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Chasque Pampeano: Tradicionalismo ou modificalismo?...

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09/02/2008

Tradicionalismo ou modificalismo?
 
Alterar o tradicional, seja por interesses de mercado ou não, por uma questão de lógica, não é ato compatível com o Tradicionalismo. Nesses casos, ausente está o elemento essencial que o caracteriza: o estado de consciência tradicionalista. É este que faz com que as coisas boas recebidas do passado sejam preservadas e transmitidas às novas gerações, tal qual as suas origens. Se faltar essa consciência, comprometida estará a tradição de um povo.
Como exemplo disso citamos o uso do chapéu pelo gaúcho. Por um costume antigo, ele não deve ser usado no interior de recintos cobertos. As exceções limitam-se aos palcos e às apresentações artísticas, onde atua como um dos componentes cênicos. Mas, nesses estilismos dos Festivais não está caracterizada a verdadeira maneira dos antigos dançarem nos bailes de então. É certo que os fandangos daqueles tempos não eram formados com vestimentas idênticas, com chapéus na cabeça, armas na cintura ou esporas nas botas. Todo o peão deixava na posse do dono do baile suas armas e no cabide o seu chapéu. Esta é a nossa tradição. Não observá-la revela a falta de conhecimento ou o cometimento consciente de um crime cultural, por parte dos transgressores. Gaúchos, desde sempre, retiram a cobertura ao adentrar o interior das residências, dos bolichos ou de qualquer recinto coberto. Afinal, ali não há sol nem sereno. Por conseqüência, não há motivo para mantê-lo na cabeça. Os porta-chapéus fixados nas paredes ou os suportes em pedestais comprovam esse antigo costume. Dessa forma, o seu uso no interior dos salões, independentemente do momento e do tipo de evento, não é correto diante dos nossos usos e costumes tradicionais, podendo até ocasionar desconforto às pessoas presentes no local. Portanto, além de afrontar um costume tradicional gaúcho, o uso de coberturas no interior das diversas Entidades Tradicionalistas representa, além de uma grande falta de educação, uma impropriedade histórico-cultural. Outro exemplo são as camisas de cores pretas ou fortes, como o vermelho, o azul, o verde, o amarelo. Estas nunca foram usadas pelo homem simples do interior sul-brasileiro; não fazem parte da indumentária tradicional dos Gaúchos Campeiros do Brasil. Tradicionalistas, portanto, não deveriam sobrepor as suas preferências pessoais aos antigos e tradicionais usos e costumes dos peões gaúchos brasileiros.
Sem esse necessário estado de consciência não há que se falar em Tradicionalismo, pois essa inobservância dos autênticos e tradicionais usos e costumes do Povo Gaúcho Brasileiro acaba por resultar em verdadeiras atrocidades culturais e contribui, apenas, para aumentar ainda mais o malfadado e criminoso Movimento do Modificalismo Gaúcho!  
 
Fonte: Bombacha Larga

 

 


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