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Chasque Pampeano:Dorotéo Fagundes , o Gaudério por Nico Fagundes...

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30/07/2007

Dorotéo Fagundes , o Gaudério por Nico Fagundes
 
 Não há índio mais gaudério que este Dorotéu. Não sabe ficar quieto num só lugar, hoje está aqui, amanhã onde estará?

Nasceu na cidad e de Uruguaiana, filho do casal Dorotéu e da minha prima irmã e querida amiga Cecília, que faleceu muito moça, mulher religiosa, que procurava criar os cinco filhos dentro da doutrina da igreja metodista. Metodista o Dorotéu foi até conhecer Tânia Mara Carvalho Flores, espírita, mulher de grande caráter, a quem muita gente credita os grandes acertos que o Dorotéu tem, sobre tudo na criação dos três filhos: Antonio, Renato e Maurício. O Antonio, aliás, é um virtuose do violão que hoje vive nos Estados Unidos. O Renato também toca violão, é compositor e cantor. E o Maurício, que recebeu o nome do famoso tio-avô, o coronel Maurício de Abreu, que tombou no combate da ponte do Ibirapuitã em 23, foi o guri mais bagaceira que eu conheci, talvez por isso mesmo o meu predileto. Os três guris são cavaleiros e - agora dois- são sempre companheiros do pai
em gauchadas.
O Dorotéu, a quem eu chamo carinhosamente de "Louco", viveu a infância entre a cidade e a campanha, nos vais e vens profissionais do pai, estudando desde o primário até o segundo grau no Colégio União. Foi acompanhando o pai que desenvolveu as lidas campeiras no Imbá e em São Marcos e fazendo escotismo no seu amado Colégio União. Mas foi graças ao avô materno Cantilio Fagundes, o mais gaudério de todos na família do velho João Batista, que o "Louco" conheceu o violão. Com onze anos beliscou os primeiros acordes no violão do tio materno João Antonio e nunca mais se separaram. Em pouco tempo o "Louco" se descobriu cantor, poeta e compositor. Aos quinze anos, já autor de poemas fez com ajuda de "Flaco José Luiz Villela" a belíssima e original mazurca Canção da Estrada. E esteve em seguida na Califórnia da Canção Nativa acompanhando no palco o grupo Terra Viva nas canções do saudoso amigo José Hilário Retamozo. Moço ainda, mas já fazendo nome o Dorotéu se bandeia para Porto Alegre, inquieto e gaudério, empunhando o violão como bandeira e o talento irresistível como brasão. Em seguida vai ser o coração sonoro de um movimento que revolucionou Porto Alegre e repercutiu no Rio Grande inteiro, com a fundação da Pulperia, a remodelação do Vinha Dalho e a reestruturação do Macanudo e logo depois o Bolicho da Praça, em Palmeira das Missões.

E aí o "Louco" não parou mais, até hoje. Organiza a Tarca, que é a empresa que centraliza as suas atividades. Organizou e dirige até hoje o programa de rádio Gauchesco e Brasileiro que hoje é transmitido em cadeia por setenta emissoras de rádio no Brasil e duas na Argentina. Nos últimos cinco anos apresenta com muito sucesso o programa Galpão do Nativismo na Rádio Gaúcha. Gravou individualmente dois CDS e um LP e integrando o grupo Fagundaço gravou mais um LP.
Mas eu acho que a ânsia de gaudério no "Louco" está mais viva do que nunca e vai dar frutos esplêndidos. Ele está sempre viajando - pelo Rio Grande, pelo Brasil, pela América, pela África, pela Europa e pela Ásia - sempre imaginando coisas, fazendo planos, semeando idéias. Como presidente e fundador do Instituto Cavaleiros Farroupilhas ele apoiou vigorosamente o prefeito José Vicente Ferrari, de São José do Norte, quando organizou a 1ª Cavalgada da Invasão Farroupilha, para relembrar o ataque dos farrapos aquela cidade histórica, onde Garibaldi tomou parte. Nasceu daí a idéia de se batizar com o nome do herói de dois mundos o grande Porto Internacional que a Aracruz vai construir ali. E quando chegar o primeiro navio, que virá de Nice para inauguração, ali estarão para recebe-lo os Cavaleiros Farroupilhas, com a bandeira das três cores. E Dorotéu Fagundes estará montado, no comando, acompanhado pelos seus três filhos, cheios de justo orgulho.

   

 


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