&amp;aacute;ginas 85 e 89, daqueles &lt;i&gt;Anais&lt;/i&gt;, sob o t&amp;iacute;tulo de &lt;i&gt;ENSINANDO O ABC&lt;/i&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Com contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Congresso organizado pela &#039;Est&amp;acirc;ncia da Poesia Crioula&#039; que se est&amp;aacute; fundando, com sede em Porto Alegre, envio este &#039;ABC&#039; quase que desconhecido, pois correu o Rio Grande do Sul oralmente. H&amp;aacute; muitos anos, no interior do Estado, deram-me uma c&amp;oacute;pia das vinte sextilhas que comp&amp;otilde;e o poemeto intitulado &#039;Ensinando o ABC&#039;, com a declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que era de autoria do Dr. Joaquim Francisco de Assis Brasil. Entretanto, ficamos na d&amp;uacute;vida, pois, logo de in&amp;iacute;cio, encontramos tr&amp;ecirc;s estrofes do poemeto de Amaro Juvenal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso fez com que julgasse todo o conjunto do ABC como de autoria de Ramiro Barcelos. Acontece, por&amp;eacute;m, que n&amp;atilde;o existiam provas, nem para um, nem para outro, apesar da afirmativa de quem deu a c&amp;oacute;pia e que, pessoa bastante idosa, poderia estar enganada. Tudo, entretanto, fazia crer fosse do Autor de Ant&amp;ocirc;nio Chimango. Mas ficamos esperando que algo de mais concreto elucidasse a quest&amp;atilde;o. E a poesia ficou dormindo largos anos em meus arquivos. Um dia, por&amp;eacute;m, exibem-nos outra c&amp;oacute;pia, mal feita, com erros e falhas, assinada com o nome de Assis Brasil, e com falta das tr&amp;ecirc;s estrofes iniciais, de Amaro Juvenal. E quem me exibiu essa c&amp;oacute;pia disse-me que Assis Brasil a escrevera em 1922, na presen&amp;ccedil;a de muita gente, quando, pelo interior do Rio Grande, estava fazendo a campanha eleitoral, como candidato que fora &amp;agrave; presid&amp;ecirc;ncia do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante disso, n&amp;atilde;o havia mais d&amp;uacute;vidas, pelo menos para mim. E agora, passados mais alguns anos, entrego-a &amp;agrave; Est&amp;acirc;ncia da Poesia crioula, como homenagem ao grande poeta, justamente na data de seu centen&amp;aacute;rio que est&amp;aacute; sendo comemorado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eis, pois,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;ENSINANDO O ABC&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;de J. F. de ASSIS BRASIL&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#039;Este &amp;eacute; o A, primeira letra,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que conhecer muito importa;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;veja bem que n&amp;atilde;o &amp;eacute; torta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;eacute; a primeira que se ataca,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;tem um feitio de barraca&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e um pau cruzado na porta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#039;Essa &amp;eacute; B, tem dois mamulos,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e, para nunca esquec&amp;ecirc;-lo,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;lembre-se de um pessuelo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;na garupa atravessado,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;um bolso pra cada lado&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e um travess&amp;atilde;o pra sust&amp;ecirc;-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#039;Menino, preste aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;n&amp;atilde;o se ponha a olhar pra rua&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que meto j&amp;aacute; na cafua!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entende vossa merc&amp;ecirc;?...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estoutra letra &amp;eacute; o C; a&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;forma &amp;eacute; de meia lua.&#039; (*)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada nome tem sua letra:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;esta &amp;eacute; o D de Deodoro;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;quem a inventou eu ignoro,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mas parece ter pensado&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;num velho estribo, deitado,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sem a al&amp;ccedil;a para o loro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este grampo, &amp;eacute; um biquinho&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;na barriga e posto em p&amp;eacute;,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;eacute; a quinta letra - &amp;eacute; o E.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tirando o assento que tem,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;vira em F e, veja bem,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que F e &amp;Eacute; fazem F&amp;Eacute;!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem n&amp;atilde;o sabe o que &amp;eacute; um S&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;nas marcas dos animais?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pois cruze um S no mais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;na guampa inferior do C&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e ter&amp;aacute; riscado o G,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;letra das mais principais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H &amp;eacute; tal qual um freio&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;s&amp;oacute; com as cambas e o bocal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cedeira do bucal&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sem as argolas - &amp;eacute; o I.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Torcendo-lhe a cola aqui,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;eacute; o J. Entende, animal?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;K &amp;eacute; capenga; uma perna&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;tem direita, a outra aleijada;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;parece que foi boleada&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;por maturrango fedelho,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ou que afundou um joelho&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;nalguma bruta rodada...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L &amp;eacute; um esquadro. Tirando&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;os dois paus atravessados&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;de dois AA acolherados&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;pelos p&amp;eacute;s, com certo jeito,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;fica um M t&amp;atilde;o bem feito&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;como os mais aperfei&amp;ccedil;oados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N, essa letra atrevida&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;do nome de Napole&amp;atilde;o,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que diz ao tempo que &#039;n&amp;atilde;o&#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;na sua viajada eterna,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;eacute; um M sem uma perna,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a que vai reta no ch&amp;atilde;o!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O, &amp;eacute; a argola da cincha ou,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;se quiser, a do la&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tire ao B um bom peda&amp;ccedil;o,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;todo o mamulo inferior,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e fica um P a primor,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;supimpa e macanuda&amp;ccedil;o!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem sabe o C sabe o Q;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e somente, em vez de meia,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;riscar uma lua cheia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e embaixo o C lhe cravar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;num mesm&amp;iacute;ssimo lugar,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;para que o Q j&amp;aacute; se leia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pendure um S &amp;agrave;s avessas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;no bolso do pessuelo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que obra ao P, e h&amp;aacute; de v&amp;ecirc;-lo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mudar-se no mesmo instante&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;num R fresco e flamante&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sem lhe faltar um s&amp;oacute; p&amp;ecirc;lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cobra de duas cabe&amp;ccedil;as&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;eacute; o bem conhecido S.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele um minhoc&amp;atilde;o parece&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;pras duas bandas virado,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;dormindo bem sossegado&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;agrave; luz do sol que o aquece...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;T representa o boneco&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;dum homem bem teso&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e mo&amp;ccedil;o que sofreu grande destro&amp;ccedil;o;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;p&amp;eacute;s e pernas bem unidos,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;os dois bra&amp;ccedil;os estendidos,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sem cabe&amp;ccedil;a e sem pesco&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Retire o assento do estribo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que &amp;eacute; o D, para o U formar,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;virando-o de patas pro ar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mesmo fazendo ao A&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;num V o transformar&amp;aacute;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;se o travess&amp;atilde;o lhe tirar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; o X dois tra&amp;ccedil;os em cruz &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sobre duas pontas assentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A forquilha aqui presente&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;com p&amp;eacute; cravado no ch&amp;atilde;o,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;eacute; o tal de ipisil&amp;atilde;o,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I grego pra muita gente...