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Chasque Pampeano:O Rio Grande das charqueadas...

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08/03/2008

O Rio Grande das charqueadas
 
 Guerreiro e pecuarista. Assim podem ser definidos o homem e o território do Rio Grande do Sul na época da chegada da corte portuguesa. Em 1808 o território mais ao sul do Brasil era uma capitania com economia baseada na charqueada e onde todo senhor de terras era também um senhor de armas, disposto a defender suas propriedades contra os invasores castelhanos. O desembarque dos nobres pouco ou nada influiria na pacata vida das estâncias.

A abertura dos portos para o comércio com outros países, primeiro efeito significativo da vinda da família real, por exemplo, só seria sentida no Rio Grande do Sul décadas depois, com a vinda dos primeiros imigrantes europeus. Até então, a economia do futuro Estado era interna, baseada na venda de charque destinado à alimentação de escravos para outras províncias. O porto de Rio Grande era usado apenas para transações com outras colônias portuguesas na África e Ásia, e demais capitanias do Brasil, exportando derivados de gado e importando aguardente, açúcar, tabaco, algodão, arroz e doces em geral, além de óleo, azeitonas, vidro, cordas, armas munições, ferramentas e tecido.

Embora Porto Alegre fosse um modesto burgo, já era considerada capital e um importante e estratégico centro comercial, por onde passavam tropas e comerciantes a caminho do norte, litoral ou interior. Um ano depois seria elevada a Vila de Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre, chegando a categoria de cidade apenas em 1822. Antes disso, o então governador Paulo José da Gama criaria a alfândega e doaria o terreno para a construção do quer viria a ser o Parque Farroupilha. Além de Porto Alegre, outras duas paragens se destacavam. Rio Grande, com o único porto de mar - e primeira capital do sul do país - e Pelotas, centro charqueador por excelência.

No ano do desembarque da corte portuguesa, o Porto do Rio Grande era constituído por cerca de 500 casas e 2 mil habitantes. Porto Alegre possuía perto de 6 mil, e numa estimativa, a província toda não passava de 90 mil colonos, espalhados pelo território ou concentrados em unidades nas fronteiras dentro de lógicas militares. A etnia predominante era a luso-brasileira mesclada com índio - que encontravam-se novamente espalhados pelo território após a expulsão dos jesuítas. Embora a religião continuasse a ser a católica, inclusive com o início das construções de igrejas matrizes nas vilas mais importantes.

 
GUSTAVO BRIGATTI

ZH

 


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