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Chasque Pampeano:Culto e divulgação do tradicionalismo...

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02/08/2007

Culto e divulgação do tradicionalismo
 

Temos observado ao longo dos anos que o culto ao tradicionalismo vem se limitando aos CTG´s, a algumas poucas entidades vinculadas ao tradicionalismo e, durante a Semana Farroupilha, em todo o Estado do Rio Grande do Sul, onde diversas entidades e órgãos governamentais comemoram a epopéia dos farrapos.
Embora seja notável que o povo gaúcho devote grande amor pela sua terra, não existe unanimidade sobre o resgate das tradições; muitos são os gaúchos que não demonstram interesse sobre os seus antepassados ou mesmo sobre o conhecimento dos fatos históricos. Outros apenas se interessam nas datas comemorativas, principalmente no dia 20 de setembro, mais pelo pitoresco dos desfiles e eventos festivos do que por um genuíno sentimento. Há os que até vestem trajes típicos, mas da mesma forma que usariam uma fantasia durante o Carnaval.

Finalmente estão os gaúchos que freqüentam os CTG´s e participam de movimentos tradicionalistas e que se dividem em duas correntes: uma em que a participação é positiva desde o ponto de vista colaborativo e integrador (como ocorre em qualquer clube ou agremiação) e a outra, em que além dessa integração e colaboração, também fazem tradicionalismo.

Conforme a tese “CONSCIÊNCIA, MORAL E ÉTICA TRADICIONALISTA”, apresentada e aprovada no 99º Encontro Regional de Tradicionalistas / 4ª RT /MTG / CTG “Acorda Rio Grande” / Quaraí / junho de 1996. “No tradicionalismo, não basta saber, não basta conhecer a tradição gaúcha, é preciso fazer tradicionalismo. E o fazer tradicionalismo se faz de diversas maneiras. Qual delas será a melhor? A mais justa? Qual o fazer tradicionalismo traz felicidade ao gaúcho? Mas o fazer tradicionalismo exige consciência, moral e ética”.

Em 1969 foi aprovado, pelo 15º Congresso Tradicionalista Gaúcho em São Francisco de Paula, o que se denominou de PLANO VAQUEANO DE PROMOÇÃO DA CULTURA REGIONAL E DE REATIVAÇÃO DA VIDA SOCIAL DOS CETEGES de autoria do tradicionalista Hugo Ramires.Se esse Plano tivesse sido efetivamente praticado pelos CTG´s e entidades vinculadas ao tradicionalismo, a realidade hoje seria outra.

Notamos com certa preocupação que entre alguns CTG´s existem dois extremos, ou são demasiadamente liberais permitindo práticas que nada tem a ver com o tradicionalismo ou se tornam comunidades fechadas e de difícil acesso à participação da comunidade. Tem alguns que se tornaram competitivos em vários aspectos; uns disputando espaço comercial com salões de baile, promovendo eventos “bailáveis” com músicos da chamada corrente do “tche-music” e que abusam de instrumental eletrônico e do uso inadequado de indumentária, modos e expressões, deturpando a imagem do gaúcho tradicionalista; outros em vibrantes disputas em competições regionais e nacionais, como no ENART.Não somos contra os “tche-music”, nem os seus adeptos e seguidores desde que executem os seus ritmos em locais adequados. A competição também é salutar , mas sem vincula-la às tradições, pois tradicional é a dança, as vestimentas a coreografia, mas não o ato da disputa com interesses alheios ao tradicionalismo. Os festivais de dança deveriam ser eventos para “demonstrar” um dos aspectos artísticos da nossa cultura e não um campo de batalha entre CTG´s. Porque temos que incentivar a busca “de um melhor”? se no sentimento da tradição todos temos os mesmos méritos?Entendemos que as entidades tradicionalistas como um todo e os dirigentes e pessoas que participam dos movimentos ligados à tradição gaúcha, devem promover uma mudança de foco, para que efetivamente as tradições sejam cultivadas e apreciadas, servindo de motor impulsor à tomada de consciência do nosso povo com relação aos seus antecedentes históricos. Nos parece que a iniciativa deve começar realizando visitas às escolas públicas estaduais e municipais de primeiro grau, localizadas nas áreas de abrangência de cada CTG. Comitivas de peões e prendas indicadas pela patronagem, visitariam as escolas com a finalidade de expor o significado do tradicionalismo, convidando as crianças a visitar o CGT, dentro de uma programação previamente agendada; na visita delas ao CTG, seria mostrado um dia na vida do gaúcho urbano ou se possível (naqueles CTG´s do interior) um dia campeiro e sempre focalizando a importância de cultivar as tradições, as quais não se limitam ao período da revolução farroupilha e posterior guerra contra o império. Acreditamos que em muitas crianças seria despertado o interesse por aprender mais sobre tradicionalismo, passando efetivamente a praticá-lo com entusiasmo.Fazer com que essas crianças conheçam e se interessem pelos costumes dos seus antepassados, suas danças, canções e músicas, passando pela forma de se vestir, a alimentação e a cultura em geral, certamente constituiria uma inestimável contribuição à nossa sociedade.

Fonte: http://www.sinalmarcaetarca.com.br/Editorialjulho04.htm

 


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