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por fim, este zigue-zague&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sem direito nem avesso,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;nas nuvens negras tra&amp;ccedil;ado,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;como um corisco travesso&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;eacute; o Z: - a um N deitado&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;tamb&amp;eacute;m nele reconhe&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existe ainda a cedilha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que se parece c&#039;um rabo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que ao C, se aplica, e, por cabo,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;o til que &amp;eacute; tal qual minhoca&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que ao A e ao O valor troca,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;fazendo um diab&amp;atilde;o do diabo...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E se prestou aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ao que disse a vosmec&amp;ecirc;,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;saber&amp;aacute; que o ABC&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;encerra toda a ci&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todo o mundo da quer&amp;ecirc;ncia,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e o que se ouve e se v&amp;ecirc;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(*) - Estas tr&amp;ecirc;s primeiras estrofes pertencem ao poemeto campestre &#039;Ant&amp;ocirc;nio Chimango&#039;, de Amaro Juvenal (Ramiro Barcelos). S&amp;atilde;o as estrofes LIX, LX e LXI da segunda ronda.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como observa Walter Spalding, na nota aposta ao poema, as tr&amp;ecirc;s primeiras estrofes s&amp;atilde;o de &lt;i&gt;Ant&amp;ocirc;nio Chimango&lt;/i&gt;, publicado por Ramiro Fortes de Barcelos (1851-1916), publicado em 1915, sob o pseud&amp;ocirc;nimo de Amaro Juvenal. Reproduzem as primeiras li&amp;ccedil;&amp;otilde;es que um mestre-escola, &quot;velho borracho&quot; ministrara a Ant&amp;ocirc;nio Augusto Borges de Medeiros. Proibido pelo governo, espancados a espada aqueles que o possu&amp;iacute;ssem ou divulgassem, o &quot;poemeto campestre&quot; tornou-se muito popular durante a campanha eleitoral de 1922 e a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ano seguinte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antonio Chimango termina com a seguinte estrofe:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E aqui l&amp;ecirc; ponho o arremate&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na presilha desta hist&amp;oacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que um outro tenha a vit&amp;oacute;ria&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De cantar nalgum fandango&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mais que fez o Chimango&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pra levar S. Pedro &amp;agrave; Gloria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outros poetas, como Waldemar Corr&amp;ecirc;a (1897-1956), empregando o pseud&amp;ocirc;nimo Dino Desid&amp;eacute;rio, deram continuidade ao poema. Entretanto, a primazia coube ao &quot;poeta, teatr&amp;oacute;logo, advogado, pol&amp;iacute;tico, criador e diplomata&quot; Joaquim Francisco de Assis Brasil (1857-1938), como vemos nos versos divulgados por Walter Spalding, um dos mais laboriosos historiadores sul-rio-grandenses. Ao contr&amp;aacute;rio, por&amp;eacute;m, de Amaro Juvenal e seus continuadores, que preferiram a s&amp;aacute;tira pol&amp;iacute;tica, o poema de Assis Brasil &amp;eacute; humorismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-05-07 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Governantes do Rio Grande de 1737 a 2010</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=193</link>
			<description>&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Paulo Monteiro&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os limites entre os territ&amp;oacute;rios portugu&amp;ecirc;s e espanhol, na Am&amp;eacute;rica, foram fixados pelo Tratado de Tordesilhas, em 7 de junho de 1494. Apesar da maioria dos ge&amp;oacute;grafos e historiadores concordarem que essa linha imagin&amp;aacute;ria passava, aproximadamente entre Laguna, ao Sul, e Bel&amp;eacute;m do Par&amp;aacute;, ao Norte, os portugueses sempre defenderam uma fronteira natural entre os dois dom&amp;iacute;nios. O ponto meridional desses limites, desde o in&amp;iacute;cio, preconizaram como sendo o Rio da Prata.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por isso, durante mais de tr&amp;ecirc;s s&amp;eacute;culos, os ex&amp;eacute;rcitos das duas pot&amp;ecirc;ncias ib&amp;eacute;ricas praticaram um cabo-de-guerra verdadeiro. O territ&amp;oacute;rio atual do Rio Grande do Sul serviu de corda onde as for&amp;ccedil;as coloniais empregaram suas energias nesse demorado e sangrento brinquedo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O vai-e-vem da fronteira determinou que apenas atrav&amp;eacute;s da Carta-Patente de 9 de setembro de 1760, o Rio Grande do Sul, transformado em Capitania, separada de Santa Catarina, mas ainda subordinada ao Governo do Rio de Janeiro, obtivesse reconhecimento como unidade administrativa com maior autonomia. Era, por&amp;eacute;m, como definem os historiadores, uma &quot;esp&amp;eacute;cie de Capitania de segunda ordem&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Relaciono abaixo os governantes do Rio Grande do Sul, entre 19 de fevereiro de 1737 at&amp;eacute; hoje (6 de maio de 2010).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Comandantes Militares (19-2-1737/17-1-1761)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Brigadeiro Jos&amp;eacute; da Silva Pais (19-2-1737/11-12-1737), Mestre-de-Campo Andr&amp;eacute; Ribeiro Coutinho (11-12-1737/22-12-1740), Coronel de Drag&amp;otilde;es Diogo Os&amp;oacute;rio Cardoso (22-12-1740/28-6-1752) e&amp;nbsp; Tenente-coronel Pascoal de Azevedo (28-6-1752/17-1-1761).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Governadores da Capitania (17-1761/9-10-1809)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Coronel In&amp;aacute;cio El&amp;oacute;i de Madureira (17-1-1761/1-9-1763), Tente-coronel Francisco Barreto Pereira Pinto (1-9-1763/16-6-1764), Coronel Jos&amp;eacute; Cust&amp;oacute;dio de S&amp;aacute; e Faria (16-6-1764/23-4-1769),&amp;nbsp; Coronel Jos&amp;eacute; Marcelino de Figueiredo (23-4-1769/26-10-1771), Tenente-Coronel Ant&amp;ocirc;nio da Veiga Andrade (26-10-1771/11-6-1773), Brigadeiro Jos&amp;eacute; Marcelino de Figueiredo (11-6-1771/31-5-1780), Brigadeiro Sebasti&amp;atilde;o Xavier da Veiga Cabral da C&amp;acirc;mara (31-5-1780/5-11-1801), Brigadeiro Francisco Jo&amp;atilde;o Roscio (5-11-1801/30-1-1803), Chefe-de-Esquadra Paulo Jos&amp;eacute; da Silva Gama, Bar&amp;atilde;o de Bag&amp;eacute; (30-1-1803/9-10-1809).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Governadores e Capit&amp;atilde;es-Generais (9-10-1809/22-2-1822)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Diogo de Souza, 1&amp;ordm; Conde de Rio Pardo (9-10-1809/13-11-1814), Marechal-de-Campo Luiz Teles da Silva Caminha e Menezes, 5&amp;ordm; Marqu&amp;ecirc;s de Alegrete (13-11-1814/19-10-1818), Marechal-de-Campo D. Jos&amp;eacute; de Castelo Branco Corr&amp;ecirc;a e Cunha Vasconcelos e Souza, Conde de Figueira (19-10-1818/22-9-1820), Governo Interino do Triunvirato: Tenente-General Manoel Marques de Souza (presidente), Ouvidor-Geral Jos&amp;eacute; Bernardino de Sena Ribeiro da Costa e Vereador Ant&amp;ocirc;nio Jos&amp;eacute; Rodrigues Ferreira (22-9-1820/20-8-1821), Brigadeiro Jo&amp;atilde;o Carlos Greg&amp;oacute;rio Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun, Duque de Saldanha (20-8-1821/22-2-1822).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Governos Interinos e Provis&amp;oacute;rios (25-2-1822/8-3-1824)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Governo Representativo: Brigadeiro Jo&amp;atilde;o Carlos Greg&amp;oacute;rio Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun (presidente), Marechal-de-Campo Jo&amp;atilde;o de Deus Mena Barreto (vice-presidente), Manoel Maria Ricalde Marques (secret&amp;aacute;rio de Neg&amp;oacute;cios Pol&amp;iacute;ticos), Brigadeiro Jos&amp;eacute; In&amp;aacute;cio da Silva (secret&amp;aacute;rio dos Neg&amp;oacute;cios da Guerra), Brigadeiro Jos&amp;eacute; F&amp;eacute;lix de Matos Pereira de Castro, Manoel Alves dos Reis Louzada, Padre Fernando Jos&amp;eacute; de Mascarenhas Castelo Branco, Francisco Xavier Ferreira, Desembargador Jos&amp;eacute; Teixeira da Mata Bacelar (22-2-1822/29-8-1822), Marechal-de-Campo Jo&amp;atilde;o de Deus Mena Barreto (presidente), Brigadeiro Jos&amp;eacute; In&amp;aacute;cio da Silva, Manoel Maria Ricalde Marques, Brigadeiro F&amp;eacute;lix Jos&amp;eacute; de Matos Pereira de Castro, Manoel Alves dos Reis Louzada, Padre Fernando Jos&amp;eacute; de Mascarenhas Castelo Branco, Francisco Xavier Ferreira e Desembargador Jos&amp;eacute; Teixeira da Mata Bacelar (29-8-1822/7-9-1822), Marechal-de-Campo Jo&amp;atilde;o de Deus Mena Barreto (presidente), Manoel Maria Ricalde Marques, Brigadeiro Jos&amp;eacute; In&amp;aacute;cio da Silva, Brigadeiro F&amp;eacute;lix Jos&amp;eacute; de Matos Pereira de Castro, Desembargador Jos&amp;eacute; Teixeira da Mata Bacelar, Padre Fernando Jos&amp;eacute; de Mascarenhas Castelo Branco e Ant&amp;ocirc;nio Bernardes Machado (7-9-1822/29-11-1823), Marechal-de-Campo Jos&amp;eacute; In&amp;aacute;cio da Silva (presidente), Jos&amp;eacute; Joaquim Machado de Oliveira (secret&amp;aacute;rio), Francisco Xavier Ferreira, Padre Fernando Jos&amp;eacute; de Mascarenhas Castelo Branco e Padre Thom&amp;eacute; Luiz de Souza (29-11-1823/8-3-1824).