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Chasque Pampeano:O MTB e o “Merchandising” barato da Rede Globo!...

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23/10/2007

O MTB e o “Merchandising” barato da Rede Globo!
 

A Cultura Gaúcha, como um patrimônio regional brasileiro, certamente que é merecedora do devido respeito por parte de todos: instituições, entidades, empresas e cidadãos. Incluem-se aí as associações que congregam algumas bandas musicais sul-rio-grandenses, como é o caso do MTB-Movimento Tchê Brasil, e as empresas que exploram a mídia televisiva sob a concessão pública do Estado Brasileiro, como é o caso da Rede Globo de Televisão. Entretanto, contrariando essa premissa, a Globo, por meio de seu programa Central da Periferia, gravado no Bairro Restinga, de Porto Alegre, e veiculado no dia 21 de outubro de 2006, um sábado à tarde, com a apresentação de Regina Casé, se propôs a fazer propaganda para alguns setores do mercado musical brasileiro e a desrespeitar, com atos ostensivos e próprios de um verdadeiro assassinato cultural, as Tradições dos Gaúchos Brasileiros, especialmente no que se refere à música regional e tradicional do Estado do Rio Grande do Sul.

Utilizando-se do usual e costumeiro merchandising – a técnica de inserir e vender mensagens comerciais dissimuladas de produtos, e no caso específico, na televisão -, a Rede Globo atendeu, entre outros, aos interesses mercadistas da chamada Tchê Music. Por meio de raciocínios falaciosos, os protagonistas certamente que conseguiram o seu intento: aumentar o mercado de mais um produto de consumo, mesmo que para isso tivessem que tentar destruir aquilo que é considerado a riqueza de um povo; o que é respeitável pela sua beleza e pelo fato de ser tradicional: a autêntica Música Regional do Povo Gaúcho Brasileiro. Com o circo armado, os atores – para não ser muito deselegante - desse triste dramalhão televisivo, por intermédio de um meio de comunicação de maior penetração nas sociedades de massa, tentaram confundir, iludir, enganar os telespectadores – o povo brasileiro -, ao distorcerem conceitos por meio de dissimuladas definições e outras evasivas e arguciosas indagações.

Para atingir aos seus fins, qual seja o de denegrir uma cultura centenária com o objetivo de implementar, pela força da mídia, a sua cesta de produtos, diga-se aqui, nada qualificados, o MTB e a referida rede de televisão não economizaram artifícios nos seus propósitos. A citada empresa, cuja atuação deveria estar em consonância com os interesses do povo que a ela concedeu, por meio de seus representantes políticos, a permissão para operar na mídia brasileira, acabou, de forma vil e rasteira, utilizando-se, dentre outros, dos seguintes e graves expedientes, a seguir expostos:

1 - levantou a bandeira de um movimento comercial, desprestigiando uma cultura nacional-regionalista;

2 - considerou verdadeira a errônea classificação dos grupos integrantes do MTB como nova geração da música nativista gaúcha, ainda que os ritmos criados por eles sejam o resultado da mistura de outros estranhos à cultura gaúcha, como o axé music, o pagode, o funk, etc.;

3 - confundiu o povo brasileiro com questionamentos como o que é esse negócio de sê gaúcho, ignorando ou querendo ignorar que a expressão não é sinônimo de Tradicionalista;

4 - classificou o ambiente da música regional gaúcha como um mundinho, com visível intuito de desmerecer este importante aspecto da cultura gaúcha;

5 - generalizou, tendenciosamente, o fato de os jovens Tradicionalistas de CTGs gostarem de ritmos como o rap, hip rop e funk, vindos das periferias cariocas e paulistas, como se muitos desses mesmos jovens não gostassem, igualmente, de música regional gaúcha, da música clássica, da música popular brasileira, do rock, etc.; forçou a execução de funk nas dependências de um Centro de Tradições Gaúchas, em evidente afronta à instituição Movimento Tradicionalista Gaúcho e aos seus objetivos e princípios.

 Dois pontos, no entanto, são de ser refutados de pronto, como forma de contrapor o argumento ardiloso utilizado naquele programa televisivo.

 O Tradicionalista não pode ser definido como todo aquele que nasceu de coração aberto e a mente voltada para o que é bom, como foi veiculado no referido programa, pois abertura é o que eles mais querem para impor os seus funestos produtos; e o termo gaúcho não representa somente quem toca ritmos gaúchos ou veste a indumentária típica gaúcha, mas o fato de o indivíduo ter identificação com a cultura gaúcha; valorizar o jeito gaúcho de viver e as atividades campeiras desenvolvidas no interior Sul-brasileiro. Enfim, tais desrespeitos contra o Tradicionalismo organizado e, especialmente, contra a sagrada diversidade cultural brasileira e a Cultura Musical do Rio Grande do Sul, só podem ser considerados como graves atentados ao Estado Democrático de Direito. É certo que todos têm a liberdade de alterar, executar e vender qualquer ritmo.

No entanto, devem respeitar aquilo que é considerado um patrimônio público e se constitui em uma valiosa riqueza cultural-popular da Região Sul-brasileira. Pois o direito de preservar suas raízes, suas caras tradições, sua cultura, como fazem os Tradicionalistas do Brasil, e do mundo, deve ser garantido e respeitado por todos, individual e institucionalmente. Portanto, discriminações culturais como as que o povo brasileiro foi obrigado a ver, naquele sábado de outubro de 2006, hão de ser repelidas pelos verdadeiros donos do grande Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul: o Povo Gaúcho Brasileiro. Dessa forma, esperamos que os senhores Tradicionalistas, especialmente aqueles que desempenham os elevados cargos nos diversos Órgãos ligados ao Movimento Tradicionalista Gaúcho, venham a protestar e a defender um bem que é de todos os gaúchos e que, por isso, deve ser respeitado. A rica Cultura Gaúcha foi, sem dúvida alguma, aviltada nesse violento merchandising global! E quem cala consente!

O sítio Bombacha Larga não cala nem aceita esses patrocinados rebaixamentos provocados por uma empresa que deveria promover cultura ao invés de tentar aviltar o Patrimônio Cultural do Bravo Povo Gaúcho! Exigimos, como cidadãos tradicionalistas, o devido respeito à rica Herança Cultural dos Gaúchos Brasileiros, especialmente à música regionalista e tradicional do Grande Rio Grande do Sul!

  Fonte: Bombacha Larga 

 


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