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Chasque Pampeano:Arroz de Carreteiro: Tradição dos Gaúchos Sul-brasileiros...

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04/02/2008

Arroz de Carreteiro: Tradição dos Gaúchos Sul-brasileiros
 

O Arroz de Carreteiro é o segundo prato da culinária tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros. Depois do churrasco é a iguaria mais conhecida dentro e fora dos limites do Sul do Brasil. Sua origem se dá na época em que as carretas eram o principal meio de transporte e o motor do desenvolvimento, levando e trazendo, nas distâncias das estradas, os produtos, os mantimentos, o progresso. Foi nessa lida que o gaúcho carreteiro utilizou-se, para o seu sustento, de um prato simples e prático, o qual acabou batizado com o nome do seu nobre ofício. Simples porque os seus ingredientes, sem correrem o risco de deterioração, consistiam apenas do arroz, do charque e da água. E prático porque o mesmo exigia pouco trabalho e reduzido tempo de preparo: era cortar o charque, fritá-lo, acrescentar, sem lavar, o arroz e, depois, a água. E pronto! A rápida e saborosa refeição, novamente alimentava as energias de um campeiro gaúcho carreteiro. Alguns viajantes, certamente, levavam alguma cebola ou alho, mas a grande maioria deles se valia mesmo era de gêneros alimentícios que se mantinham conservados nas longas jornadas, ou seja, só charque e arroz. Este é o Arroz de Carreteiro da Tradição Gaúcha Brasileira; é este o segundo prato típico e tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros; esta é a iguaria que deve ser cultuada, preservada, defendida e divulgada no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Naturalmente que hoje, a esse Arroz de Carreteiro, pode-se acrescentar, em benefício do paladar, a cebola, o alho, a pimenta, o tomate, e, ao final, um pouco de salsa, pois não estamos realizando nenhuma longa viagem como o fizeram aqueles carreteiros de antanho. No entanto, o que não podemos fazer jamais é alterar a sua essência, a sua história, o seu fundamento maior, principalmente no âmbito das Entidades e dos Órgãos Tradicionalistas. No Tradicionalismo organizado, o ato de ensinar, demonstrar, reverenciar e divulgar essa comida típica e tradicional dos Gaúchos Sulistas do Brasil deve estar revestido da necessária autenticidade e senso de preservação dessa arte culinária do patrimônio sociológico do Povo Gaúcho Sul-brasileiro, como é o preparo do verdadeiro Arroz de Carreteiro. Por esses motivos é que consideramos um lamentável equívoco, uma incoerência cultural, um despropósito o fato de a Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha-CBTG expor no seu sítio da Internet uma receita intitulada de Carreteiro na cerveja, conforme verifica-se in: http://www.cbtg.com.br/_sitio/diversos/mostra.php?tipo=Receitas&cod=16 . Entretanto, como prescreve o Regulamento Geral daquela Entidade Maior do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, dentre os seus objetivos está o de orientar as entidades confederadas no sentido de manterem a autenticidade das manifestações gauchescas e a fidelidade às suas origens (item VIII do art. 7º do RG-CBTG). E, ainda, todos os seus objetivos deverão ser cumpridos em observância aos princípios filosóficos e doutrinários definidos na Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul (parágrafo 3º do art. 7º do RG-CBTG). A Carta de Princípios - base da Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira -, nos seus artigos VI e XX, respectivamente, é categórica ao orientar a CBTG, aos seus MTGs filiados e a todas as Entidades Tradicionalistas Gaúchas pertencentes ao Movimento Tradicionalista Brasileiro, no sentido de: VI - Preservar o nosso patrimônio sociológico representado, principalmente, pelo linguajar, vestimenta, arte culinária, forma de lides e artes populares, e XX - Zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas, que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais. Assim, diante das orientações filosóficas do Tradicionalismo Brasileiro organizado, reputamos como correta e digna de figurar naquele espaço virtual da Entidade Maior do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, como receita de um tradicional Arroz de Carreteiro, a seguinte indicação de Castillo, Carlos.  Fogão Campeiro – receitas gaúchas. Porto Alegre: Martins Livreiro Ed., 1985, p. 63: “Arroz de Carreteiro, para 5 (cinco) pessoas. Ingredientes: ½ kg de charque; ½ kg de arroz; 1 cebola; 3 dentes de alho. Preparação: aferventar o charque, trocando uma vez a água. Se o charque for caseiro, basta deixar 5 horas de molho. Picar o charque em guisado médio e colocar na panela para fritar. Se o charque for gordo, colocar menos gordura. Esmagar o alho e picar juntamente com a cebola. Quando o charque estiver bem dourado, colocar a cebola e o alho picados para fritarem. Juntar o arroz, (o gaúcho campeiro não gosta de lavar o arroz) e deixá-lo fritando um pouco. Colocar água fervendo até dois dedos acima do arroz. Provar o sal e cozinhar em fogo baixo.

A presente crítica, construtiva, visa fomentar a recomendável coerência cultural entre as previsões filosóficas do Tradicionalismo e a prática tradicionalista efetiva, em benefício da Tradição Gaúcha Brasileira: da transmissão às novas gerações, presentes e futuras, dos autênticos usos e costumes tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Brasil!

Fonte: Bombacha Larga

 


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