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Presidentes da Prov&amp;iacute;ncia (8-3-1824/15-11-1889)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Desembargador Jos&amp;eacute; Feliciano Fernandes Pinheiro, Visconde de S&amp;atilde;o Leopoldo (8-3-1824/14-1-1826), Brigadeiro Jos&amp;eacute; Eg&amp;iacute;dio Gordilho Veloso de Barbuda, 1&amp;ordm; Visconde de Camamu (14-1-1826/4-11-1826), Brigadeiro Salvador Jos&amp;eacute; Maciel (4-11-1826/2-8-1829), Vig&amp;aacute;rio-Geral Ant&amp;ocirc;nio Vieira da Soledade, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (2-8-1829/17-11-1829), Dr. Caetano Maria Lopes Gama, Visconde de Maranguape (17-11-1829/22-4-1830), Dr. Am&amp;eacute;rico Cabral de Melo, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (22-4-1830/22-8-1830), Dr. Caetano Maria Lopes Gama, Visconde de Maranguape (22-8-1830/20-12-1830), Dr. Am&amp;eacute;rico Cabral de Melo, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (20-12-1830/8-1-1831), Desembargador Jos&amp;eacute; Carlos Pereira de Almeida T&amp;ocirc;rres, 2&amp;ordm; Visconde de Maca&amp;eacute; (8-1-1831/29-3-1831), Dr. Am&amp;eacute;rico Cabral de Melo, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (29-3-1831/11-7-1831), Desembargador Manoel Ant&amp;ocirc;nio Galv&amp;atilde;o (11-7-1831/24-10-1833), Desembargador Jos&amp;eacute; Mariani (24-10-1833/2-5-1834). Dr. Ant&amp;ocirc;nio Rodrigues Fernandes Braga (2-5-1834/......), Dr. Marciano Jos&amp;eacute; Pereira Ribeiro, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (21-9-1835/16-2-1836), Dr. Am&amp;eacute;rico Cabral de Melo, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (16-2-1836/28-3-1836), Dr. Marciano Jos&amp;eacute; Pereira Ribeiro, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (28-3-1836/15-6-1836), Dr. Ant&amp;ocirc;nio Rodrigues Fernandes Braga (.../15-1-1836), Dr. Jos&amp;eacute; de Ara&amp;uacute;jo Ribeiro, Visconde do Rio Grande (15-1-1836/4-7-1836), Brigadeiro Ant&amp;ocirc;nio Elze&amp;aacute;rio de Miranda e Brito (4-7-1836/24-7-1836), Dr. Jos&amp;eacute; de Ara&amp;uacute;jo Ribeiro, Visconde do Rio Grande (24-7-1836/5-1-1837), Brigadeiro Antero Jos&amp;eacute; Ferreira de Brito, Bar&amp;atilde;o de Tramanda&amp;iacute; (5-1-1837/1-4-1837), Dr. Am&amp;eacute;rico Cabral de Melo, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (1-4-1837/16-5-1837), Tenente-General, reformado, Francisco das Chagas Santos (16-5-1837/6-6-1837), Feliciano Nunes Pires (6-6-1837/3-11-1837), Marechal-de-Campo Ant&amp;ocirc;nio Elze&amp;aacute;rio de Miranda e Brito (3-11-1837/12-6-1839), Dr. Jo&amp;atilde;o Dias de Castro, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (12-6-1839/24-6-1839), Dr. Saturnino de Souza e Oliveira (24-6-1839/27-7-1840), Tenente-General Francisco Jos&amp;eacute; de Souza Soares de Andr&amp;eacute;a, Bar&amp;atilde;o de Ca&amp;ccedil;apava (27-7-1840/30-11-1840), Dr. Francisco &amp;Aacute;lvares Machado (30-11-1840/17-4-1841), Dr. Saturnino de Souza e Oliveira (17-4-1841/9-11-1842), Marechal-de-Campo Graduado Luiz Alves de Lima e Silva, Bar&amp;atilde;o de Caxias (9-11-1842/11-3-1846), Major Reformado e Comendador Patr&amp;iacute;cio Corr&amp;ecirc;a da C&amp;acirc;mara, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (11-3-1846/11-12-1846), Dr. Manoel Ant&amp;ocirc;nio Galv&amp;atilde;o (11-12-1846/2-3-1848), Dr. Jo&amp;atilde;o Capistrano de Miranda e Castro, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (2-3-1848/10-4-1848), Tenente-General Francisco Jos&amp;eacute; de Souza Soares de Andr&amp;eacute;a, Bar&amp;atilde;o de Ca&amp;ccedil;apava (10-4-1848/6-3-1850), Dr. Jos&amp;eacute; Ant&amp;ocirc;nio Pimenta Bueno, Marqu&amp;ecirc;s de S&amp;atilde;o Vicente (6-3-1850/4-11-1850), Chefe-de-Divis&amp;atilde;o Pedro Ferreira de Oliveira (4-11-1850/30-6-1851), Marechal-de-Campo Luiz Alves de Lima e Silva, Conde de Caxias (30-6-1851/4-9-1851), Major Reformado e Comendador Patr&amp;iacute;cio Corr&amp;ecirc;a da C&amp;acirc;mara, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (4-9-1851/15-10-1851), Dr. Luiz Alves Leite de Oliveira Belo, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (15-10-1851/ 2-12-1852), Dr. Jo&amp;atilde;o Lins Vieira Cansas&amp;atilde;o de Sinimbu, Visconde de Sinimbu (2-12-1852/1-7-1855), Dr. Luiz Alves Leite de Oliveira Belo, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (1-7-1855/17-9-1855), Dr. Manoel Vieira Tosta, Bar&amp;atilde;o de Muritiba (17-9-1855/28-4-1856), Brigadeiro Jer&amp;ocirc;nimo Francisco Coelho (28-4-1856/8-3-1857), Major Reformado e Comendador Patr&amp;iacute;cio Corr&amp;ecirc;a da C&amp;acirc;mara, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (8-3-1857/16-10-1857), Dr. &amp;Acirc;ngelo Muniz da Silva Ferraz, Bar&amp;atilde;o da Uruguaiana (16-10-1857/22-4-1859), Major Reformado e Comendador Patr&amp;iacute;cio Corr&amp;ecirc;a da C&amp;acirc;mara, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (22-4-1859/4-5-1859), Dr. Joaquim Ant&amp;atilde;o Fernandes Le&amp;atilde;o (4-5-1859/17-10-1861), Major Reformado e Comendador Patr&amp;iacute;cio Corr&amp;ecirc;a da C&amp;acirc;mara, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (17-10-1861/16-1-1862), Desembargador Francisco de Assis Pereira Rocha (16-1-1862/18-12-1862), Major Reformado e Comendador Patr&amp;iacute;cio Corr&amp;ecirc;a da C&amp;acirc;mara, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (18-12-1862/1-1-1863), Dr. Espiridi&amp;atilde;o El&amp;oacute;i de Barros Pimentel (1-1-1863/29-3-1864), Major Reformado e Comendador Patr&amp;iacute;cio Corr&amp;ecirc;a da C&amp;acirc;mara, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (29-3-1864-2-5-1864), Dr. Jo&amp;atilde;o Marcelino de Souza Gonzaga (2-5-1864/20-7-1865), Brigadeiro reformado Francisco do Rego Barros, Visconde de Boa Vista (20-7-1865/16-4-1866), Dr. Ant&amp;ocirc;nio Augusto Pereira da Cunha, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (16-4-1866/22-1-1867), Dr. Francisco In&amp;aacute;cio Marcondes Homem de Melo, Bar&amp;atilde;o de Homem de Melo (22-1-1867/13-4-1868), Dr. Joaquim Vieira da Cunha, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (13-4-1868/14-7-1868), Marechal-de-Campo Guilherme Xavier de Souza (14-7-1868/1-8-1868), Dr. Israel Rodrigues de Barcelos, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (1-8-1868/16-9-1868), Dr. Ant&amp;ocirc;nio da Costa Pinto e Silva (16-9-1868/20-5-1869), Dr. Israel Rodrigues de Barcelos, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (20-5-1869/14-6-1869), Dr. Jo&amp;atilde;o Sert&amp;oacute;rio (14-6-1869/29-8-1870), Dr. Jo&amp;atilde;o Capistrano de Miranda e Castro, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (29-8-1870/4-11-1870), Dr. Francisco Xavier Pinto Lima, Bar&amp;atilde;o de Pinto Lima (4-11-1870/24-5-1871), Jo&amp;atilde;o Sim&amp;otilde;es Lopes, Visconde da Gra&amp;ccedil;a, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (24-5-1871/12/9/1871), Dr. Jo&amp;atilde;o Dias de Castro, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (12-9-1871/20-10-1871), Dr. Jer&amp;ocirc;nimo Martiniano Figueira de Melo (20-10-1871/11-7-1872), Dr. Jos&amp;eacute; Fernandes da Costa Pereira J&amp;uacute;nior (11-7-1872/1-12-1872), Dr. Jo&amp;atilde;o Pedro Carvalho de Morais (1-12-1872/11-3-1875), Dr. Jos&amp;eacute; Ant&amp;ocirc;nio de Azevedo Castro (11-3-1875/4-4-1876), Desembargador Trist&amp;atilde;o de Alencar Araripe (4-4-1876/5-2-1877), Dr. Jo&amp;atilde;o Dias de Castro, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (5-2-1877/21-5-1877), Desembargador Francisco Farias Lemos (21-5-1877/10-2-1878), Jo&amp;atilde;o Chaves Campelo, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (10-2-1878/12-3-1878), Dr. Am&amp;eacute;rico de Moura Marcondes de Andrade (12-3-1878/26-1-1879), Dr. Felisberto Pereira da Silva (26-1-1879/19-7-1879), Dr. Carlos Thompson Fl&amp;ocirc;res (19-7-1879/15-4-1880), Dr. Ant&amp;ocirc;nio Corr&amp;ecirc;a de Oliveira, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (15-4-1880/19-4-1880), Dr. Henrique Francisco d&#039;&amp;Aacute;vila (19-4-1880/6-3-1881), Dr. Joaquim Pedro Soares, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (6-3-1881/19-5-1881), Dr. Francisco de Carvalho Soares Brand&amp;atilde;o (19-5-1881/14-1-1882), Dr. Joaquim Pedro Soares, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (14-1-1882/27-2-1882), Dr. Jos&amp;eacute; Leandro de God&amp;oacute;i e Vasconcelos (27-2-1882/9-9-1882), Dr. Leopoldo Antunes Maciel, Bar&amp;atilde;o de S&amp;atilde;o Luiz, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (9-9-1882/28-10-1882), Dr. Jos&amp;eacute; Ant&amp;ocirc;nio de Souza Lima, Bar&amp;atilde;o de Souza Lima (28-10-1882/1-6-1883), Menandro Rodrigues Fontes, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (1-6-1883/16-7-1883), Dr. Jos&amp;eacute; J&amp;uacute;lio de Albuquerque Barros, Bar&amp;atilde;o de Sobral (16-7-1883/20-9-1885), Dr. Miguel Rodrigues Barcelos, Bar&amp;atilde;o de Itapitoca&amp;iacute;, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (20-9-1885/28-10-1885), Desembargador Henrique Pereira de Lucena, Bar&amp;atilde;o de Lucena (28-10-1885/8-5-1886), Marechal-de-Campo Manoel Deodoro da Fonseca, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (8-5-1886/9-11-1886), Desembargador Miguel Calmon Du Pin e Almeida (9-11-1886/31-12-1886), Dr. Fausto de Freitas e Castro, vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (31-12-1886/25-1-1887), Desembargador Bento Luiz de Oliveira Lisboa (25-1-1887/25-4-1887), Dr. Rodrigo de Azambuja Vilanova, 2&amp;ordm; vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (25-4-1887/27-10-1887), Dr. Joaquim Jacinto de Mendon&amp;ccedil;a, 3&amp;ordm; vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (27-10-1887/27-1-1888), Dr. Rodrigo de Azambuja Vilanova (27-1-1888/9-8-1888), Joaquim da Silva Tavares, Bar&amp;atilde;o de Santa Tecla, 1&amp;ordm; vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (9-8-1888/8-12-1888), Dr. Joaquim Galdino Pimentel (8-12-1888/25-6-1889), Major Ant&amp;ocirc;nio Ferreira Prestes Guimar&amp;atilde;es, 1&amp;ordm; vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (25-6-1889/8-7-1889), Jo&amp;atilde;o de Freitas Leit&amp;atilde;o, 2&amp;ordm; vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (8-7-1889/24-7-1889), Dr. Gaspar da Silveira Martins (24-7-1889/6-11-1889), Justo de Azambuja Rangel, 1&amp;ordm; vice-presidente, no exerc&amp;iacute;cio da Presid&amp;ecirc;ncia (6-11-1889/15-11-1889).