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Chasque Pampeano:Chico Saratt, o Vencedor por Nico Fagundes...

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06/08/2007

Chico Saratt, o Vencedor por Nico Fagundes
 

Francisco Carlos Trindade Saratt é um peregrino por natureza. Agitador cultural por excelência, ele gosta de ser definido como um compositor-cantor. Criança ainda, criado pelos avós maternos, apaixonou-se muito cedo pelo violão que fez a avó comprar e foi sempre fiel a essa paixão. Seu violão tem sido o seu passaporte, o ímã a atrair a admiração aqui e em qualquer país que ele vem percorrendo por esse mundo de Deus.

Ele nasceu e se criou em São Borja, guri inquieto, perambulando solitário pela histórica querência missioneira. Mas não teve vivência campeira. O gauchismo que ressuma em sua obra é atávico, profundamente são-borjense, herança ancestral. Na mocidade, conheceu e se tornou irmão de ideal artístico do grande Mário Barbará Dorneles, com quem repartiu violão e canções, amizade que há de durar para sempre. Morou um ano em Pelotas, quando passou a viver da arte, depois de abandonar carreira no banco Bradesco: estava em sua escrivaninha quando o gerente lhe disse: "Chico, o teu negócio não é o banco, mas a música. Larga tudo e cai no mundo". Foi o melhor conselho que recebeu. E foi o que fez. Em Pelotas, ele percebeu que seu futuro estava, primeiro, em Porto Alegre, depois, talvez, no mundo.

Na Capital gaúcha, passou a freqüentar os bares com música ao vivo, fazendo sucesso. Então conheceu Renato Borghetti, o jovem gaiteiro que será, com Mário Barbará, a dupla de seus maiores amigos e parceiros. Como curiosidade, vale esclarecer que este gaiteiro de exceção é quem vai lhe ensinar a correta batida da milonga campeira... Nessa época, hesitava entre a universidade e a grande aventura da Europa. Decidiu-se por essa última e lá há de viver três anos e pico tocando violão e cantando canções próprias e ajenas na Suíça, na Áustria, na França, na Espanha e em Portugal. Com facilidade para atrair amigos, enfrentando problemas de adaptação, mas sempre com o violão como passaporte, viveu bem até juntar uns pilas e resolver ceder à saudade, que vinha esporeando forte. Volta ao Brasil e descobre sua querência definitiva nos olhos suaves da doce Cristina, esposa e mãe de seu filho Giovani, seus encantos e suas ternuras.

Com Mário Barbará, descobre o mundo dos festivais e é difícil enumerar todos os que venceu: a Escaramuça de Triunfo, a Ciranda de Taquara, o Serra, Canto e Cantiga de Veranópolis, a Moenda da Canção de Santo Antonio da Patrulha, que venceu duas vezes, a Tafona de Osório, que venceu duas vezes, a Coxilha Nativista de Cruz Alta, o Ponche Verde de Dom Pedrito, o Canta Rio Grande de Porto Alegre, Coxilha Negra de Butiá, a Sapecada da Canção de Lages, a Guyanuba de Sapucaia do Sul, o Canto dos Cardeais de Canguçu, o Grito de Bravos de Lavras do Sul, a Payada da Canção de Arroio Grande, a Califórnia da Canção de Uruguaiana, o Troféu Vitória do Governo do Estado, o Festival da Barranca de São Borja, o Festival da Canção de Arambaré, o Reponte da Canção de São Lourenço do Sul, o Hino oficial de Capão da Canoa e o segundo lugar no Reponte da Canção de São Lourenço do Sul. É pouco? Gravou um LP e três CDS, além de participar de coletâneas e discos de inúmeros festivais. Hoje dirige o Teatro Renascença, da Prefeitura de Porto Alegre, onde continua o mesmo gaúcho de sempre. Podia se considerar um homem realizado, mas enquanto o violão não o abandonar segue em frente. Ele é assim.
  

Fonte: ZH - coluna do nico.fagundes@zerohora.com.br  

 


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