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Chasque Pampeano:Leonir Marques por Nico Fagundes...

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25/02/2008

Leonir Marques por Nico Fagundes
 
O Leonir é um índio forte, atarracado, com a melena já entordilhando. A aparência severa logo se desmancha quando começa a falar. Ele abre um sorriso e começa a contar os causos mais engraçados na vida e na carreira dos artistas do gauchismo, que ele conhece bem, muitos dos quais viu nascerem artisticamente. Conversar com o Leonir, como eu faço seguidamente, é dar risada atrás de risada.

Conheço esse índio desde 1955, velhos tempos da Rádio Itaí, dos programas do Silva Filho, Darci Reis Nunes, Nelson Silva e o hoje publicitário famoso João Oliveira. Era muito programa caipira e alguns gauchescos. É dessa turma que emergem o Leonardo, o Antoninho Duarte, o Carlos Cirne e tantos outros. Aos poucos, o gauchismo vai se impondo e, quando aparece o Grande Rodeio Coringa na Rádio Farroupilha, Darcy Fagundes vai aproveitar essa gente buena, já completamente agauchada.

O Leonir era um deles, cantando com bela voz e se acompanhando ao violão. Fez parte de várias duplas - ainda usando seu nome verdadeiro, Deroí Marques, até que se entendeu com Jader Moreci Teixeira, que era palhaço de circo com o nome de Zé Sabugo e a dupla se deu às mil maravilhas. Aí resolveram usar para o Deroí o nome de Leonir e para o Jader o nome de Leonardo...

Sim, o nome verdadeiro de Leonir é Deroí Marques, gaúcho de Montenegro, criado ali pelo Pesqueiro, jogando futebol e roubando melancia. Filho de pai português e mãe pêlo duro, o guri era moleque uma coisa por demais, esperto como ele só. Como o pai tocava banjo, já aos 10 anos o piá pegou num cavaquinho para acompanhá-lo nos repertórios dos Tonicos e Tinocos da vida. Logo passa para o violão e começa a participar dos Ternos de Reis, tradição da região montenegrina que ele não esquece.

Quando virou Leonir, o moço já se descobrira poeta e compositor, fazendo com facilidade músicas que caíam no gosto popular (hoje, tem mais de mil canções gravadas em autoria ou co-autoria).

Bem moço ainda, ele conheceu Os Milongueiros. Ao sair o Flavio Mates (a China Flavia, grande cantor, grande amigo e péssimo jogador de futebol...), o Leonir entrou para o grupo. Aí foram quase 30 anos de sucesso, 24 discos gravados. O Leonir estourou como compositor. Foi gerente de produção das gravadoras Continental, Chantecler e USA Discos. Entre suas canções mais conhecidas, estão Solto das Patas e Recanto da Natureza. Ele já gravou três discos solo e já está preparando o quarto.

O Leonir foi um dos maiores amigos do mano velho Darcy Fagundes, a quem acompanhou até o último momento.

É casado há 34 anos com Dona Teresinha e os dois têm uma filha, Fabiana, advogada de sucesso que é o encanto dos pais.

Grande e querido amigo Leonir, que faz tudo pelos seus colegas músicos e que faz amigos com a mesma facilidade com que faz canções.
Fonte: ZH
 

 


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