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Governadores do Rio Grande do Sul&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Brasil, com a Proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica, ocorrida na manh&amp;atilde; do dia 15 de novembro de 1889, entrou num per&amp;iacute;odo de profundas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas. Transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas que foram assim resumidas pelo historiador Moacyr Flores, em seu &lt;i&gt;Dicion&amp;aacute;rio&lt;/i&gt;&lt;i&gt; de Hist&amp;oacute;ria do Brasil&lt;/i&gt;: &quot;A constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o liberal de 1891 caracterizou-se pelo &lt;i&gt;federalismo&lt;/i&gt;, possibilitou o coronelismo e a pol&amp;iacute;tica de governadores; pelo &lt;i&gt;regime representativo&lt;/i&gt; que, excluindo a maioria da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o por ser analfabeta e as mulheres do direito de voto, reduziu os eleitores a apenas 6% da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o; pelo presidencialismo, concentrando o poder na m&amp;atilde;o de uma pessoa que podia interferir nos estados. A Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o separou a Igreja do Estado, concedendo liberdade religiosa e garantiu o direito de propriedade. N&amp;atilde;o havia um partido nacional, todos eram de &amp;acirc;mbito regional, girando em torno de l&amp;iacute;deres pol&amp;iacute;ticos&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se antes os presidentes de prov&amp;iacute;ncia eram indicados pelo governo imperial, optando, via de regra, por homens de uma parte do pa&amp;iacute;s para governarem regi&amp;otilde;es opostas, agora, a prefer&amp;ecirc;ncia era por administradores naturais do pr&amp;oacute;prio Estado. Essa altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o significou estabilidade dos governos, muito antes pelo contr&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Governadores Pol&amp;iacute;ticos&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os primeiros governantes do Rio Grande do Sul, durante o per&amp;iacute;odo republicano, receberam o nome de &lt;i&gt;Governadores Pol&amp;iacute;ticos&lt;/i&gt;. Ou foram indicados pelo Governo Provis&amp;oacute;rio ou eram vices-governadores, indicados pelos delegados do poder central.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Rio Grande do Sul teve os seguintes &lt;i&gt;Governadores Pol&amp;iacute;ticos&lt;/i&gt;, que tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o conhecidos, para evitar confus&amp;atilde;o com os &quot;aut&amp;ecirc;nticos&quot; Governadores de Estado, como &lt;i&gt;Presidentes do Estado&lt;/i&gt;: Marechal-do-Ex&amp;eacute;rcito Jos&amp;eacute; Ant&amp;ocirc;nio Corr&amp;ecirc;a da C&amp;acirc;mara, 2&amp;ordm; Visconde de Pelotas, 13/11/1889-11/2/1890; General-de-Divis&amp;atilde;o J&amp;uacute;lio Anacleto Falc&amp;atilde;o da Frota, 11/2/1990-6/5/1890; Dr. Francisco da Silva Tavares, interino, 6/5/1890-13/5/1890; General-de-Divis&amp;atilde;o Carlos Machado de Bitencourt, 13/5/1890-24/5/1890; General-de-Divis&amp;atilde;o C&amp;acirc;ndido Jos&amp;eacute; da Costa, 24/5/1890-16/3/1891; Dr. Fernando Abbott, interino, 16/3/1891-15/7/1891.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Presidentes do Estado&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Consolidadas as mudan&amp;ccedil;as constitucionais promovidas pelos republicanos, os administradores estaduais passaram a chamar-se &lt;i&gt;Presidentes do Estado&lt;/i&gt;. O primeiro a merecer esse t&amp;iacute;tulo foi J&amp;uacute;lio Prates de Castilhos, que ficou no governo entre 15 de maio de 1891 e 12 de novembro daquele ano. Pressionado por uma revolta militar ocorrida nos quart&amp;eacute;is de Bag&amp;eacute;, Rio Grande, Uruguaiana e Pelotas, &quot;abandonou o pal&amp;aacute;cio do governo&quot;, que foi assumido por uma junta governativa, dando in&amp;iacute;cio ao chamado Governicho. Castilhos assumiu plenamente o governo em 17 de junho de 1892. Ato cont&amp;iacute;nuo nomeou Vitorino Ribeiro Carneiro Monteiro seu substituto legal, transmitindo-lhe, no mesmo instante o governo do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Rio Grande do Sul teve os seguintes presidentes do Estado: Dr. J&amp;uacute;lio Prates de Castilhos, 15/5/1891-12/11/1891; Junta Governativa Provis&amp;oacute;ria (Governicho): Dr. Joaquim Francisco de Assis Brasil, Dr. Jo&amp;atilde;o de Barros Cassal, Brigadeiro Reformado Domingos Alves Barreto Leite e General-de-Brigada Manoel Luiz da Rocha Os&amp;oacute;rio, 12/11/1891-17/11/1891; Brigadeiro Domingos Alves Barreto Leite; Dr. Jo&amp;atilde;o de Barros Cassal, 19/11/1891-2/2/1892; Brigadeiro Reformado Domingos Alves Barreto Leite, 2/3/1892-8/6/1892; Marechal Jos&amp;eacute; Ant&amp;ocirc;nio Corr&amp;ecirc;a da C&amp;acirc;mara, 2&amp;ordm; Visconde de Pelotas, 8/6/1892-17/6/1892; General Honor&amp;aacute;rio Jo&amp;atilde;o Nunes da Silva Tavares, Bar&amp;atilde;o de Itaqui, interino em Bag&amp;eacute;, 17/6/1892-4/7/1892; Dr. J&amp;uacute;lio Prates de Castilhos, em  Porto Alegre, 17/6/1892-17/6/1892; Dr. Vitorino Ribeiro Carneiro Monteiro, interino, 1&amp;ordm; Vice-presidente, 17/6/1892-27/9/1892; Dr. Fernando Abbott, interino, secret&amp;aacute;rio de Estado dos Neg&amp;oacute;cios do Interior, 27/9/1892-25/1/1893; Dr. J&amp;uacute;lio de Castilhos, 25/1/1893-25/1/1898; Dr. Ant&amp;ocirc;nio Augusto Borges de Medeiros, 25/1/1898-25/1/1903; Dr. Carlos Barbosa Gon&amp;ccedil;alves, 25/1/1908-25/1/1913; Dr. Ant&amp;ocirc;nio Borges de Medeiros. 25/1913-25/1/1918; Dr. Ant&amp;ocirc;nio Augusto Borges de Medeiros, 25/1/1923-25/1/1928; Dr. Get&amp;uacute;lio Dornelles Vargas, 25/1/1928-9/10/1930; Dr. Osvaldo Aranha, interino, secret&amp;aacute;rio de Estado dos Neg&amp;oacute;cios do Interior, 9/10/1930-27/10/1930; Dr. Sinval Saldanha, interino, secret&amp;aacute;rio de Estado dos Neg&amp;oacute;cios do Interior, 27/10/1930-28/11/1930.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Interventor Federal&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 30, iniciada no Rio Grande do Sul, ao entardecer do dia 3 de outubro daquele ano, o presidente Get&amp;uacute;lio Vargas, optou pela interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o federal nos Estados. O Estado teve um &amp;uacute;nico interventor federal, no per&amp;iacute;odo, que foi o General Honor&amp;aacute;rio do Ex&amp;eacute;rcito Brasileiro Jos&amp;eacute; Ant&amp;ocirc;nio Fl&amp;ocirc;res da Cunha, entre 28/11/1930-14/4/1935.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Governadores&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A partir de 1935 desaparece a figura do presidente do Estado e entra em cena a de &lt;i&gt;governador&lt;/i&gt;. O primeiro governador do Estado do Rio Grande do Sul foi o General Honor&amp;aacute;rio do Ex&amp;eacute;rcito Brasileiro Jos&amp;eacute; Ant&amp;ocirc;nio Fl&amp;ocirc;res da Cunha, eleito pela Assembl&amp;eacute;ia Legislativa, que ficou no cargo de 15 de abril de 1935, at&amp;eacute; 19 de outubro de 1937, quando em franca oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Get&amp;uacute;lio Vargas renunciou ao cargo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Interventores Federais&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os governantes do Rio Grande do Sul, que se sucedem ao governo de Flores da Cunha, na qualidade de delegados do presidente Get&amp;uacute;lio Vargas, receberam o t&amp;iacute;tulo de &lt;i&gt;Interventores Federais&lt;/i&gt;, e foram os seguintes: General-de-Divis&amp;atilde;o Manoel de Cerqueira Daltro Filho, 19/10/1937-19/1/1938;Dr. Joaquim Maur&amp;iacute;cio Cardoso, interino, secret&amp;aacute;rio de Estados dos Neg&amp;oacute;cios do Interior, 19/1/1938-4/3/1938; General Osvaldo Cordeiro de Farias, 3/3/1938-11-9/1943; Coronel Ernesto Dorneles, 11/9/1943-1/11/1945; Desembargador Samuel Figueiredo da Silva, presidente do Tribunal de Justi&amp;ccedil;a do Estado, 1/11/11/1945-7/2/1946; Dr. Pomp&amp;iacute;lio Cilon Fernandes Rosa, 7/2/1946-26/3/1947.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;Governadores do Estado&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com a redemocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pa&amp;iacute;s, ocorrida no dia 29 de outubro de 1945, oportunidade em que o ditador Get&amp;uacute;lio Vargas foi deposto, o Estado preparou-se para entrar em nova fase. Os governantes do Rio Grande do Sul, definitivamente, voltaram a receber o t&amp;iacute;tulo de &lt;i&gt;Governadores do Estado&lt;/i&gt;, at&amp;eacute; os dias de hoje. Ei-los: Dr. Walter S&amp;oacute; Jobim, 26/3/1947, 31/1/1951; General Ernesto Dorneles, 31/1/1951-25/3/1955; Engenheiro Ildo Meneghetti, 25/3/1955-25/3/1959; Engenheiro Leonel de Moura Brizola, 25/3/1959-25/3/1963; Engenheiro Ildo Meneghetti, 25/3/1963-12/9/1967; Coronel Walter Perachi de Barcellos, 12/9/1966-15/3/1971; Engenheiro Euclides Trich&amp;ecirc;s, 15/3/1971-15/3/1975; Dr. Sinval Sebasti&amp;atilde;o Duarte Guazzelli, 15/3/1975-15/3/1979; Dr. Jos&amp;eacute; Augusto Amaral de Souza, 15/3/1979-15/3/1983; Dr. Jair de Oliveira Soares, 15/3/1983-15/5/3/1987; Dr. Pedro Jorge Simon, 15/03/1987-2/4/1990; Dr. Sinval Sebasti&amp;atilde;o Duarte Guazzelli, interino, devido &amp;agrave; desincompatibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Pedro Simon, para concorrer a senador da Rep&amp;uacute;blica, 2/4/1990-15/3/1991; Dr. Alceu de Deus Collares, 15/3/1991-1/1/1995; Jornalista Ant&amp;ocirc;nio Britto Filho, 1/1/1995-1/1/1999; Professor Ol&amp;iacute;vio Dutra, 1/1/1999-1/1/2003; Dr. Germano Rigotto, 1/1/2003-1/1/2007; Economista Yeda Crussius; 1/1/2007-...&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;(*) Paulo Monteiro &amp;eacute; pertence &amp;agrave; Academia Liter&amp;aacute;ria Ga&amp;uacute;cha, &amp;agrave; Academia Passo-Fundense de Letras(da qual foi presidente), a Instituto Hist&amp;oacute;rico de Passo Fundo e diversas entidades culturais do Brasil e do exterior.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-05-07 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>CONHECES O HINO DE PORTO ALEGRE?</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=192</link>
