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Chasque Pampeano: 6 DE JANEIRO É DIA DOS SANTOS REIS!...

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06/01/2008

6 DE JANEIRO É DIA DOS SANTOS REIS!
 
No dia 6 de janeiro, pelo calendário brasileiro, comemora-se o Dia dos Santos Reis, um "auto" popular realizado até 1950 e ainda vivo em muitas regiões brasileiras.  E a lembrança dessa festa de caráter religioso - uma das mais populares do Brasil -, é de grande importância. Abre-se a oportunidade para que a volta dos antigos festejos religiosos e folclóricos sejam retomados em nosso país. O dia 6 de janeiro encerra a Folia de Reis,  iniciada na Noite de Natal ou a partir do dia 1. de janeiro. O Terno de Reis ou Reisado, embora tenha sido realizado também nos arredores das cidades grandes, como nos bairros  Cidade Baixa e  Belém Velho,  de Porto Alegre, sempre foram manifestações essencialmente agro-pastoris, vivenciadas na sua grande maioria pela gente simples do interior. Em Rio Pardo e Viamão, por exemplo, cidades de procedência luso-açoriana, era tradição famílias inteiras participarem dos Rezes ou Bandos de Reis, como também eram conhecidas as Folias de Reis. Entretanto, foram nas áreas rurais e agrícolas  que se manteve admirado o culto desse tradicional costume popular. Se os grupos aparecessem durante o ciclo de Natal - de 25 de dezembro a 6 de janeiro -, os "autos do Bumba-meu-boi" eram precedidos pelo Terno de Reis, composto de seis pessoas: 5 cantadores e 1 tocador, no geral de gaita. O Terno cantava na porta, entrava e pedia para o "mastro" - o "Pau-de-fita" - se posicionar na sala. A ladainha do Terno se dava com três vozes - a terceira e última, bem fina, conhecida como ''tipa"; duas vozes médias e na frente outras duas, as primeiras vozes. Na região de Torres o Terno geralmente era autônomo, mas podia aparecer antes do "boizinho", de duas maneiras: precedendo-o no mesmo grupo, ou com desfile  independente.  Carregando um saco no peditório solicitavam ofertas, como  peru - muito barato na região - e galinha. Em Osório o Terno formado pelos irmãos Domingos e Juvêncio Corrêa de Andrade - o primeiro na viola e o segundo na rebeca, à frente de parentes e amigos -, percorria a costa da serra até Cidreira, retornado no dia 6 de janeiro. No percurso, durante a noite, chegando em frente a uma casa, o Terno principiava o canto, em dueto:"surgiu festiva e brilhante, espargindo dia luz, a estrela dos Reis Magos anunciando Jesus...". Pediam licença para entrar. Depois, já no interior da residência, cantavam modinhas populares. O dono da casa oferecia aos visitantes o que houvesse em casa, desde café e seus acompanhamentos até frutas e doces. Se vinho fosse oferecido os participantes evitavam embriagar-se, tomando apenas um gole cada um, em virtude do caráter religioso da festa. Em outras regiões os próprios integrantes do Terno carregavam alimentos para ajudar o dono da casa na ceia. Sempre cantando, o Terno louvava os Reis Magos e o Menino Jesus no presépio, saudava e agradecia aos donos da casa, despedia-se e dirigia-se a outra casa, durante todo o período do Reisado, até o dia 6. Neste dia, na residência pré-determinada, realizava-se a grande festa, cuja contribuição para a sua concretização era por meio de donativos oferecidos pelos vizinhos, no decorrer de todo o ano, como galinhas, porcos, ovelhas, carne de gado e outros. E, para o ano seguinte, definia-se qual a casa a guardar o estandarte ou o "mastro" e a sediar a próxima Folia de Reis. (Fonte: Laytano, 1984)

O texto a seguir possui grande valor informativo.

 Três Reis adorando o Rei dos Reis. OS REIS ENCONTRAM A CRIANÇA. A estrela parou sobre um estábulo, num campo diante de uma gruta. Seu brilho aumentou. Os reis perceberam a pobreza do local, mas apearam de seus camelos, entrando no estábulo. Uma luz divina iluminava o ambiente. Viram a criança e a mãe, envoltas em luz. A alegria foi tão grande que caíram de joelhos, beijando o chão. Belchior pegou a taça de ouro e disse: 'Até hoje somente reis beberam nesta taça. Agora ela será iluminada pela tua luz. Aceita o ouro!'. Baltazar em seguida entregou o incenso dizendo: "Criança Divina! Trago-te o incenso, do mesmo que era queimado nos rituais sagrados do velho templo da montanha. Abre-nos uma nova era". O Rei negro Gaspar ofereceu mirra dizendo: "Menino da estrela! Aceita a mirra que nasceu do poço que continha a última água. Sob tua luz, a fonte da vida vai começar a fluir!". Os três reis, então, entraram em transe e viram tudo o que aconteceria daí por diante. Suas almas elevadas assistiram a sermões, a vida de Cristo, sua crucificação e morte, e a ressurreição no terceiro dia. Quando se levantaram, eram homens diferentes. Despediram-se e sentiram que agora a luz da estrela estava em seus corações. Retornando a Jerusalém, pararam para descansar antes de falar com Herodes, sobre o encontro da criança. Mas um anjo apareceu aos três, em um sonho, e lhes disse que não voltassem ao palácio de Herodes, pois ele tencionava fazer mal à criança. Afastaram-se, então, e dizem os livros antigos que os reis levaram as boas novas aos seus países, partindo depois para um retiro espiritual no alto das montanhas, vivendo ali em fraternidade. Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, mandou matar todas as crianças; na certeza do seu falso poder, pensou que mataria também o menino Jesus. Mas seu plano falhou. O menino Jesus sobreviveu. (Autoria: Suely Braz Costa - Escritora, Palestrante e Consultora).

O resgate desse patrimônio folclórico, constituído pelo Terno de Reis, além de propiciar a integração, o congraçamento e a confraternização entre vizinhos, parentes e amigos, é de grande importância para a preservação e a valorização dessa histórica e popular festa religiosa, parte marcante da cultura popular brasileira!

Fonte: Bombacha Larga

 


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