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Chasque Pampeano:O conceito de liberdade e democracia nas estâncias...

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15/05/2008

O conceito de liberdade e democracia nas estâncias
 


  HISTORIA DO RIO GRANDE DO SUL
Por Manoelito Carlos Savaris
  TU SABIAS?
  Que o conceito de liberdade e democracia do gaúcho é diferente do europeu?
 

O gaúcho nunca admitiu preeminências de classes ou de raças. A democracia e a liberdade são necessidades vitais do gaúcho.
 

Na Europa a liberdade foi adquirida lentamente, depois de lutas seculares contra o feudalismo, a coroa ou a igreja, enquanto que no rio Grande do Sul é uma condição a tudo.
 

Nos acampamentos era percebida a organização democrática das estâncias. Os chamados exércitos irregulares, aos quais cabe um papel relevante na nossa história militar, são como que moldados à feição das próprias fazendas. Reafirma-se o papel destas como verdadeiras células sociais em todo o nosso organismo coletivo, elas influem de modo decisivo nas manifestações de nossa atividade histórica, na sociedade, na política, na psicologia individual e coletiva.
 

É a democracia rio-grandense das estâncias que influi sobre a disciplina e não esta sobre aquela. Os estancieiros, suas famílias e seus peões constituíam uma unidade que tinha alguma coisa do clã céltico ou da organização patriarcal sem se confundir com nenhum deles.
 

Do primeiro não tinha o aspecto aristocrático nem o cunho fortemente patronal que o caracteriza, nem possuía o grau de parentesco predominante que distingue a segunda.
 

A solidariedade que se forma dentro das fazendas em torno dos chefes, decorre da inexistência da pequena propriedade (os que não tinham terra deviam viver agregados aos donos do latifúndio). Entre chefes e empregados percebe-se muito do sistema patriarcal, onde o dono se entrega junto aos empregados nos trabalhos da comunidade.
 

O gaúcho não se une ao estancieiro por sentimento de temos. A unidade social, aqui, não tem a coesão coercitiva e dura como se verificava no período feudal europeu ou mesmo no nordeste do país. O gaúcho é mais um amigo do que um subordinado do patrão.
 

Somente por essa relação, quase patriarcal, é que se explica a existência, na nossa história, de exércitos formados pelos donos e peões das estâncias. Os peões, transformados soldados, nas refregas contra os castelhanos ou nas lutas intestinas, tinham orgulho de pertencer ao exército de talou qual estancieiro.
 

Importante diferença, também, entre o sistema das estâncias formadas aqui e os feudos na Europa, ou as fazendas do leste e norte brasileiros, é a de que os estancieiros não lutavam uns contra os outros, pelo contrário, formavam uma rede de amizade e mutua proteção. No Rio Grande do Sul, diferentemente dos latifundiários europeus do período feudal, estiveram dispostos a sacrificar suas posses em prol da província. O estancieiro rio-grandense sempre entrou na luta procurando o maior numero de adesões voluntárias, onde os interesses coletivos se sobrepunham aos de cada um em particular.

Fonte:IGTF e Goulart, Jorge Salis. A formação do Rio Grande do Sul. 4ª edição. Co-edicao Martins Livreiro e Editora Universidade de Caxias do Sul. 1985.
 

 


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