			<description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;i&gt;Hino de Porto Alegre&lt;/i&gt; &amp;eacute; o &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Hino_%28can%C3%A7%C3%A3o%29&quot;&gt;hino&lt;/a&gt; oficial da cidade de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Alegre&quot;&gt;Porto Alegre&lt;/a&gt;.  Foi escrito por &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Breno_Outeiral&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot;&gt;Breno  Outeiral&lt;/a&gt; e oficializado pelo decreto n&amp;uacute;mero 8451 de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/24_de_julho&quot;&gt;24 de julho&lt;/a&gt; de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/1984&quot;&gt;1984&lt;/a&gt;. Letra:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Refr&amp;atilde;o: Porto Alegre Valerosa&lt;br /&gt; Com teu c&amp;eacute;u de puro azul&lt;br /&gt; &amp;Eacute;s a  j&amp;oacute;ia mais preciosa&lt;br /&gt; Do meu Rio Grande do Sul&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tuas mulheres s&amp;atilde;o belas&lt;br /&gt; T&amp;ecirc;m a do&amp;ccedil;ura e a gra&amp;ccedil;a&lt;br /&gt; Das &amp;aacute;guas,  espelho delas,&lt;br /&gt; Do Gua&amp;iacute;ba que te abra&amp;ccedil;a&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Refr&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E quem viu teu sol poente&lt;br /&gt; N&amp;atilde;o esquece tal vis&amp;atilde;o&lt;br /&gt; Quem viveu  com tua gente&lt;br /&gt; Deixa aqui o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Refr&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;OBS: &quot;Valerosa&quot; segundo o dicion&amp;aacute;rio Aur&amp;eacute;lio significa &quot;valorosa&quot;,  corajosa, ativa, en&amp;eacute;rgica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FONTE; WIKIPEDIA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.achetudoeregiao.com.br/RS/porto_alegre/porto_alegre.gif/hino_Porto_Alegre.wav&quot;&gt;CLIQUES  AQUI PARA OUVIR O HINO&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;OBERVA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DO EDITOR: ACHO QUE EST&amp;Aacute; FALTANDO DIVULGA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O, N&amp;Atilde;O TENHO  VISTO EM CERIM&amp;Otilde;NIAS A CITA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O E ENTOA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DO HINO DE PORTO ALEGRE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-05-06 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Dom Luíz Felipe De Nadal</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=191</link>
			<description>&lt;p&gt;Bispo gauchesco - Nascido em 1 de Maio de 1916 em Guapor&amp;eacute; - RS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era poeta tradicionalista, autor de v&amp;aacute;rias poesias e ora&amp;ccedil;&amp;otilde;es com termos  gauchescos, membro do &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Tradicionalista_Ga%C3%BAcho&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Movimento Tradicionalista Ga&amp;uacute;cho&lt;/a&gt; e  da Est&amp;acirc;ncia da Poesia Crioula, que &amp;eacute; a Academia de Letras dos vates e prosadores  nativistas ga&amp;uacute;chos. Tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; de sua autoria a Prece do Ga&amp;uacute;cho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na cidade de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Passo_Fundo&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Passo Fundo&lt;/a&gt;, numa iniciativa do tradicionalista  Catarino Azevedo, em &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/7_de_fevereiro&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;7 de fevereiro&lt;/a&gt; de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/1971&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;1971&lt;/a&gt;, foi fundado o &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/CTG&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;CTG&lt;/a&gt; &quot;Dom Lu&amp;iacute;z Felipe De Nadal&quot;. A justificativa do nome  do Patrono do &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/CTG&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;CTG&lt;/a&gt; estava no fato de ter sido ele  o primeiro prelado a viver ativamente junto aos tradicionalistas.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Desastre a&amp;eacute;reo&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Faleceu com 47 anos de idade, 23 de sacerd&amp;oacute;cio e 8 de episcopado, em &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/1%C2%BA_de_julho&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;1&amp;ordm; de julho&lt;/a&gt; de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/1963&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;1963&lt;/a&gt;, num acidente a&amp;eacute;reo, quando o DC3 da &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/VARIG&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;VARIG&lt;/a&gt;, prefixo PP-VBV, fazendo o v&amp;ocirc;o 280, caiu no 1&amp;ordm;  Distrito de S&amp;atilde;o Jo&amp;atilde;o da Bela Vista, a 7,5 km de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Passo_Fundo&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Passo Fundo&lt;/a&gt;, por volta das 18 horas, vitimando 11  pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seus restos mortais est&amp;atilde;o sepultados na cripta da catedral de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Uruguaiana&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Uruguaiana&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--  &lt;br /&gt;Atenciosamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilton Luiz Araldi-Passo Fundo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-04-29 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title> PELAGENS  DE CAVALOS - TOBIANA</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=190</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/S9gMls084pI/AAAAAAAAAi8/1cfHv8Qi1c0/s1600/Tobiano.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_qeJNcfaIXBU/S9gMls084pI/AAAAAAAAAi8/1cfHv8Qi1c0/s400/Tobiano.jpg&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465131989642044050&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Esta pelagem &amp;eacute; facilmente reconhecida. Consta da combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o  de manchas brancas e coloridas, bem definidas, variando desde o quase branco, ao  quase negro, colorado, zaino e outras, sendo que as zonas escuras, podem ainda  ser rosilhas, azulegas, oveiras, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H&amp;aacute; quem acredite que seja  proveniente de cavalos trazidos para Pernambuco pelos b&amp;aacute;tavos, mas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute;  poss&amp;iacute;vel que proceda de ponies de Shetland, introduzidos no pa&amp;iacute;s, entre os quais  abunda esta pelagem.  &lt;br /&gt;Ao homem campeiro n&amp;atilde;o lhe agrada o tobiano e depreciam-no  a ponto de dizer que para nada presta. Os ga&amp;uacute;chos pratenses tamb&amp;eacute;m o t&amp;ecirc;m em  estima semelhante: &lt;i&gt;A la huelia la huella flete tubiano me gusta aunque lo  Ilame flojo el paisano.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Um fato bem curioso se depara no estudo da  maneira de designar essa pelagem, no centro e norte do Brasil e. no Rio Grande  do Sul. L&amp;aacute;, &amp;eacute; chamada pampa, aqui tobiana. O termo pampa deve ter tido origem no  Rio da Prata, onde ainda &amp;eacute; empregado em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos cavalos e bovinos que t&amp;ecirc;m  toda a cara branca, tal como no nosso Estado. Esta mesma palavra, no nosso pa&amp;iacute;s,  fora das fronteiras riograndenses, se refere &amp;agrave; pelagem que n&amp;oacute;s, os argentinos e  uruguaios, chamamos tobiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcunha esta que teve por motivo o nome de  um eminente paulista de Sorocaba, brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, que  derrotado em S&amp;atilde;o Paulo, em 1842, chegou ao Rio Grande com o prop&amp;oacute;sito de  incorporar-se as tropas farrapas. Entre seus parceiros, a maioria trazia por  montaria o cavalo manchado com duas cores. Por serem fletes dos soldados de  Tobias, a gauchada apelidou o p&amp;ecirc;lo desta cavalhada de Tobianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE:&lt;a href=&quot;fr:feed/62&quot;&gt;Blog do L&amp;eacute;o Ribeiro&lt;/a&gt; &lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1449828733549128101-481737372292161315?l=blogdoleoribeiro.blogspot.com&quot; width=&quot;1&quot; height=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-04-28 00:00:00</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title> O JOGO DE TRUCO</title>
