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Chasque Pampeano:O BAILE GAUCHESCO DA 1ª RONDA CRIOULA!...

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15/12/2007

O BAILE GAUCHESCO DA 1ª RONDA CRIOULA!
 

Ainda hoje muitos sul-rio-grandenses sentem vergonha de vestir a Pilcha Gaúcha, apesar de essa indumentária representar um símbolo da  Tradição regional e da identidade do Povo Gaúcho Sul-brasileiro. Mas para tudo há uma explicação. Em um país tropical como o Brasil, a elite vestia-se como se vivesse em plena Europa. Depois os gringos norte-americanos, com interesses comerciais , incutiram na idéia dos “tupiniquins” que a forma de vestir do gaúcho era coisa de grosso. Pronto! Até hoje muito gaúcho campeiro e morador do interior vive com esse trauma. Não veste uma bombacha para não correr o risco de passar por grosso, embora texanos e outros povos valorizem o que é seu sem problema algum. E ninguém considera o Príncipe Charles um "grosso" ao vê-lo trajado com o kilts, o tradicional saiote escocês. E certamente ninguém o verá ostentar essa indumentária dos velhos clãs em tecidos lisos, cores ou dimensões diferentes, pois se esse uso faz parte da tradição ele deve continuar sendo assim repassado às novas gerações, tal qual foi recebido dos mais antigos. Mas  no nosso Rio Grande do Sul usar a vestimenta tradicional, que os nossos antepassados nos legaram, é um verdadeiro sacrilégio. Não é por nada que político algum se atreve a ostentar na Semana Farroupilha uma pilcha gaúcha a preceito. Deus o livre ser chamado de grosso, logo uma autoridade pública culta e de fino trato! Além de tudo, não podem correr o risco de perder os votos dos ainda traumatizados! Nem pensar! Melhor é se apresentar no palanque da praça com o terno e a gravata, a rigor, no Dia Maior do Gaúcho! E para relembrar o heróico trabalho desenvolvido pela gurizada de 1947, no resgate das nossas tradições, estamos postando o texto que se segue. “Embora Porto Alegre fosse a capital gaúcha, há muitos anos tinha banido dos seus bailes o uso da roupa campesina, vivendo os padrões das modas européias. Algo semelhante acontecia com a sociedade rural-urbana do interior que, embora seus moradores fossem ligados à vida pastoril, não lhes permitia, até mesmo em dias não festivos, que entrassem na sede do clube local de bota e bombacha. Daí que “baile à gaúcha”, com conjunto vestido tipicamente e tocando música regional, era um fato estranho às entidades sociais do Rio Grande. Porém, no fandango do Departamento de Tradições Gaúchas do “Julinho”, assim foi feito. O próprio nome que dei ao acontecimento social “Baile Gauchesco da Ronda” repercutiu como inusitado, criando mesmo espécie aos que liam e fixavam os cartazes. Como havia sido programado, no baile fez-se uma hora de arte voluntária: versos improvisados, trovas, declamações, gaitaços e músicas cantadas livremente entremeavam-se a artísticos números bailáveis (chotes, rancheira, meia-canha, mazurca). Serviu-se “pastel-de-carreira” e “café-de-chaleira”. Concursos de trajes gaúchos e de prendas foram realizados, com distribuição de prêmios. Num cenário de ramada, com pelegos, fogo-de-chão e chimarrão, bailou-se até o clarear do dia, espontaneamente, sem show específico, ausente de mirabolantes espetáculos de luzes e cores. A fumaça que tomou conta do ambiente bailável foi motivada pelo churrasco de ovelha que se assou ali, no chão batido do salão. Não era “fumacera” de gelo seco ou outras cositas... O tradicionalismo estava aparecendo, definitivamente, como uma força viva, natural, social, popular e cívica. Neste baile é que se ventilou, entre outros assuntos, a idéia de fundar-se uma agremiação civil gauchesca, cujo líder expositor e defensor desta causa era Barbosa Lessa, mais tarde o criador da importante tese “O Sentido e o Valor do Tradicionalismo”. Neste fandango, o candieiro que viera do altar-cívico do “Julinho” entrou salão adentro do Teresópolis Tênis Clube, conduzido por gaúchos e prendas sob o aplauso da gauchada. Foram recordados, em locuções saudantes, os feitos heróicos do Rio Grande, nossas origens, nossos princípios de liberdade e justiça, que transmitiram-nos os bravos Farroupilhas. À meia-noite do dia 20 de setembro de 1947, encerravam-se as solenidades da 1ª Ronda Crioula, com grande sucesso.

Brotava uma idéia!” (Paixão Côrtes, João Carlos. “Tradicionalismo Gauchesco: nascer, causas & momentos”. Distribuição gratuita. Ed. Lorigraf: Caxias do Sul, 2001). 

Por isso, diante do atual momento vivenciado no Tradicionalismo Brasileiro organizado, hoje desvirtuado, explorado por Mercadistas da Tradição, Assassinos Culturais, Exploradores da Cultura Regional do Rio Grande do Sul, Picaretas da Tradição, é que o MRTG - Movimento de Reação dos Tradicionalistas Gaúchos lançou o ONTG - Observatório Nacional do Tradicionalismo Gaúcho. Se quem cala consente, nós, os Tradicionalistas Gaúchos, por não consentirmos nesse assassinato da cultura regional de todos os Gaúchos Brasileiros, jamais nos calaremos!

Fonte: Bombacha Larga

 


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