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Chasque Pampeano: Ernesto Fagundes por Nico Fagundes...

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22/07/2007

Ernesto Fagundes por Nico Fagundes
 
Quando o Ernesto nasceu, a América vivia sob a emoção da morte de Che Guevara, em plena ditadura militar. Os pais, Bagre e Marlene, viram que o gurizinho era a cara do guerrilheiro famoso e quiseram homenageá-lo - Ernesto Villaverde Fagundes. Na ocasião, eu lhe dediquei alguns versos: "No píncaro boliviano não faltará em Vallegrande outra voz que nos comande no porvir americano, porque ao argentino-cubano, que se mata e não se vence, porque a si não mais pertence, mas à América e à Glória, há de honrar-lhe o nome e a história o Ernesto alegretense". Proféticas palavras: aquele gurizinho nasceu predestinado a vencer.

Aos oito anos de idade e à sombra do pai, aficionado ao nativismo castelhano, o Ernesto começa a brilhar vencendo todos os concursos de sapateio - chula e malambo - na invernada mirim do CTG Vaqueanos da Tradição na velha Capital Farroupilha. Mas não cantava, o cantor da família era o mano Neto. Um dia, passando pelo Alegrete, eu lhe dei um bombo legüero, um dos dois primeiros instrumentos deste gênero vindos para o Brasil. Foi amor à primeira vista, nunca mais se separaram. Na adolescência, o Ernesto começa a cantar e aí, para a surpresa de todos, se revela um baita cantor.
Muito moço ainda, com o Neto e o Bagre já brilhando em festivais e espetáculos gauchescos, eu insisti para que ele viesse a Porto Alegre e aí não parou mais de brilhar. Hoje possui quatro CDs gravados e é parte importante nos trabalhos gravados do grupo Os Fagundes. O seu disco Guevara Vivo, lançado em Havana, está no Museu Guevara na capital de Cuba.
Ernesto já se apresentou no Museu do Louvre, em Paris, em Havana, em Verona e Veneza, na Itália, no México, nos Açores, em Hong Kong e em Buenos Aires. Brilhou no Fórum Social Mundial com o espetáculo Guevara Vivo e vive fazendo apresentações com Os Fagundes pelo Estado inteiro, em Santa Catarina , no Paraná, em São Paulo , no Rio de Janeiro, em Brasília. Como radialista, apresenta na Rádio Rural o programa A Hora do Mate e o Galpão do Nico. É parte importante do projeto Teixeirinha Memória Nacional e está preparando outro CD para agosto e produzindo o novo DVD dos Fagundes. Marido apaixonado da bela Juliana e orgulhoso pai da Manoela, Ernesto é muito apegado à família Fagundes, do pai, e à família Villaverde da mãe. É também irmão do Paulinho, virtuoso da guitarra.
Ernesto é um dínamo, irrequieto, de simpatia irradiante. Embora seja o mais jovem dos Fagundes é na prática o diretor do grupo, ao lado do irmão Neto, do pai Bagre e do tio que escreve estas linhas. Nunca ninguém viu o Ernesto mal-humorado. Seu sorriso é famoso. Eu costumo dizer que ele tem 380 dentes e sorri com todos eles...Vai longe esse guri. Quem gosta de música regionalista gauchesca e das canções argentinas, gosta do Ernesto. Quando artistas argentinos visitam o Rio Grande, como Mercedes Sosa, é certo que lá, ao lado do astro ou da estrela estará o pequeno grande Ernesto batendo bombo, dedilhando um violão ou cantando. E sorrindo, claro.

Fonte: Coluna do Nico Fagundes em Z.H.

 


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