			<link>http://www.chasquepampeano.com.br/materia.php?id=189</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_SOzd_29_Hp8/S4v9W3xwOqI/AAAAAAAAA94/IXwkUYIUM_U/s1600-h/truco.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_SOzd_29_Hp8/S4v9W3xwOqI/AAAAAAAAA94/IXwkUYIUM_U/s400/truco.jpg&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5443723143978957474&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Truco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Truco&lt;/b&gt; &amp;eacute; um popular &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogo_de_cartas&quot;&gt;jogo de cartas&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_do_Sul&quot;&gt;Am&amp;eacute;rica do Sul&lt;/a&gt;. Em  algumas regi&amp;otilde;es, possui regras e varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes, mas nunca mudando o  princ&amp;iacute;pio - uma disputa de tr&amp;ecirc;s rodadas para ver quem tem as cartas mais  &quot;fortes&quot; (de valor simb&amp;oacute;lico mais alto), baseado no blefe e sem envolvimento de  apostas em dinheiro. Para os jogos do Sul do Brasil, utiliza-se o &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Baralho_Espanhol&quot;&gt;baralho Espanhol&lt;/a&gt; (Truco  Cego ou Gaud&amp;eacute;rio), para os jogos do Centro do Brasil, utiliza-se o &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Baralho&quot;&gt;baralho&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Coringa_%28baralho%29&quot;&gt;Curingas&lt;/a&gt;). Pode  ser jogado entre duas, quatro, ou seis pessoas (no truco cego pode-se jogar de  3- O Carancho), no qual s&amp;atilde;o divididos em duas equipes  diferentes.&lt;br /&gt;Franc&amp;ecirc;s (Truco  Paulista, Paranaense, Mineiro ou Goiano), com o n&amp;uacute;mero limitado de cartas (de 40  cartas, eliminando os 8s, 9s, 10s e&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Truco Cego (Truco Ga&amp;uacute;cho ou Truco Gaud&amp;eacute;rio)&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Modalidade jogada  no sul do Brasil e na Argentina, derivada do truco espanhol que foi introduzida  na Argentina por causa da coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e no Brasil pelo estado do Rio Grande do  Sul desde a &amp;eacute;poca da &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Paraguai&quot;&gt;Guerra do Paraguai&lt;/a&gt;,  quando brasileiros do sul e argentinos reun&amp;iacute;am-se nas horas de descanso para  jogar. Apesar de manter a mesma din&amp;acirc;mica de jogo das variantes &lt;i&gt;paulista&lt;/i&gt; e  &lt;i&gt;mineiro&lt;/i&gt;, difere basicamente porque estes s&amp;atilde;o oriundos do &lt;i&gt;trucco&lt;/i&gt; italiano, e por isso mesmo possuem caracter&amp;iacute;sticas distintas, entre elas as mais  importantes s&amp;atilde;o: o baralho utilizado (deve-se utilizar o &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Baralho_espanhol&quot;&gt;baralho espanhol&lt;/a&gt;) e o  fato de ter uma esp&amp;eacute;cie de &quot;preliminar&quot; ao jogo, que s&amp;atilde;o os &quot;envites&quot; ou &quot;jogo  dos pontos&quot;. O truco cego pode ser jogado com duas pessoas (&lt;i&gt;de mano&lt;/i&gt;),  tr&amp;ecirc;s pessoas (&lt;i&gt;carancho&lt;/i&gt;), em duplas ou trios (&lt;i&gt;Testa&lt;/i&gt;). Na Argentina  o truco de tr&amp;ecirc;s jogadores &amp;eacute; chamado de &lt;i&gt;Truco Gallo&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jogo&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O objetivo do jogo  &amp;eacute; chegar a 18 &lt;i&gt;tentos&lt;/i&gt;, divididos em 2 voltas de 9, quando de &lt;i&gt;mano&lt;/i&gt;;  ou a 24 pontos, divididos em 2 voltas de 12, quando em duplas ou em trios. Na  Argentina joga-se at&amp;eacute; 30 tentos: 15 &lt;i&gt;malos&lt;/i&gt; (maus) e 15 &lt;i&gt;buenos&lt;/i&gt; (bons).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas deve-se  lembrar que em regi&amp;otilde;es diferentes tamb&amp;eacute;m &amp;aacute; regras de Truco diferentes, pois na  &quot;maioria&quot; das regi&amp;otilde;es do estado de S&amp;atilde;o Paulo por exemplo, s&amp;atilde;o jogados com 12  tentos, sem divis&amp;otilde;es e sem voltas de &quot;6&quot;. Ou seja, isso varia de cada regi&amp;atilde;o com  seus costumes e adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das  cartas&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;S&amp;atilde;o retirados  todos os 8(oito), todos os 9(nove), e todos os Reis(treze) e Coringas do  baralho. O carteador deve embaralhar o ma&amp;ccedil;o &amp;agrave; vista de todos e entreg&amp;aacute;-lo ao  jogador posicionado &amp;agrave; sua esquerda, o qual dever&amp;aacute; efetuar o corte (no m&amp;aacute;ximo  dois cortes) e entreg&amp;aacute;-lo novamente ao carteador (se cortar apenas uma vez n&amp;atilde;o &amp;eacute;  obrigat&amp;oacute;rio &quot;montar o baralho&quot;). Se o carteador se confundir e entregar o  baralho para o corte ao jogador &amp;agrave; sua direita, este poder&amp;aacute; dar um tapa na m&amp;atilde;o no  carteador, que por sua vez ter&amp;aacute; que recolher todas as cartas novamente. Em  seguida, o carteador distribuir&amp;aacute;, uma por uma, &lt;b&gt;tr&amp;ecirc;s cartas&lt;/b&gt; para cada  jogador. Feito isso, colocar&amp;aacute; o ma&amp;ccedil;o do seu lado direito, indicando que os  descartes s&amp;atilde;o feitos em sentido hor&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Din&amp;acirc;mica do jogo&lt;/h3&gt;
&lt;h4&gt;A &quot;m&amp;atilde;o&quot;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Cada m&amp;atilde;o equivale  a um conjunto de tr&amp;ecirc;s &lt;i&gt;vazas&lt;/i&gt;, onde os jogadores dever&amp;atilde;o colocar na mesa  suas cartas, uma por uma. Ganhar&amp;aacute; a vaza o jogador (ou dupla, ou trio) que  mostrar a carta de maior valor. Dessa mesma forma, ganhar&amp;aacute; a &quot;m&amp;atilde;o&quot; quem vencer  duas das tr&amp;ecirc;s vazas. Poder&amp;aacute; acontecer de uma vaza terminar &quot;empardada&quot;  (empatada). Para essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, vale a seguinte regra: jogo empardado na  primeira vaza, vence a &quot;m&amp;atilde;o&quot; quem levar a segunda; jogo empardado na segunda  vaza, vence a &quot;m&amp;atilde;o&quot; quem tiver ganho a primeira; jogo empardado na terceira  vaza, vence a &quot;m&amp;atilde;o&quot; quem ganhou a primeira; jogo empardado na primeira e na  segunda, vence a &quot;m&amp;atilde;o&quot; quem levar a terceira; jogo empardado nas tr&amp;ecirc;s vazas,  vence quem come&amp;ccedil;ou jogando. Por isso, &amp;eacute; importante &quot;fazer a primeira&quot;, ou seja,  vencer a primeira vaza, a n&amp;atilde;o ser pela estrat&amp;eacute;gia do jogador do  truco.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Os Envites ou Envidos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m conhecido  como &quot;jogo dos pontos&quot;, &amp;eacute; uma caracter&amp;iacute;stica pr&amp;oacute;pria desta modalidade de truco,  e segundo muitos, &amp;eacute; o que o torna mais interessante do que as outras variantes  como o &lt;i&gt;paulista&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;mineiro&lt;/i&gt;. &amp;Eacute; uma preliminar aos descartes, onde  os jogadores podem ou n&amp;atilde;o ganhar tentos extras pela compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &lt;b&gt;pontos&lt;/b&gt; que cada um tem em m&amp;atilde;o. Para isso, &amp;eacute; preciso entender primeiramente o &lt;i&gt;valor  das cartas para os envites&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Valor das cartas para os  envites&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Nos &quot;envites&quot;, as  cartas valem simplesmente pelo n&amp;uacute;mero indicado, isto &amp;eacute;: o &amp;aacute;s vale um ponto, o 2  vale dois pontos, o 3 vale tr&amp;ecirc;s e assim por diante, at&amp;eacute; o 7. As cartas &quot;negras&quot;  (figuras), que s&amp;atilde;o o 10(sota), o 11(cavalo) e o 12(rei) valem zero pontos.  Por&amp;eacute;m, a combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de duas cartas do mesmo naipe d&amp;aacute; direito a uma bonifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o  de vinte pontos que dever&amp;atilde;o ser somados ao valor dessas duas cartas. Ex: as tr&amp;ecirc;s  cartas na m&amp;atilde;o do jogador s&amp;atilde;o: &amp;aacute;s de copas, 7 de copas e 6 de bastos. Esse  jogador tem duas cartas do mesmo naipe (20 pontos) mais 1(&amp;aacute;s), mais 7(sete),  portanto possui 28 pontos. A pontua&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais alta &amp;eacute; 33 (6 e 7 do mesmo naipe) e a  mais baixa com cartas do mesmo naipe &amp;eacute; 20 (duas figuras). Se todas forem de  naipes diferentes, vale como pontua&amp;ccedil;&amp;atilde;o o valor da mais alta. Ex: o jogador  possui &amp;aacute;s de bastos, tr&amp;ecirc;s de espadas e quatro de ouros, portanto possui 4  pontos. &amp;Eacute; importante n&amp;atilde;o confundir &quot;pontos&quot; com &quot;tentos&quot;, pois os pontos valem  para compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os jogadores, tendo direito a um determinado n&amp;uacute;mero de  tentos apostados aquele que tiver a maior pontua&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas cartas.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Propostas e contra-propostas (Envido, Real Envido e Falta  Envido)&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Sabendo dos pontos  que tem em m&amp;atilde;os, poder&amp;atilde;o ser feitas (sempre antes dos descartes) as propostas  (&lt;i&gt;envites&lt;/i&gt;) para a&amp;iacute; sim, ganhar tentos. Um jogador pode pedir &lt;b&gt;envido&lt;/b&gt; quando julgar que seus pontos s&amp;atilde;o superiores ao do advers&amp;aacute;rio, que dever&amp;aacute;  aceitar ou n&amp;atilde;o dizendo QUERO ou N&amp;Atilde;O QUERO, simplesmente. Se o oponente aceitar,  deve &quot;cantar&quot; quantos pontos tem, ganhando dois tentos quem tiver mais pontos.  Se n&amp;atilde;o aceitar, quem pediu &lt;i&gt;envido&lt;/i&gt; levar&amp;aacute; um tento, sem precisar dizer  seus pontos. O &lt;b&gt;Real Envido&lt;/b&gt; se aplica do mesmo modo, s&amp;oacute; que o valor n&amp;atilde;o &amp;eacute;  de 2 tentos e sim de 3 tentos quando aceito, e de 1 tento quando rejeitado. A  &lt;b&gt;Falta Envido&lt;/b&gt; &amp;eacute; a proposta mais &quot;valente&quot; das tr&amp;ecirc;s, e vale a &quot;falta&quot;, que  &amp;eacute; a quantia de tentos necess&amp;aacute;ria para o jogador (ou dupla, ou trio) que est&amp;aacute;  vencendo completar seus 18, 24 ou 30 dependendo de quantos tentos vale essa  partida, caso aceito. Se rejeitado, vale 1 tento. As contra-propostas servem  para aumentar o valor da proposta feita. Assim, o jogador oponente de quem pediu  o &lt;i&gt;envido&lt;/i&gt; poder&amp;aacute; botar outro &lt;i&gt;envido&lt;/i&gt; em cima (a&amp;iacute; passa a valer 4  tentos, 2 de cada envido pedido se aceito e 2 se rejeitado), podendo o outro  aumentar mais ainda pedindo &lt;b&gt;real envido&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;falta envido&lt;/b&gt;, sempre  acumulando os pontos at&amp;eacute; que algu&amp;eacute;m diga QUERO ou N&amp;Atilde;O QUERO e encerrem-se as  propostas. Resumindo, os tentos das combina&amp;ccedil;&amp;otilde;es de envido s&amp;atilde;o os  seguintes:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Envido : n&amp;atilde;o  quero=1, quero=2&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Real Envido : n&amp;atilde;o  quero=1, quero=3&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Falta