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Chasque Pampeano:Marlene a hora da Estrela...

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22/07/2007

Marlene a hora da Estrela
 
Casada com o grande maestro Alfred Hülsberg, nascido na Alemanha e aquerenciado no Rio Grande do Sul, cujas tradições amava com paixão, Marlene Pastro cuidou como uma fada dos últimos 25 anos de vida do marido. Foi esposa, filha, irmã e enfermeira do grande homem. Compositora emérita, cantora com voz de anjo, Marlene abriu mão nesses últimos 25 anos de uma carreira vitoriosa para se dedicar ao que ela julgava ser sua grande missão.

Marlene Capra Pastro tem puro sangue gringo nas veias. O seu bisavô Pastro foi herói na Itália, celebrado em versos e canções. Ela nasceu em Porto Alegre de uma família numerosa, embalada desde o berço pelas canções maternas. Sua mãe, Miguelina, era uma grande cantora, especializada em música clássica, e isso foi decisivo na vida da menina Marlene, criada em bairros como Vila Nova e Ipanema na Capital gaúcha. De forte formação religiosa, estudou dois anos em Dom Pedrito na escola Nossa Senhora do Horto e durante quatro anos em Uruguaiana, onde chegou ao noviciado - queria porque queria ser freira. Quando decidiu que a vida no claustro não era seu futuro, voltou para Porto Alegre e logo foi morar com a avó em Taquari, cidade que, com Uruguaiana e Porto Alegre, fecha o triângulo de suas querências emocionais.
Marlene canta desde os oito anos, quando interpretou a Ave Maria de Gounod e nunca mais parou de cantar, a rigor. Estudou letras na Universidade do Vale do Rio dos Sinos e fez licenciatura em música e canto na Faculdade Palestrina, quando foi minha aluna. Gravou o CD Divisor de Águas, com muito sucesso, e o CD Dadivosa Terra, com Edison Nequete, trabalho pelo qual tem especial predileção.
Ela, porém, considera seu maior êxito pessoal as duas apresentações que fez na Expo 98 em Portugal, na Casa dos Açores e no palco Promenade. Tem participado de inúmeros festivais, como a Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, onde foi premiada defendendo Um Canto de Amor e Saudade, e agora está acalentando o sonho de gravar um CD só com canções dedicadas às mulheres notáveis do Rio Grande do Sul.
Agora, o grande sonho da Marlene mesmo é resgatar a imensa obra, com muitas páginas inéditas, do grande compositor que foi Alfred Hülsberg. E há de consegui-lo, porque essa mulher gaúcha é movida pela paixão. Quando se lança a uma missão, ela é dínamo vivo. Loira com cabelos cacheados, nesta hora ela se transforma. Delicada que é na sua aparência, vira uma leoa guerreira. Quando se posta no palco, imponente, com aquela voz que parece solista do coro celestial, impõe-se. É Anita Garibaldi cantando em italiano o seu amor pelo o guerreiro de dois mundos. É Florisbela Boca-Negra resgatando o desesperado heroísmo da mulher-soldado esquecida pelo exército brasileiro na guerra do Paraguai. É a mulher heroína e mártir do marinheiro Tobias dos Santos. É a mãe dos sete filhos varões de Gomes Jardim.
Às vezes parece arredia, não se dá às amizades fáceis, mas os seus grandes olhos luminosos escondem um fogo que irradia apenas para um círculo escolhido de amigos e amigas especiais.
Agora, Marlene Pastro está de volta. Ciumenta da sua dor, não é fácil abrir as defesas que ergueu em torno de sua solidão. Se não se abre facilmente às pessoas, abre-se para o público dos festivais e do programa Galpão Crioulo, onde é sempre recebida com o carinho, o respeito e a reverência que uma estrela merece. Agora, é a vez e a hora de Marlene Pastro. Ela, que sempre esteve em nossos corações e mentes, está de volta. E veio para ficar.

Fonte : Coluna do Nico Fagundes em ZH de dia 30/04/2007

 


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