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09/10/2007

Crioulismo: Tendências Nativistas Regionais! – I
 
 O crioulismo, entendido como a tendência nativista regional, nunca poderá ser considerado de forma abrangente, a tal ponto de englobar toda a cultura gaúcha como se esta fosse algo totalmente comum e igual para todos os gaúchos de todas as regiões. O termo crioulo, na acepção de pertencente a um determinado lugar, é de ser bem entendido a fim de se evitar as naturais confusões advindas seja da falta de conhecimento ou das filosofias falaciosas propagadas por aqueles que têm o interesse de fazer parecer que o verdadeiro sentido do crioulismo pode ser extrapolado de seus naturais limites territoriais. Mas, antes de abordarmos o tema proposto é interessante que nos dediquemos a uma rápida análise do termo gaúcho. Inicialmente, gaúchos eram apenas os campeiros que lidavam com o gado na região meridional da América do Sul, sejam eles de origem espanhola, indígena ou portuguesa. É de se observar, portanto, que no Brasil o vocábulo gaúcho tem, originariamente, a sua significação atribuída somente aos gaúchos fronteiriços. Por extensão é que os demais habitantes do Rio Grande do Sul passaram a receber a mesma designação. No que se refere ao crioulismo, nota-se que se alguns usos e costumes gaúchos dos habitantes da vasta região chamada Pampa Gaúcha podem ser tidos como crioulos e comuns de todos, a maioria deles, no entanto, só poderá ser assim definida no limite das suas regiões específicas. Será crioulo de uma determinada região só o uso e/ou o costume nela manifestado originária e espontaneamente. Assim como acontece com os gaúchos uruguaios, argentinos ou brasileiros, também há no próprio território sul-rio-grandense significativas diferenças entre os gaúchos serranos, missioneiros e os chamados gaúchos fronteiriços. Em muitos casos, o que é crioulo de uma dessas regiões não o é das outras e vice-versa. É por esse motivo que não podemos classificar uma rastra da Argentina como uma peça crioula da indumentária dos gaúchos brasileiros. A rastra, portanto, tendo origem platina e sendo tradicionalmente do uso dos gaúchos argentinos e uruguaios, não pode ser considerada como um cinto crioulo dos gaúchos brasileiros. Assim é, também, com outras peças da pilcha gaúcha e inúmeros outros usos e costumes dos gaúchos das diversas regiões do Estado do Rio Grande do Sul! (Continua...)

Fonte: bombacha Larga  

 


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