Envido : n&amp;atilde;o  quero=1, quero=a &quot;falta&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Envido / Envido :  n&amp;atilde;o quero=2, quero=4&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Envido / Real  Envido : n&amp;atilde;o quero=2, quero=5&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Envido / Falta  Envido : n&amp;atilde;o quero=2, quero=a &quot;falta&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Envido / Envido /  Real Envido : n&amp;atilde;o quero=4, quero=7&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Envido / Real  Envido / Falta Envido : n&amp;atilde;o quero=5, quero=a &quot;falta&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Envido / Envido /  Real Envido / Falta Envido : n&amp;atilde;o quero=7, quero=a &quot;falta&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Detalhe: se o  valor das cartas dos jogadores forem iguais, ganhar&amp;aacute; o jogador que estiver  posicionado mais pr&amp;oacute;ximo ao ma&amp;ccedil;o na ordem de descarte (a isso chama-se &quot;ganhar  de m&amp;atilde;o&quot;). Quando um jogador &quot;cantar&quot; seu ponto, o outro dever&amp;aacute; dizer apenas &quot;s&amp;atilde;o  bons&quot; se os seus pontos forem menores ou se ele perder de m&amp;atilde;o, ou ent&amp;atilde;o &quot;cantar&quot;  tamb&amp;eacute;m se seu ponto for maior. &amp;Eacute; importante no final da rodada mostrar a todos  as cartas que venceram os pontos ou ent&amp;atilde;o o jogador dever&amp;aacute; &quot;pagar&quot; os pontos que  ganhou ao advers&amp;aacute;rio. Se ningu&amp;eacute;m chamar &lt;i&gt;envido&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;real envido&lt;/i&gt; ou  &lt;i&gt;falta envido&lt;/i&gt; antes de finalizada a primeira vaza, prossegue o jogo  normalmente, ou seja, essa fase n&amp;atilde;o &amp;eacute; obrigat&amp;oacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;A Flor&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O jogador dever&amp;aacute;  &quot;cantar&quot; &lt;b&gt;Flor&lt;/b&gt; quando suas tr&amp;ecirc;s cartas forem do mesmo naipe. Uma flor vale  3 tentos e anula qualquer pedido de &lt;i&gt;envido&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;real envido&lt;/i&gt; ou  &lt;i&gt;falta envido&lt;/i&gt; feito anteriormente ou que algu&amp;eacute;m queira fazer. A flor deve  ser cantada antes do primeiro descarte do jogador que a possui, e n&amp;atilde;o poder&amp;aacute; ser  blefada (ou seja, o jogador que canta &lt;i&gt;flor&lt;/i&gt; deve t&amp;ecirc;-la obrigatoriamente,  devendo mostr&amp;aacute;-la ao final da m&amp;atilde;o, sob pena de pagar os 3 tentos ao advers&amp;aacute;rio  se n&amp;atilde;o o fizer). No caso de um jogador cantar &lt;i&gt;flor&lt;/i&gt; e o oponente tamb&amp;eacute;m  ter &lt;i&gt;flor&lt;/i&gt;, este tamb&amp;eacute;m poder&amp;aacute; cant&amp;aacute;-la. Neste caso, se disputam os pontos  da mesma maneira que nos &lt;i&gt;envites&lt;/i&gt;, recebendo 6 tentos o possuidor da maior  &lt;i&gt;flor&lt;/i&gt;, exceto quando achar que a sua pontua&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; muito baixa, quando  dever&amp;aacute; &quot;achicar-se&quot; dizendo &lt;i&gt;com flor me achico&lt;/i&gt;, dando ao advers&amp;aacute;rio 4  tentos e n&amp;atilde;o 6. Tamb&amp;eacute;m existem contra-propostas como a &lt;i&gt;&lt;b&gt;contra-flor&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; que vale 6 pontos como a combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o flor e flor, a diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; que neste caso os  pontos dever&amp;atilde;o ser &quot;cantados&quot; de imediato, e naquele, somente ao final da &quot;m&amp;atilde;o&quot;;  a contra-proposta mais agressiva entre flores &amp;eacute; o &lt;i&gt;&lt;b&gt;contra-flor o  resto&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, que vale 6 pontos mais a &quot;falta&quot; (tentos que faltam para quem  est&amp;aacute; vencendo a partida chegar ao total de tentos). Neste caso, se o jogador que  ganhou tiver cantado seus pontos errados, os advers&amp;aacute;rios ganham os pontos e o  jogo.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Tentos da Flor&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Flor = 3  tentos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Flor / Com Flor me  Achico = 4 tentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Flor / Flor = 6  tentos ao final da &quot;m&amp;atilde;o&quot; (n&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio cantar os pontos antes)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Flor / Contra-flor  = 6 tentos (os pontos devem ser cantados antes da &quot;m&amp;atilde;o&quot;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Flor / Contra-flor  e o Resto = 6 tentos mais a &quot;falta&quot;. Se o advers&amp;aacute;rio &quot;fugir&quot;, 6  tentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para valores de  &lt;i&gt;flor&lt;/i&gt; iguais em pontos, valem as mesmas conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos &lt;i&gt;envites&lt;/i&gt; para  o desempate. A cada &lt;i&gt;flor&lt;/i&gt; adicional (no caso de quatro jogadores, por  exemplo e tr&amp;ecirc;s sairem com &lt;i&gt;flor&lt;/i&gt;), acrescenta-se 3 tentos &amp;agrave; disputa para  cada flor.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;O jogo&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Encerrada a fase  dos &lt;i&gt;envites&lt;/i&gt; (se os jogadores o disputarem), passam-se aos descartes e as  vazas, como nas outras modalidades de truco, obedecendo a uma hierarquia de  valor das cartas.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Valor das cartas para o  jogo&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Nesse sentido,  assemelha-se ao &lt;i&gt;truco mineiro&lt;/i&gt;, por ter quatro manilhas fixas. A ordem &amp;eacute; a  seguinte (das mais altas para as mais baixas):&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;MANILHAS&lt;/b&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Aacute;s de Espadas (ou  &quot;espad&amp;atilde;o&quot;, &quot;fac&amp;atilde;o&quot;, &quot;manilha&quot;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Aacute;s de Bastos (ou  &quot;basto&quot;, &quot;basti&amp;atilde;o&quot;, &quot;porrete&quot;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7 de Espadas (ou  &quot;sete brabo&quot;, &quot;manilha de espada&quot;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7 de Ouros (ou  &quot;sete belo&quot;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;CARTAS  COMUNS&lt;/b&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos os  3&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos os  2&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os g&amp;uuml;eimes (&amp;aacute;s de  copas e &amp;aacute;s de ouros)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos os Reis  (12)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos os Cavalos  (11)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todas os Sotas  (10)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;os outros 7 (sete  de copas e sete de bastos)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;todos os  6&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;todos os  5&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;todos os 4 (o 4 de  espadas, preto como o quatro de paus(zap), &amp;eacute; chamado de zap baiano, no entanto  n&amp;atilde;o tem valor superior ao demais quatros do baralho.)&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Express&amp;otilde;es do Truco  cego&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O vocabul&amp;aacute;rio  usado durante os jogos &amp;eacute; vasto e reflete o car&amp;aacute;ter popular do truco. Embora  existam in&amp;uacute;meras express&amp;otilde;es e inclusive versos (principalmente para cantar  &quot;flor&quot;), destacam-se algumas, de maior uso:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Ab&amp;oacute;bora - apelido do naipe de copas, tamb&amp;eacute;m  usado para o &amp;aacute;s de copas;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Achicar - achicar-se significa correr, cair  fora, encolher-se, mixar-se, fugir do jogo;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Calavera - jogador esperto, que sabe blefar,  ou que rouba sem ser percebido pelos outros;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Capote - vencer o advers&amp;aacute;rio ficando este com  menos da metade dos pontos do vencedor. Nos jogos de dupla ou trio, existe a  tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quando o advers&amp;aacute;rio leva &quot;capote&quot;, deve passar por debaixo da mesa &amp;agrave;  vista de todos;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Chamar - &quot;chamar o jogo&quot; significa pedir  truco; &quot;chamar os pontos&quot; &amp;eacute; pedir envido;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Chamb&amp;atilde;o - &amp;eacute; o jogador que n&amp;atilde;o sabe jogar  direito, que faz trapalhadas, ou que &quot;foge&quot; freq&amp;uuml;entemente durante o  jogo;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Chambear - agir como um  chamb&amp;atilde;o;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Cheirosa - &amp;eacute; a express&amp;atilde;o usada para referir-se  &amp;agrave; &lt;i&gt;flor&lt;/i&gt; sem falar a palavra (j&amp;aacute; que falando, o jogador estaria dizendo que  tem &lt;i&gt;flor&lt;/i&gt;);&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Ir ao baralho - desistir da m&amp;atilde;o,  achicar-se;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Ligar - significa ter pontos de envido, ou  seja, combinar duas cartas de mesmo naipe;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Parda - &amp;eacute; a carta que terminou uma vaza  (rodada) empatada com outra (por isso mesmo se usa a express&amp;atilde;o  &quot;empardar&quot;);&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Perna, perninha - pelo menos uma carta boa o  suficiente para ganhar uma vaza;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Pesquisador (Morredor) - Carta jogada com  inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de verificar se o advers&amp;aacute;rio tem uma boa m&amp;atilde;o, geralmente um  2;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Peter Pan - apelido dado ao 10 de espadas  (sota de espadas);&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;S&amp;atilde;o Jorge - apelido dado ao 11 de espadas  (cavalo de espadas);&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Bairinho, bairon e bair&amp;atilde;o - apelido dado ao  10,11 e 12, respectivamente, de qualquer naipe.