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Chasque Pampeano:Mano Lima: um artista campeiro, ginete, gaiteiro e cantor!...

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28/03/2008

Mano Lima: um artista campeiro, ginete, gaiteiro e cantor!
 

Da lida de campo para os palcos, sem perder o contato com a terra e a autenticidade do gaúcho campeiro. Essa é a trajetória de Mano Lima, em seus mais de 20 anos de carreira artística.

É um dos artistas mais admirados do Rio Grande do Sul. Suas músicas inovaram o cancioneiro sul-rio-grandense, com criatividade e originalidade. Aos 51 anos, Mano Lima é um gaúcho sacudido: já foi tropeiro, capataz de estância e domador; é cantor, gaiteiro, compositor, pecuarista e criador de cavalos crioulos. Com as palavras também é bastante destorcido: em suas canções, retrata como poucos a figura do gaúcho e sua relação com o campo.

Apesar da pouca escolaridade, faz sucesso num dos gêneros mais difíceis, que é o humor. Conta causos com elegância, sem constranger ninguém, fugindo do lugar-comum. É bem sucedido em vários temas, como o amor, a religião e a crítica política. Destaca que seu tema preferido é o campo. Gosta de fazer comparações, principalmente entre o homem e o cavalo.

Seus fãs dizem que ele é um "filósofo dos pampas". Ensina que no amor, assim como no aparte do gado, tem a hora certa: se não for no momento exato, nunca mais. Observa também que o homem doma o cavalo e a vida doma o homem: um se conhece em rodeio e o outro na causa que abraça. A inspiração para os versos diz que vem do Mbororé, localidade em que nasceu, no interior de Itaqui-RS, e onde aprendeu as lidas campeiras, com o pai e oito irmãos.

Foi no campo que iniciou sua carreira artística. Trabalhava numa fazenda em São Borja e conheceu o poeta Aparício Silva Rillo, que o convidou para fazer parte do grupo “Os Angüeras”. Diz que desde criança queria ser cantor e ginete. O primeiro violão foi feito de lata de azeite. Para ter a primeira gaita, foi mais difícil. Numa das edições do Festival da Barranca, em São Borja (o mais autêntico festival do Rio Grande do Sul), amigos fizeram uma “vaquinha” e compraram uma gaita para ele. Na semana seguinte, Mano Lima tinha que levar uma tropa para Uruguaiana e precisou vender a gaita, para preparar-se para a viagem, que duraria 40 dias.

No retorno, com o dinheiro da tropeada, comprou a mesma gaita de volta. Até hoje é o instrumento que usa nas gravações dos CDs. Aprendeu a tocar sozinho. “Sou músico de alma”, diz. Mas destaca que se sente mais um homem do campo do que músico: “- Não sei que nota toca, mas me preocupo com estilos.

Busco inspiração dentro de mim e, com simplicidade, procuro passar uma boa mensagem para o público”. Mesmo com a carreira artística (já são 10 CDs e nenhum vendeu menos do que 30 mil cópias), e morando na cidade, em São Borja, conta que vai diariamente para o campo. Cuida da criação de gado, dos cavalos crioulos e das mulas.

Sua mãe, que é a sua empresária, controla os contatos para os shows. Já se apresentou por todo o Rio Grande do Sul e por inúmeros Estados. Relata que fora do Estado, a maioria do público que o assiste é formado por gaúchos que moram longe e querem matar a saudade: “os que não são gaúchos, mas gostam da tradição, são mais gaúchos que os nascidos no Rio Grande do Sul, porque são gaúchos por opção, por espírito.

Assim, pesquisam e conhecem tudo: os costumes, a história... Nossa tradição é muito forte e nossa cultura muito bonita”, declara. Porém, Mano Lima não prefere viajar muito. Procura fazer de dois a três shows por semana. “Gosto de um show completo, de dar atenção ao público; de chegar nas cidades e visitar os amigos.

Gosto de ter um tempo para dedicar a cada show”, explica. (Artigo publicado no jornal Gazeta de Caçapava, de Caçapava do Sul-RS)

Fonte: Bombacha Larga

 


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