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Chasque Pampeano:O ROCK VISITA O GALPÃO!...

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31/07/2008

O ROCK VISITA O GALPÃO!
 

Diante da presente notícia, nunca é demais relembrarmos que:

1) liberdade há para se criar, reler, rearranjar e modificar o que bem se entender, desde que respeitados os direitos dos demais cidadãos;

2) o "nativismo", como movimento musical que é, jamais pode ser comparado ou equiparado ao Tradicionalismo, organizado ou não, por razões de interesse: um visa o fim comercial, o outro o cultural sem fins de lucro, o que explica os aspectos conservadoristas e preservacionistas regionais do último, e o especulativo mercadista sem limites territoriais, do primeiro;

3) artistas, de um modo geral, sejam os da composição poética sejam os músicos de profissão, a grande maioria deles são apenas sul-rio-grandenses mas não gaúchos, por não disporem do espírito voltado para as coisas tradicionais dos verdadeiros gaúchos campeiros do Rio Grande do Sul nem para a devida autenticidade cultural-regionalista; não são e não podem ser classificados ou confundidos com Tradicionalistas Gaúchos porque nunca professaram, não professam e nunca professarão, por razões de interesse econômico-financeiro, a Doutrina e a Filosofia Tradicionalista de culto, defesa, preservação e adequada divulgação das coisas tradicionais do Estado do Rio Grande do Sul;

 4) sabe-se que a grande maioria dos projetos denominados "culturais gauchescos" são, na verdade, tão-somente comerciais; que nessa exploração essencialmente comercial eles vinculam-se à cultura regionalista gaúcha, à Tradição Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande, apenas como carrapatos a sugar o aguado sangue de uma cultural regional gaúcha sul-rio-grandense já anêmica por conta dos tantos desvirtuamentos que há muito e diariamente vem sofrendo;

 5) os pretensos "resgates" de alguns dos poetas do Rio Grande, muitos destes, se estivessem ainda na sua existência terrena, certamente que não concordariam com eles; se falta, hoje, à música regionalista gaúcha sul-rio-grandense a poesia que a mesma deveria ter a culpa não é dos detentores desse patrimônio musical regional recebido por Tradição (ato de repassar de pai para filho e de forma autônoma e contínua os usos e costumes gaúchos regionais -tradicionais do Rio Grande do Sul), mas de certos músicos que se dizem "gaúchos" e até "tradicionalistas" mas que, em virtude dos seus negócios, patrocinados por inúmeros segmentos do "mercado", vendem chapéus, cintas, ritmos e compassos musicais estranhos à Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul a muitos que, embora nem saibam disso, são os donos dessa riqueza cultural regionalista gaúcha brasileira; se a música regional gaúcha tradicional encontra-se no estágio em que está é porque esses artistas "gaúchos" se rendem ao poder econômico que lhes impõe, "democraticamente", a indumentária que devem usar e vender e a música que devem tocar, sob pena de não terem o mesmo e almejado retorno financeiro; se aqueles que produzem a boa música regional gaúcha tradicionalista não têm espaço na mídia e nas atuais gravadoras - há muito controladas e exploradas por certos "gaúchos" que se vendem a interesses outros que não os da cultura regionalista do Rio Grande -, é porque eles certamente não se submetem a essas invencionices mercadistas nem aos modismos que desvirtuam o que eles, por princípio, preferem continuar preservando: a Identidade Cultural dos Gaúchos do Rio Grande;

6) não confundamos, portanto, música gaúcha com a música regional gaúcha tradicionalista e própria da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul; qualquer coisa criada, inventada ou produzida no Rio Grande do Sul é tida como gaúcha, não porque ela esteja vinculada à Tradição dos Gaúchos Sul-brasileiros, mas por mera questão de localização, de uma referência, por extensão, ao Estado originário dos Gaúchos Campeiros do Brasil; portanto, uma música gaúcha pode ser o "rock", o "funk" e qualquer outro ritmo musical produzido ou rearranjado dentro de nosso Estado Sulino; mas, na verdade, essa música não passa de música sul-rio-grandense e jamais poderá ela ser confundida com a música regional tradicionalista do Rio Grande do Sul, advinda dos usos e dos costumes dos interioranos sul-rio-grandenses, e que - embora tentem desvirtuá-la de todas as formas com o fim de abrir espaços para mercados como o "country - sertanejo-barretano" e o "mercosurista" -, chegou até hoje graças ao trabalho árduo de inúmeros e verdadeiros gaúchos nativistas, tradicionalistas, regionalistas sul-rio-grandenses;

7) assim, desde que longe do Movimento Tradicionalista Gaúcho organizado e das suas Entidades "Santuários da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul" - os Centros de Tradições Gaúchas - CTGs - e demais Entidades Tradicionalistas filiadas ao Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, qualquer artista sul-rio-grandense poderá mudar, alterar, modificar, rearranjar ou desarranjar ritmos, compassos musicais e até a pilcha gaúcha tradicional dos campeiros do Rio Grande do Sul, embora tudo isso possa ser classificado como um estelionato cultural, por estar sendo vendido gato por lebre a alguns lesados consumidores; um crime lesa-cultura regional gaúcha sul-rio-grandense cometido contra o patrimônio cultural de um povo; mas nada disso - diante da Filosofia da Carta de Princípios do MTG, da Doutrina Tradicionalista Gaúcha Brasileira -, poderá ocorrer no âmbito do Sistema Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, dos seus Centros de Tradições Gaúchas filiados, porque nesse caso, por contrariar a sua própria Filosofia de Atuação e aos seus próprios fins culturais estatutários, esses seriam crimes culturais graves cometidos contra um patrimônio que é público, contra um direito legalmente garantido aos detentores da Cultura Regional Gaúcha Brasileira; contra uma herança cultural que foi recebida não só pelo Povo Sul-rio-grandense, mas também por todos os Gaúchos do Brasil

 

FONTE: BOMBACHA LARGA

 


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