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, s&amp;atilde;o  comuns frases como: &quot;Pro rei n&amp;atilde;o se mente, minha gente&quot;, &quot;Quem n&amp;atilde;o pode n&amp;atilde;o  pergunta, carrapato n&amp;atilde;o tem junta&quot;, &quot;A primeira em casa, o resto se faz na  estrada&quot;, &quot;Na testa nunca se empresta&quot;, &quot;Vai pro p&amp;eacute;, que tem chul&amp;eacute;&quot;, &quot;Casal na  m&amp;atilde;o de tonto vale um ponto&quot;, &quot;Se cortar, pode chamar&quot;, &quot;N&amp;atilde;o corta e nem fura, &amp;eacute;  perninha de saracura&quot;, todas elas usadas em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es bem  espec&amp;iacute;ficas.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Truco Uruguaio (ou  Truco de Amostra)&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Modalidade jogada  no Uruguai e na fronteira Brasil/Uruguai, tem algumas diferen&amp;ccedil;as com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao  Truco Cego (ou Argentino, ou Ga&amp;uacute;cho), das quais a principal &amp;eacute; a presen&amp;ccedil;a da  &quot;Amostra&quot;, e as outras decorrem desta particularidade.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Din&amp;acirc;mica do Jogo&lt;/h3&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da partida: Uma partida &amp;eacute; jogada at&amp;eacute;  40 tentos; nas partidas entre trios, dividem-se os tentos em 20 &quot;malos&quot; e 20  &quot;buenos&quot; e quando um trio completa os seus vinte &quot;malos&quot;, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; mais jogadas em  &quot;testa&quot;, permanecendo apenas as rodadas em volta.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Propostas e contra-propostas: seguem a mesma  din&amp;acirc;mica do truco cego, tanto nos &quot;envites&quot; (Envido/Real Envido/Falta Envido)  quanto nas combina&amp;ccedil;&amp;otilde;es de flor (Flor/Contra-flor/Contra-flor o Resto) e tamb&amp;eacute;m  para o jogo em si (Truco/Retruco/Vale Quatro). Os tentos apostados em cada  situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas s&amp;atilde;o exatamente os mesmos do Truco cego.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das cartas: s&amp;atilde;o dadas 3 cartas a  cada jogador, e ap&amp;oacute;s distribu&amp;iacute;das todas as cartas, a seguinte &amp;eacute; virada &quot;para  cima&quot;, &amp;agrave; vista de todos, ficando o ma&amp;ccedil;o por sobre a mesma. Esta carta determina  qual ser&amp;aacute; o naipe da Amostra. A cada rodada que se joga, tem-se uma amostra  diferente.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;h3&gt;Valor das cartas para o  jogo&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Indicado o naipe  de Amostra, as cartas dividem-se em tr&amp;ecirc;s grupos, por hierarquia:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;PE&amp;Ccedil;AS ou PATAS&lt;/b&gt;: s&amp;atilde;o as cinco cartas  mais fortes do jogo, pela ordem:&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;2 do naipe de  Amostra;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4 do naipe de  Amostra;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5 do naipe de  Amostra;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;11 (cavalo) do  naipe de Amostra, chamado &quot;Perico&quot;; e&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10 (sota) do naipe  de Amostra, ou &quot;Perica&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caso alguma destas  cartas seja a carta da amostra (a que fica sob o ma&amp;ccedil;o), o 12 (Rei) assume o seu  lugar. Ex: a carta da amostra &amp;eacute; o 5 de copas; ent&amp;atilde;o, a mais forte &amp;eacute; o 2 de  copas, depois vir&amp;aacute; o 4 de copas, o rei de copas, etc.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;BRAVAS ou FORTES:&lt;/b&gt; s&amp;atilde;o as quatro cartas  de maior valor para o jogo depois das &quot;pe&amp;ccedil;as&quot;, pela ordem:&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;Aacute;s de espadas ou  &quot;espad&amp;atilde;o&quot;;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Aacute;s de bastos ou  &quot;basto, basti&amp;atilde;o, pauz&amp;atilde;o&quot;;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sete de espadas ou  &quot;sete brabo&quot;;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sete de ouros ou  &quot;sete belo&quot;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;CARTAS COMUNS:&lt;/b&gt; por ordem, todos os 3,  todos os 2 (exceto o da amostra), ases de ouros e copas*, todos as figuras ou  &quot;negras&quot; (exceto quando forem da amostra) - por ordem, 12, 11 e 10, e todas as  &quot;brancas&quot; (exceto quando forem da amostra) - por ordem, 7 de copa e basto, todos  os 6, todos os 5 (exceto o da amostra) e por fim todos os 4  (idem).&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;(*)Em alguns  lugares, sem motivo conhecido, tamb&amp;eacute;m retiram-se estas duas cartas do baralho,  ficando o ma&amp;ccedil;o para o Truco de Amostra composto de apenas 38 cartas.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Valor das cartas para os &quot;envites&quot; (jogo dos  pontos)&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m h&amp;aacute;  diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o quanto ao truco cego. As amostras valem - sozinhas, pela ordem: 2  da Amostra = 30 pontos; 4 da Amostra = 29 pontos; 5 da Amostra = 28 pontos; 11 e  10 da Amostra = 27 pontos cada;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As demais cartas  valem pelo n&amp;uacute;mero impresso, exceto as &quot;negras&quot; (figuras), que valem zero, como  no truco cego. Assim, os pontos de envido mais altos s&amp;atilde;o aqueles combinados  entre uma amostra e mais uma carta &quot;branca&quot; comum, que s&amp;atilde;o os  seguintes:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;2 da amostra (30) + 7 de qualquer naipe (7) =  37 pontos;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;2 da amostra (30) + 6 de qualquer naipe (6) =  36 pontos;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;4 da amostra (29) + 7 de qualquer naipe (7) =  36 pontos;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;4 da amostra (29) + 6 de qualquer naipe (6) =  35 pontos;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;2 da amostra (30) + 5 de outro naipe (5) = 35  pontos;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;5 da amostra (28) + 7 de qualquer naipe (7) =  35 pontos, e assim por diante.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Se no truco cego  costuma-se dizer que o ponto mais perigoso &amp;eacute; o 29 (com o qual geralmente se  aceita ou at&amp;eacute; se aumenta uma proposta e n&amp;atilde;o raras vezes se perde), no truco de  amostra, esse ponto &amp;eacute; o 33 (chamado &quot;ponto morredor&quot;).&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;A Flor&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;No truco de  amostra, h&amp;aacute; quatro situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que o jogador possui Flor:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. Com tr&amp;ecirc;s cartas  da Amostra;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. Com tr&amp;ecirc;s cartas  do mesmo naipe (sem ser do naipe de amostra);&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. Com duas cartas  da amostra e uma outra de qualquer outro naipe;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. Com uma carta  da amostra e outras duas de mesmo naipe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; importante  diferenciar &quot;carta da amostra&quot; de &quot;carta do naipe de amostra&quot;: por exemplo,  supondo que o naipe de amostra seja espadas, uma m&amp;atilde;o que tenha 2 de espadas, 7  de espadas e 5 de bastos por exemplo, n&amp;atilde;o &amp;eacute; flor pois o 7 apesar de ser uma  carta do naipe de amostra n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma carta da amostra. Nesse caso, o jogador tem  37 pontos de envido. Se essa carta fosse um 5 de espadas, a&amp;iacute; sim teria flor  (duas cartas da amostra mais uma outra de qualquer naipe).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A contagem de  pontos &amp;eacute; feita da seguinte maneira:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;No primeiro caso: soma-se o valor da carta  mais alta com o que exceder de 20 pontos das outras duas.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Exemplo: flor com  5, 11 e 10 da Amostra: valor da mais alta (5 da amostra = 28) + o que exceder de  20 pontos das outras duas (11 da amostra = 27 - 20 = 7) + (10 da amostra = 27 -  20 = 7) = 28 + 7 + 7 = 43 pontos. A flor mais alta &amp;eacute; composta de 2, 4 e 5 da  amostra, que vale 47 pontos: [30 + (29 - 20) + (28 - 20)] = 30 + 9 + 8 =  47.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;No segundo caso: soma-se o valor escrito de  cada carta com 20 (como no truco cego);&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;No terceiro caso: soma-se o valor da carta  mais alta com o que exceder de 20 pontos da segunda, mais o valor escrito da  terceira. Ex: 2 e 5 da amostra mais um 3 de qualquer outro  naipe&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;[30 + ( 28 - 20 )  + 3] = 30 + 8 + 3 = 41 pontos.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;No quarto caso: soma-se o valor da carta de  amostra com o valor escrito das outras duas. Ex.: 4 da amostra mais um rei(12) e  um &amp;aacute;s(1) do mesmo naipe: 29 + 0 + 1 = 30 pontos.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.sotruco.com/&quot;&gt;- Truco Online&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;FONTE: BLOG CTG SENTINELAS DO PAGO&lt;br /&gt; &lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7440102283742544477-4707438996177623921?l=sentinelasdopago.blogspot.com&quot; width=&quot;1&quot; height=&quot;1&quot; /&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>2010-03-02 00:00:00</pubDate>
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