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Chasque Pampeano:A origem da confusão no uso da Pilcha Gaúcha - Parte I...

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23/05/2008

A origem da confusão no uso da Pilcha Gaúcha - Parte I
 
A CONFUSÃO NO USO DA PILCHA GAÚCHA TEM ORIGEM NAS PRÓPRIAS DIRETRIZES DO MTG-RS – A 67a Convenção Tradicionalista do MTG-RS foi realizada em Tramandaí-RS, no período de 29 a 31 de julho de 2005, aprovando, dentre outras deliberações, as Diretrizes para o Uso das Pilchas e Indumentárias Campeiras, promovendo alterações na utilização da indumentária dos gaúchos sul-brasileiros, tudo em nome do resgate, do fortalecimento e da preservação das diversas manifestações culturais do Estado do Rio Grande do Sul.
Bueno! Pelo que se pode observar nas mudanças, há mais impropriedades do que soluções para o “fortalecimento” e a “preservação” das autênticas Tradições do Povo Gaúcho do Rio Grande. Vejamos: para a pilcha masculina
- 1) o chapéu deve ter a copa de acordo com as características regionais; pelo que se viu no Desfile Farroupilha de Porto Alegre, será que já podemos considerar aquele chapéu distribuído ao público como um chapéu característico da região da Capital de Todos os Gaúchos? Começa assim, depois, sabemos bem onde termina...; essa previsão é aberta, do jeito que os "exploradores da cultura gaúcha sul-brasileira" esperam;
2) as boinas são proibidas; os gaúchos da região da Fronteira, os quais incorporaram as boinas pretas, como fez o grande Noel Guarany, esses foram alijados desse uso tradicional-regional;
3) o lenço pode ter “passador”; bem, como dizem aqueles que  justificam essas atrocidades, as coisas evoluem; passador de metal é invento comercial e originário do Texas, cuja missão é render lucros e assassinar, principalmente, os oito “nós de lenço” mais tradicionais dos gaúchos sul-rio-grandenses, uma rica herança dos antepassados: farroupilha–bago-de-touro, federalista, republicano, tope farroupilha, getulista ou nó comum, namorado, pachola, crucifixo, dentre outros, usados por nossos bisavós, avós, pais e por muitos, ainda hoje, apesar dessas imposições comerciais; e o que estimulam agora são tocos de lenços, ou melhor, fitas finísssimas,  impostas por griffes, estampadas, pretas, como se estivessem de luto, "mais curtas que coice de porco"; e como não dá mesmo para dar nó algum, usam um passador de metal, peça esta cujo uso não foi repassado de pai para filho, continuamente e por tradição, no Estado do Rio Grande do Sul;
4) a camisa usada pelo gaúcho sempre foi a de mangas compridas, podendo usar a de mangas curtas nas lidas; mas quando não se faz esta observação, o resultado é sempre o mesmo: desastre, por falta de informação; Desfiles Oficiais, principalmente o Desfile Farroupilha e do Dia Maior do Gaúcho, 20 de Setembro, tem que ser usada a camisa tradicional, isto é, a de mangas compridas e de cores sóbrias, claras;
5) o MTG, ao chamar guaiaca de cinto está promovendo uma confusão na mente de muitos incautos; os senhores integrantes das duas Comissões de Indumentária, nomeadas pelo Presidente (Patrão) do MTG, em Portaria n. 015/2005, de 17 de março de 2005, com o fim de sanar dúvidas e atender às exigências da Tradição Gaúcha, bem que poderiam ter consultado o Minidicionário Guasca (Nunes, Zeno Cardoso. Minidicionário Guasca, por Zeno Cardoso Nunes e Rui Cardoso Nunes. Porto Alegre, Martins Livreiro Ed., 1986. 160 p., p. 82, cuja definição do vocábulo GUAIACA  não deixa dúvidas: cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos; com a ressalva de que a guaiaca enfeitada com moedas de prata ou de ouro é a usada pelos gaúchos que sofrem a influência platina, ou de sangue ou da natural integração cultural veriricada na linha divisória entre Brasil, Uruguai e Argentina, pois esse não é um uso tradicional do restando do Estado do Rio Grande do Sul; dessa forma, o que transparece é que essa peça da indumentária tradicional dos gaúchos sul-rio-grandenses está em vias de ser mesmo trocada por uma cinta, às quais não tardarão por ostentar os grandes “medalhões” como fivelas e as gravações nas típicas letras do “Velho Oeste”, onde se lerá um nome muito difundido atualmente: TEXAS!;
6) tirador, agora, só é obrigatório para pealar; para laçar, não mais, decisão esta que contraria as tradicionais lidas dos Campeiros do Brasil e a informação revelada pela conhecida estátua "O Laçador", símbolo da cidade de Porto Alegre e do gaúcho sul-rio-grandense, inspirada no heróico Paixão Cortes; tal decisão afronta o fato de que um gaúcho campeiro deverá estar apresentado para as lides campeiras com a indumentária que lhe é tradicional para todas as práticas de campo, pois ele poderá tnto laçar com pealar de a cavalo, devendo, portanto, apresentar-se nessas demonstrações dos Rodeio Crioulos com a pilcha que melhor caracteriza um campeiro do Rio Grande; dessa forma, as autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-rio-grandenses vão morrendo, em face das lamentáveis “decisões de gabinetes”,dos velados interesses de um mercado alinígena que, pouco a pouco, altera e se apossa da Cultura Regional Sul-brasileira, com o apoio criminoso daqueles que deveriam primar pelo culto, preservação e defesa das Tradições de Todo o Povo Gaúcho Brasileiro;
7) a faixa tem que ser de lã e nas cores preta ou vermelha; quem decidiu isso só pode ser um gaúcho colorado ou flamenguista doente, não há outra explicação para tamanho despautério;
8) no que se refere à largura da bombacha, para o sítio Bombacha Larga até que a diretriz não é má; quanto mais gordo o vivente, mais bombachudo ele fica...; só que esquecem que na região da Serra o costume não permite essa regulamentação; a letra dessa previsão, naquela região, já nasce morta; ou alguém acredita que na Serra um xiru gorducho irá usar bombachas "a la" Gaúcho da Fronteira? Previsão sem o respeito aos costumes regionais, antigos, tradicionais, é plantação e colheita de ineficácia; e, ainda, estabelecer que a bombacha deve, obviamente, ser usada por dentro do cano das botas, sem a devida fiscalização, cobrança e orientação do MTG, órgão competente para exigir a correção das impropriedades ocorridas no Tradicionalismo, principalmente daqueles Grupos Musicais que usam expressões estrangeiras e animam as inúmeras domingueiras e fandangos nos palcos dos “Centros de Tradições Gaúchas” e das demais Entidades Tradicionalistas filiadas ao Movimento Tradicionalista Gaúcho organizado, nas "barbas" do órgão detentor do poder-dever fiscalizador, na ausência do necessário enquadramento moral desses Patrões de CTG, que em troca de uns pilas contribuem para a destruição do Legado Cultural do Povo Gaúcho Sul-brasileiro, pouco servem diretrizes bem elaboradas, menos ainda as  despropositadas, porquanto desprovidas de bom-senso e do devido respeito aos autênticos usos e costumes dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande: os Centauros das Coxilhas!
FONTE: BOMBACHA LARGA

 


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